Os dias das cada vez mais longas publicidades do YouTube estão contados

Laura Jenny
Laura Jenny
28 Janeiro 2026, 14:46
2 min tempo de leitura
Traduzido e adaptado por Mafalda Vieira Santos.

Anúncios intermináveis antes de o vídeo começar. É, sem dúvida, uma das maiores irritações do YouTube, especialmente porque é uma das plataformas que mais utilizamos no dia a dia. Mas temos boas notícias: essa era de publicidade cada vez mais longa pode estar a chegar ao fim.

Anúncios que não podes saltar no YouTube

Não dão para saltar, ficas a ver os segundos a passar e, para piorar, aparecem muitas vezes nos momentos mais cruciais do vídeo. Estamos a falar dos anúncios obrigatórios do YouTube. Pelo menos, é essa a realidade para quem não quer pagar uma subscrição.

Como consumidor, tens poucas opções além de abrir a carteira para o Premium. Mas, e se a solução viesse de cima? E se o governo proibisse estas práticas? É exatamente isso que está a acontecer no Vietname. O país está a trabalhar numa legislação específica para limitar a duração destes anúncios que somos obrigados a ver.

O objetivo do Vietname é proteger a experiência de quem está a ver vídeos, garantindo que não é excessivamente prejudicada. Atualmente, os anúncios que não podes saltar (non-skippable ads) chegam a durar 30 segundos e, por vezes, surgem em sequência.

Num país onde muitas pessoas não têm orçamento para o YouTube Premium, o governo decidiu pôr um travão nisto. E a medida é drástica: a intenção é que os anúncios obrigatórios no YouTube e noutras plataformas tenham uma duração máxima de apenas 5 segundos.

O Vietname como pioneiro?

A legislação já existe, mas ainda tem de entrar oficialmente em vigor, o que está previsto para o dia 15 de fevereiro. Uma coisa é certa: esta medida está a ser observada com enorme interesse pelo resto do mundo.

Fora do Vietname, muitos utilizadores já expressam online a esperança de que os governos dos seus próprios países sigam o exemplo e criem uma “arma” semelhante contra o bombardeio comercial constante nos vídeos online.

Vamos ser honestos: não se trata de acabar com a publicidade. Ela é necessária para que estas plataformas gratuitas possam existir. No entanto, quando os anúncios começam a estragar seriamente a experiência de visualização, é preciso traçar um limite. E parece que esse limite está finalmente a ser definido.