Ver um bom filme, ouvir a tua música favorita ou mergulhar num podcast interessante ganha outra vida com um bom som. Uns bons auscultadores, uns auriculares de qualidade ou a própria televisão contribuem para isso, mas elevar a experiência sonora não tem de ser caro nem complicado. Nas últimas semanas, transformei a minha sala com a Teufel Cinebar One e, nesta análise, conto-te tudo sobre a minha experiência.
Teufel Cinebar One
A Teufel tem na Cinebar One uma proposta extremamente interessante para o seu alinhamento. O grande trunfo está, sem dúvida, no formato. Esquece as barras gigantescas; este é um dispositivo compacto e elegante, que parece ter sido desenhado a pensar em divisões mais pequenas. A verdade é que não tenho divisões pequenas com televisão para ver filmes, por isso instalei-a diretamente na minha sala de estar. Graças à ligação ARC da TV, a soundbar conecta-se num instante e a magia acontece. Para adiantar um pouco a conclusão: a Cinebar One foi uma surpresa muito positiva.
O que vem na caixa?
- A Teufel Cinebar One
- Cabo de alimentação
- Comando à distância
- Manuais e documentação
Pontos fortes da Teufel Cinebar One
Som surpreendente para o tamanho, especialmente na música
Se há coisa que a Teufel domina, é a arte de tirar um som potente das suas colunas. Apesar das dimensões muito modestas (35 cm de largura, 6,8 cm de altura e 11,3 cm de profundidade), fiquei boquiaberto com a plenitude do som que esta pequena caixa debita. Se costumas acompanhar as minhas análises, já sabes que o meu “teste de fogo” é a banda sonora de O Senhor dos Anéis e, claro, a tradição manteve-se.
Vamos ser honestos: o som não está, naturalmente, ao mesmo nível da muito mais cara Teufel Cinebar 22, mas superou as minhas expectativas. Não só a ver filmes, mas também a ouvir música. Nota-se, contudo, uma diferença considerável de volume entre o modo de música e o de filme, algo que se deve, em parte, ao suporte de Dolby Atmos — um ponto que abordarei, infelizmente, nos aspetos negativos. Dito isto, se juntares o subwoofer a esta festa, a experiência sobe drasticamente de nível.
Emparelhamento fácil com o subwoofer
Por falar no subwoofer, ligá-lo à Cinebar One é canja. Basta pressionar um botão em ambos os aparelhos e, num abrir e fechar de olhos, estão emparelhados. A partir desse momento, o som ganha uma nova dimensão. Talvez seja o meu passado de baixista a falar, mas os graves acrescentam mesmo muita alma ao áudio. Para alguns ouvidos, o subwoofer pode até ser demasiado intenso, mas existe um botão na parte traseira que te permite domar os graves e reduzi-los ligeiramente.
Tem em conta que o conjunto da Cinebar One com o subwoofer custa mais 100 euros. É um acréscimo de 50% face ao preço da soundbar isolada. Pessoalmente, acho que o investimento vale cada cêntimo, mas compreendo que não caiba no orçamento de todos. Mesmo sem o subwoofer, o som é notavelmente bom, como referi, mas os tons graves durante um filme de ação são incomparáveis com o reforço do sub. Digamos que só não cais do sofá com a vibração porque estás sentado.
Tamanho ideal, mesmo na sala de estar
Como já mencionei, o formato é muito prático. A One não é demasiado alta, pelo que não tens de fazer malabarismos com o comando da TV como se fosse uma antena para contornar a barra. O reverso da medalha é que a One quase desaparece visualmente se tiveres uma televisão grande na sala. Se a tua sala for suficientemente ampla para uma TV de mais de 55 polegadas, talvez fosse melhor optares por uma soundbar maior, até porque o som teria mais espaço para circular. Ainda assim, para mim funciona lindamente: uma soundbar discreta que oferece um som incrível. Que mais se pode pedir?
Modos de som que fazem a diferença
A Cinebar One dispensa ecrãs vistosos ou menus complexos para ajustar o som. Com o comando, escolhes simplesmente entre os modos de filme, voz ou música, sem complicações.
E a verdade é que, ao ver um filme, notas uma diferença abismal. Se mudares para o modo “voz”, grande parte do ambiente sonoro desaparece para dar destaque aos diálogos. Funciona bem para o que é, mas para uma experiência cinematográfica completa, recomendo que deixes a definição no modo de filme.
Pontos fracos da Teufel Cinebar One
O sacrifício da entrada HDMI
Sei que nem toda a gente liga quatro ou cinco dispositivos à televisão ao mesmo tempo, mas eu sou esse tipo de utilizador. E é chato que a Cinebar One ocupe uma entrada crucial. Para passar o som da TV para a coluna, usas a ligação ARC. O problema é que, ao contrário da Cinebar 22, que tem uma entrada HDMI extra para fazer pass-through de outro aparelho, a One não tem. Isto significa que perdes uma porta para a tua PlayStation, Xbox ou Fire TV. É um pormenor, mas uma entrada HDMI extra teria sido a cereja no topo do bolo.
Não esperes milagres no Dolby Atmos
Para criar um verdadeiro efeito Dolby Atmos, precisas de muito mais do que apenas uma soundbar. Como disse, o subwoofer ajuda imenso, mas não faz tudo. Para te sentires numa verdadeira bolha sonora imersiva, precisarias de colunas traseiras. Portanto, gere as tuas expectativas: não vais trazer a acústica de uma sala de cinema IMAX para a tua sala de estar com este equipamento.
A ausência de uma app útil
A Teufel tem uma aplicação para vários dispositivos, mas não esperes que ela melhore o som da tua Cinebar One. De qualquer forma, a app Raumfeld é uma confusão pouco intuitiva. Não te vai ajudar a extrair melhor som da barra, nem a criar perfis extra ou alterar definições avançadas. No fundo, estás limitado às funções básicas integradas que controlas com o comando incluído.
O problema do “lugar cativo”
Até agora, os pontos fracos eram pequenos detalhes. O único verdadeiro inconveniente surge quando não estás sentado exatamente em frente à TV (e à Cinebar One). De repente, os diálogos do teu filme ou série tornam-se difíceis de perceber — e olha que eu sei quase de cor o que o Aragorn diz ao Gandalf após a vitória em Minas Tirith. Creio que isto se deve ao formato compacto da coluna. Se planeias ver filmes com várias pessoas ou gostas de te aninhar naquele canto do sofá, tem em conta que poderás ter de reposicionar a soundbar para ouvir bem.
Conclusão
Contas feitas, a Teufel acertou em cheio com a Cinebar One. Especialmente se optares pelo conjunto com o subwoofer, levas para casa um som impressionante por cerca de 300 euros. Claro que, dado o tamanho compacto, não podes esperar uma experiência Dolby total, mas a One é muito mais do que uma simples melhoria face às colunas da tua televisão. Se procuras um upgrade sonoro significativo por um preço simpático, a Cinebar One é uma recomendação fácil.
Comprar a Teufel Cinebar One
A Teufel Cinebar One está disponível isoladamente com um preço recomendado de 299 euros. No momento desta análise, o preço já tinha descido para 199 euros no site da marca. Se quiseres o subwoofer, o pacote Cinebar One+ custa os tais 299 euros. Tens duas cores à escolha: preto e branco.
- Teufel Cinebar One na Teufel por 199 euros.
- Teufel Cinebar One na Amazon por 215 euros.
- Teufel Cinebar One na bol.com por 215 euros.
Alternativas
Nesta faixa de preço, é natural que olhes para outras marcas conhecidas. A JBL tem a MK2 por cerca de 165 euros. Já na Bose, o preço sobe consideravelmente: 266 euros pelo modelo 838309-2100. Podes ainda considerar uma Sonos Beam, mas prepara-te para pagar quase o dobro da Cinebar One.



