Análise da Xiaomi Smart Band 10: a smartband ideal para todos

Laura Jenny
Laura Jenny
28 Janeiro 2026, 14:47
7 min tempo de leitura
Traduzido e adaptado por Mafalda Vieira Santos.
8.1

Avaliações

Não tens necessariamente de lhe chamar uma “resolução de Ano Novo”, mas a verdade é que muita gente vê o início do ano como o momento ideal para abrandar o ritmo depois dos excessos das festas. Comer de forma mais saudável, talvez começar a fazer algum exercício? Uma pulseira de fitness que pode ser a tua melhor aliada nessa missão é a Xiaomi Smart Band 10. E aqui explico-te porquê (e também porque é que, talvez, não seja para ti).

Xiaomi Smart Band 10

Vamos ser claros: uma smartband não vai fazer o exercício por ti, mas ajuda-te, e muito, a estares mais consciente da tua atividade física. E mesmo que não sejas um atleta, podes perfeitamente usar uma. Elas mostram-te quantos passos deste, a qualidade do teu sono, como está o teu ritmo cardíaco e, claro, as horas — ou até as mensagens do WhatsApp. Por isso, não te deixes intimidar pelo rótulo “fitness”, porque a Xiaomi não lhe chama Smart Band 10 por acaso: é uma pulseira inteligente feita para te ajudar em tudo o que fazes no dia a dia. E, diga-se de passagem, a Xiaomi faz isto com bastante competência.

O que vem na caixa?

  • Xiaomi Smart Band 10
  • Carregador
  • Manuais

Pontos positivos da Xiaomi Smart Band 10

Um design subtil

Num mercado onde muitos smartwatches ainda pecam por ser demasiado volumosos, este wearable destaca-se pela subtileza. Embora a Xiaomi não pareça obcecada em ganhar o campeonato do gadget mais fino do mundo, optou por um design arredondado que resulta num conforto surpreendente no pulso. É verdade que tem alguma espessura, mas neste formato não se torna incomodativo.

Tem apenas em conta que a bracelete pode parecer um pouco grossa, devido ao sistema de fecho onde uma parte desliza sobre a outra. Mas, no uso diário, a smartband é leve, discreta e capaz de monitorizar imensos dados sem dares por ela. Além disso, para um dispositivo com uma bracelete de borracha, o aspeto não é nada barato. O próprio ecrã tem um acabamento muito bem conseguido.

Uma autonomia de fazer inveja

A bateria desta smartband dura semanas. Claro que depende sempre do uso que lhe dás, mas podes contar, sem grandes preocupações, com mais de duas semanas de autonomia. No meu caso, cheguei mesmo às três semanas. Sei que há quem diga que dura menos que o modelo anterior, mas sejamos justos: continua a ser tanto tempo que prefiro elogiar a longevidade do que criticar, porque é uma eternidade comparado com a concorrência.

Se ativares o ecrã “sempre ligado” (Always-on), a bateria vai drenar mais depressa. Pessoalmente, não sou fã dessa função. Se queres saber alguma coisa, o movimento natural de rodar o pulso já acende o ecrã. Além disso, se precisas de informação, vais olhar para o relógio de qualquer forma; ter o ecrã ligado quando não estás a olhar para ele parece-me pouco eficiente. Resumindo: estou muito satisfeito com a bateria deste relógio da Xiaomi, nem que seja pelo alívio de não ter de andar sempre com mais um carregador atrás.

Ecrã fácil de ler

Podes achar que um ecrã tão pequeno e alongado seria difícil de ler, mas a verdade é que consegues ver muita informação. Ok, alguns mostradores são um pouco caóticos, mas até nesses acabas por encontrar o que procuras. A única escolha de design que me faz alguma confusão é a luz de notificação no topo, ao centro, que em certos mostradores acaba por tapar informação útil.

De resto, tenho pouco a apontar a este belo painel de 1,72 polegadas. É nítido sem ser um holofote exagerado. Com um brilho máximo de 1.500 nits, é suficientemente forte para veres tudo na rua, mas mantém o equilíbrio certo. É uma grande vantagem para um dispositivo deste género.

Um mundo de mostradores à escolha

A Xiaomi oferece mais de 200 mostradores (watchfaces), o que é uma quantidade absurda, mas garante que encontras um que se adapte exatamente ao teu estilo. Tens opções clássicas, minimalistas ou simplesmente extravagantes. Há animais fofos, como a foca Seabert que vês nestas imagens, mas também designs mais desportivos. Como a troca é rápida, torna-se divertido combinar o mostrador com a tua roupa do dia.

Preço imbatível

Esta smartband custa cerca de 50 euros, o que é uma ninharia comparado com outros smartwatches, especialmente considerando tudo o que oferece. Podes ler mensagens do WhatsApp, monitorizar o teu desempenho desportivo e até há funcionalidades dedicadas ao sono. Não corre Wear OS, mas sim o HyperOS 2 da própria Xiaomi, e funciona lindamente. Só precisas da app Mi Fitness (disponível na Play Store) para começar. Por este preço, levas para casa um gadget duradouro e que regista imensos dados sobre a tua saúde.

Pontos fracos da Xiaomi Smart Band 10

Não tem GPS integrado

Faz muito, mas não faz tudo. O grande ausente nesta smartband é o GPS. Se o teu objetivo é registar com precisão o percurso da tua corrida, não podes esperar isso deste dispositivo. O mesmo se aplica, obviamente, ao ciclismo e às caminhadas, a menos que leves o telemóvel contigo.

Não dá para fazer pagamentos

Outro ponto a considerar: esquece os pagamentos com o pulso, pois não tem NFC integrado. Não é obrigatório para toda a gente, mas dá muito jeito. Aqui, essa opção não existe. Dito isto, como também não tem GPS, é pouco provável que vás correr sem o smartphone e precises de pagar algo pelo caminho apenas com o relógio.

A aplicação deixa a desejar

A aplicação Mi Fitness é clara, o que é bom, mas a qualidade das traduções e o aspeto visual não são propriamente de topo. Por vezes, dás por ti a “caçar” opções na estrutura dos menus, tanto na app como no próprio relógio. Não é o dispositivo mais intuitivo que já usei, mas é sobretudo a aplicação que fica aquém do potencial que a pulseira tem. É uma pena, porque com um pouco mais de cuidado no design e na organização, a experiência seria muito superior.

Conclusão

Vamos ser honestos: muita gente só quer um contador de passos, uma ajuda para monitorizar o sono, saber a frequência cardíaca e ler uma ou outra notificação. E, nesse aspeto, esta pulseira faz um trabalho impecável. É confortável, a bateria dura uma eternidade e o preço é muito acessível. É um dispositivo sólido e dificilmente te vais arrepender da compra. Contudo, as tuas expectativas devem estar alinhadas com o preço. Se queres registar maratonas com precisão de GPS ou pagar o café com o pulso, esta não é a smartband para ti.

Para ser sincero, esta é a smartband que eu recomendaria à grande maioria das pessoas. No fundo, o que procuramos é ter alguma noção da nossa saúde, ver as horas e não ter dores de cabeça com tecnologia complexa. A Xiaomi percebeu isso muito bem. É pena que a app não seja um deleite visual, mas tal como a Smart Band 10, cumpre o que promete. É fiável, está lá quando precisas e sabes exatamente com o que podes contar. E isso, nos dias que correm, já é muito.

Comprar a Xiaomi Smart Band 10

A Xiaomi Smart Band 10 está disponível a partir de hoje nas cores Black, Grey e Rose por 49,99 euros. A versão Ceramic custa 60 euros.

Alternativas à Xiaomi Smart Band 10

É frequente perguntarem-nos qual é o melhor smartwatch para comprar. Hoje em dia, costumo sugerir o OnePlus Watch 3, mas se procuras algo mais simples e direto, esta Xiaomi é provavelmente a melhor escolha. A Huawei Band 10 também pode ser uma opção viável: custa o mesmo e é uma concorrente à altura. Outra alternativa sólida é a geração anterior, a Xiaomi Smart Band 9, que também nos impressionou bastante no ano passado.

Bom saber: este artigo é editorial. Contém alguns links patrocinados pelos quais o Androidworld poderá eventualmente receber uma compensação financeira.