O próximo telemóvel da Google, o Pixel 11, vai ficar mais caro. A marca admite que também está a braços com a subida dos preços da memória RAM. Curiosamente, a notícia surge no mesmo dia em que a Qualcomm, fabricante dos chips Snapdragon, terá informado os seus clientes de que os processores vão encarecer significativamente a partir de 1 de setembro.
Continuar a ler após o anúncio.
Aumentos de preço no Google Pixel 11
O valor exato ainda é desconhecido, mas tudo indica que o aumento ultrapasse os 10%. A grande culpada? A Inteligência Artificial (IA), que exige uma capacidade de processamento brutal.
Toda esta capacidade depende da memória RAM. O problema é que os fabricantes não conseguem acompanhar a procura crescente, o que faz os preços disparar. Num primeiro momento, este impacto sentiu-se sobretudo no mundo dos computadores, onde os utilizadores compram componentes individuais.
No entanto, já há algum tempo que este fenómeno se instalou de pedra e cal no mercado dos smartphones.
Relativamente ao Pixel 11, a Google revelou ao site 9to5Google que nunca se registou uma subida tão acentuada nos preços da memória. Para teres uma ideia, em 2025, 1 GB de RAM custava 2,80 dólares. Hoje, esse mesmo gigabyte custa 12 dólares.
A marca afirma ter “protegido os clientes das enormes variações de preço durante o máximo de tempo possível”, mas a situação tornou-se insustentável. Nas palavras da própria Google: “A economia mudou de forma fundamental e não somos imunes a isso.”
Continuar a ler após o anúncio.
O preço exato da gama Pixel 11 ainda é uma incógnita. Contudo, a Google adianta que as alterações de valor vão refletir a realidade atual da cadeia de abastecimento.
Ainda assim, a empresa promete oferecer descontos a quem comprar os equipamentos durante o período inicial de vendas, numa tentativa de os manter acessíveis. Há ainda outro detalhe importante a reter: o modelo base do Pixel 11 Pro vai sofrer um corte, passando de 16 GB para 12 GB de RAM.
Continuar a ler após o anúncio.
A Google avisou ainda que os modelos Pixel que já estão no mercado também podem vir a sofrer aumentos de preço, embora não tenha especificado quais.
Numa nota mais positiva, a gigante tecnológica deixou uma garantia: “Estamos a contornar estes desafios. Fazemos esforços direcionados para reduzir os requisitos de memória do Android e do ecossistema de aplicações. Assim, os equipamentos podem funcionar com menos RAM, mantendo uma excelente experiência de utilização.”