A Nothing conseguiu captar as atenções no ano passado com os seus primeiros auscultadores, os Nothing Headphone (1). Apesar de ser um dispositivo bonito, o preço recomendado de 300 euros tornava-o um pouco inacessível. Agora, a marca londrina lança uma versão mais em conta. Descobre o que achamos dos Nothing Headphone (a).
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Nothing Headphone (a)
Conhecemos a Nothing sobretudo como uma marca de smartphones, mas a sua verdadeira origem, há cerca de cinco ou seis anos, foram os auriculares. Foi aí que a empresa se destacou e, nos anos seguintes, lançou vários produtos de áudio interessantes (além, claro, dos smartphones e até de um smartwatch). No ano passado, os Headphone (1) deixaram-nos muito bem impressionados e tínhamos pouco a apontar. Mas como se comportam agora os Nothing Headphone (a), que chegam com um preço bem mais simpático?
O que vem na caixa?
- Nothing Headphone (a)
- Uma bolsa de transporte
- Manuais de instruções
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Pontos positivos dos Nothing Headphone (a)
Autonomia extremamente impressionante
É natural querermos sempre mais, mas com uma autonomia brutal de 135 horas (!!!), os Nothing Headphone (a) são verdadeiramente generosos. É uma sensação fantástica sair de casa sem aquele pequeno pânico de pensar: “Bolas, os auscultadores estão sem bateria outra vez”. Em vez disso, podes simplesmente colocá-los e ouvir música e com apenas dez minutos de carregamento, ganhas entre 5 a 7 horas de reprodução (dependendo se ativas ou não o cancelamento ativo de ruído). É muito tranquilizador teres contigo um gadget que raramente te deixa ficar mal e que te permite, por exemplo, viajar sem preocupações, já que aguenta até os voos mais longos com escalas. É um detalhe que torna estes auscultadores num excelente investimento.
Excelente qualidade de som
Claro que a bateria não é tudo. Se a música não soar bem, não vais querer usar os auscultadores durante tanto tempo. Durante os testes, reparei que estes auscultadores não têm qualquer dificuldade em entregar graves sólidos e que a qualidade de som geral é muito boa. Ainda assim, por vezes parece faltar um pequeno detalhe para tornar a experiência auditiva verdadeiramente rica. Depois de várias semanas de uso, continuo sem conseguir identificar exatamente o que é. O som nunca é estridente; soa apenas um pouco mais ‘fino’ quando comparado com auscultadores de artilharia pesada. O facto de ser difícil apontar o dedo ao problema já é um bom sinal: a maioria das pessoas nem vai notar. A qualidade de som é simplesmente boa. Têm suporte para Hi-Res e LDAC e, se preferires não usar o Bluetooth, podes ligá-los com um cabo USB-C ou através da entrada de áudio de 3,5 mm.
Capta bem a tua voz
Antigamente, quando estava a andar de bicicleta e recebia uma chamada, ignorava. O vento a bater nos auscultadores e a interferir com os microfones tornava a experiência terrível, obrigando-me a repetir tudo porque a pessoa do outro lado não percebia nada. Isso é passado. Cada vez mais consigo gravar mensagens de voz ou atender chamadas em andamento, sem que deixem de me ouvir bem. Os microfones filtram muito bem esse ruído e os Nothing Headphone (a) não são exceção. A tua voz pode soar um pouco distante, mas mesmo a pedalar contra o vento, continuas a ser perfeitamente audível.
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Aplicação intuitiva
A aplicação da Nothing é agradavelmente simples. Quase dirias que é simples demais, não fosse o facto de oferecer imensas opções para personalizares a tua experiência sonora. Tens um equalizador de 9 bandas, perfis pré-definidos (como o reforço de graves), podes ativar o cancelamento ativo de ruído (ANC) ou o modo de transparência (Awareness). Tudo isto com o design inconfundível da Nothing. A aplicação é muito prática, a ligação aos auscultadores é rápida e ainda podes conectá-los a dois dispositivos em simultâneo (Multipoint), se assim quiseres.




Controlos práticos
Se há coisa que me irrita é ter de ir ao Google pesquisar como se controla uns auscultadores novos. Aqui, isso não é necessário. Têm botões bastante peculiares: um funciona como uma roda de scroll, outro é um interruptor de alternância e o botão de ligar/desligar é deslizante. Isto torna a utilização incrivelmente fácil, porque não precisas de decorar gestos estranhos. Após a primeira utilização, já sabes exatamente o que cada botão faz. É uma abordagem muito prática e um enorme ponto a favor.
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Pontos fracos dos Nothing Headphone (a)
Experiência musical por vezes menos rica
Já mencionei isto na secção da qualidade de som, mas no fundo é uma desvantagem e tem de ser referida: não oferecem aquela experiência bombástica típica de auscultadores de 300 ou 400 euros. Contudo, é um defeito menor. Pelo preço pedido, é perfeitamente aceitável que a experiência não seja imaculada, até porque continua a ser muito boa. Talvez o som seja ligeiramente diferente porque a Nothing já não trabalha em parceria com a KEF para o áudio.
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Bolsa de transporte com aspeto barato
A bolsa de transporte incluída tem mais qualidade do que aparenta à primeira vista, mas a Nothing poderia ter ido um pouco mais longe. Acaba por ter um aspeto algo barato, o que é pena. Por outro lado, a vantagem é que não ocupa tanto espaço na mochila como as tradicionais caixas rígidas. Sendo a Nothing uma empresa que valoriza tanto o design, esperava algo mais original. Percebo a aposta no minimalismo, mas era possível fazer um bocadinho melhor sem perder essa essência.
Cancelamento de ruído não é perfeito
Se tiveres uma criança a chorar ao teu lado no avião, este cancelamento ativo de ruído (ANC) não vai abafar o som com a mesma eficácia de uns auscultadores topo de gama. Esta é, provavelmente, a principal diferença face aos modelos mais caros. O cancelamento de ruído está lá e, especialmente se estiveres a ouvir música, mal vais notar o ambiente à tua volta. Mas se quiseres usar os auscultadores em silêncio apenas para bloquear o ruído exterior, vais perceber que não te isolam completamente do mundo. É a única grande desvantagem deste modelo, além do ponto seguinte, que é mais subjetivo. É uma área onde a Nothing pode melhorar numa próxima geração.
Um design que não é para todos
Para mim é um ponto negativo e por isso incluo-o aqui, mas é puramente uma questão de gosto: há muita gente que adora este visual. O que notei é que, quando uso estes auscultadores nos transportes públicos, as pessoas ficam a olhar. Uma amiga minha até me perguntou: “O que é que tens na cabeça?”. Não é propriamente um design subtil; tem uma abordagem muito mais industrial e, embora ache o efeito transparente muito fixe, o conjunto parece-me um pouco bruto. Como pesam 310 gramas, tendem a escorregar se me baixar para apanhar a mochila do chão, especialmente se estiverem apoiados no cabelo. Por outro lado, adoro o toque da banda ajustável e os auscultadores parecem extremamente robustos, o que joga a favor dos Headphone (a).
Conclusão
Se gostas do design destes auscultadores, não há grandes motivos para não os escolheres. Os Headphone (a) oferecem um som excelente, quer seja a transmitir a tua voz com clareza através dos microfones, quer a entregar a tua playlist do Spotify com qualidade. Não são os auscultadores mais leves do mercado e o visual tem de fazer o teu estilo, mas por este preço, não esperava uma experiência sonora tão competente. Junta-lhe uma aplicação muito bem desenhada e botões físicos práticos, e tens aqui uma excelente aposta para o valor pedido. Podem ser demasiado industriais para alguns, mas há muito para gostar nestes auscultadores robustos.
Comprar os Nothing Headphone (a)
Os Nothing Headphone (a) estão disponíveis nas cores preto, branco, rosa e amarelo por um preço recomendado de 159 euros. Os auscultadores já se encontram em fase de pré-venda e o lançamento oficial acontece a 13 de março.
Alternativas
Procuras uma boa alternativa? Não há muitas opções equivalentes nesta faixa de preço, mas encontras algumas ligeiramente mais baratas: os Sony WH-CH720N são uma excelente opção, em grande parte porque oferecem um bom cancelamento de ruído, enquanto os Skullcandy Icon se destacam menos nessa funcionalidade, mas compensam com um design compacto e uma autonomia de bateria de 50 horas.
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