A Samsung está a desenvolver uma nova funcionalidade para o Galaxy Watch: a capacidade de detetar insuficiência cardíaca. Esta é mais uma de várias aplicações médicas em que a marca tem trabalhado recentemente, apesar de o smartwatch não ser, para já, um dispositivo médico oficial.
Detetar problemas cardíacos
Numa publicação recente, a Samsung revelou que os seus relógios Galaxy poderão em breve detetar a Disfunção Sistólica do Ventrículo Esquerdo. Esta condição é um sinal precursor comum da insuficiência cardíaca, presente em cerca de metade dos casos.
O problema é que esta disfunção passa muitas vezes despercebida, e é aqui que um smartwatch pode fazer a diferença. A Disfunção Sistólica do Ventrículo Esquerdo ocorre quando a principal câmara de bombeamento do coração não se contrai de forma adequada, o que impede o sangue de circular corretamente pelo corpo.
Um dos sintomas é a acumulação de líquidos no corpo. Embora a condição possa ser diagnosticada com um teste clínico, a sua deteção precoce sem exames específicos é um desafio. Segundo a Samsung, a tecnologia do smartwatch permitirá essa identificação antecipada.
Isto é crucial, pois significa que as pessoas podem iniciar o tratamento mais cedo, reduzindo significativamente o risco de morte.
Para tornar isto possível, a Samsung estabeleceu uma parceria com a Medical AI, uma empresa especializada na análise de eletrocardiogramas (ECG). O algoritmo que desenvolveram já é utilizado em 120 hospitais na Coreia do Sul para fazer o rastreio de pacientes.
Este mesmo algoritmo será integrado nos smartwatches da Samsung. Em conjunto com o sensor de frequência cardíaca PPG (fotopletismografia), irá analisar os teus dados e alertar-te caso seja aconselhável procurar um médico.
Galaxy Watch
Para já, esta funcionalidade não será classificada como uma ferramenta médica, mas sim como uma “avaliação” geral. No entanto, tudo indica que a Samsung terá de procurar a aprovação de entidades reguladoras para poder adicionar oficialmente este tipo de capacidades aos seus dispositivos — um passo que a Apple e a Google já deram.
Considerando o número crescente de aplicações de saúde que a empresa tem em desenvolvimento, como a que visa detetar a doença de Alzheimer, este parece ser um caminho inevitável.