Vou de férias e levo comigo: uma action cam. Comprei a DJI Osmo Action 4 porque estava curioso para saber se realmente traz uma grande mais-valia em relação ao smartphone. Neste artigo, conto-te as minhas conclusões após uma viagem acompanhado por esta câmara.
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DJI Osmo Action 4
Talvez estejas a pensar: por que motivo vou ler isto, se já não é a câmara mais recente da DJI? Mas será que precisas mesmo do último modelo? É verdade que as câmaras mais novas têm um sensor maior, melhor autonomia, mais memória e aguentam mergulhos ligeiramente mais fundos. A questão é que a DJI Osmo Action 6 custa 430 euros, enquanto a Action 4 ficou-me por 200 euros. E isto nova em folha, trazendo ainda uma armação de proteção, uma lente Osmo Action e uma bateria Osmo Action Extreme.
Claro que, ao usar uma câmara destas, a grande questão é o que vais fazer exatamente com ela. A verdade é que são perfeitas para gravar vídeos de ação, como passeios de BTT, snowboard ou até snorkeling. Levei a minha nas férias para Aruba e usei-a não só para filmar os mergulhos, mas também para registar as brincadeiras da filha dos meus melhores amigos na piscina. Como é óbvio, não vou partilhar essas imagens mais familiares, mas as dos peixes e das minhas aventuras subaquáticas estão espalhadas por este artigo.
O que mais me agrada nesta câmara é a liberdade que te dá. Podes, por exemplo, tirar fotografias, como vais ver mais abaixo. Além disso, consegues adicionar uma espécie de efeito ‘olho de peixe’ (fisheye) sem precisares de uma lente extra. Durante muito tempo, achei que estas câmaras serviam apenas para vídeo e que exigiam uma parafernália de lentes, mas afinal fazem imenso sozinhas. Ao rever as fotos e os vídeos da minha ‘sobrinha’ de um ano e meio na piscina, achei imensa piada. Ela parecia uma verdadeira atleta da Red Bull, tudo graças à perspetiva única da câmara. Mesmo quando não estás a fazer nada de especial, a imagem ganha um ar espetacular. Outro grande ponto a favor para quem filma crianças é o facto de haver um ecrã de ambos os lados. Eles conseguem ver-se a si próprios, o que garante que fiquem intrigados e olhem diretamente para a lente.

Sou o tipo de pessoa que não leva o smartphone para o mar de ânimo leve. A água salgada não é propriamente simpática para a tecnologia e aquelas capas impermeáveis parecem-me sempre um risco desnecessário. Para além disso, tentar mexer no telemóvel com os dedos molhados e escorregadios é um pesadelo. Como também passaria o tempo todo a duvidar da profundidade que o telefone aguentaria, preferi jogar pelo seguro e usar uma action cam. Adoro fazer snorkeling e pretendo continuar a fazê-lo sempre que encontrar um bom spot. É um formato super prático. Prendi a minha câmara ao pulso com um elástico de cabelo e levei-a na mão. Se fosse o smartphone, estaria constantemente preocupada com a sua sobrevivência. E vamos ser honestos, dependemos tanto do telemóvel hoje em dia que avariá-lo nas férias seria uma dor de cabeça enorme.





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Transferir as imagens
Confesso que, de início, tive receio de que transferir os ficheiros fosse uma dor de cabeça. Às vezes as opções sem fios falham e acabamos a precisar de um leitor de cartões. Felizmente, não é o caso aqui. Basta usares a aplicação Mimo, que cria uma espécie de rede Wi-Fi a partir da própria câmara, e descarregas tudo num instante. Os teus vídeos e fotos não vão parar a uma pasta obscura e difícil de encontrar. Ficam logo disponíveis na galeria do teu telemóvel, o que facilita imenso a vida na hora de os enviares aos teus amigos. Tive apenas um pequeno problema de ligação a certa altura, mas bastou reiniciar a rede e reinstalar a app para que tudo voltasse ao normal.
O meu único atrito com a aplicação é que, no meu OnePlus 15, por vezes o texto simplesmente desaparece. Ainda consegues navegar pelos menus mais ou menos às cegas, mas quando chegas à página de perfil, o aspeto é demasiado despido. É um contraste estranho. Na secção de edição tens acesso a imagens lindíssimas, mas no perfil parece que o sistema entra em colapso. Dá uma sensação de desleixo e de software desatualizado. Quase parece que a câmara já está a ficar velha, algo que, ao fim de menos de três anos no mercado, não deveria de todo acontecer.








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Recomendo vivamente que invistas num pequeno bastão flutuante ou suporte de mergulho. Ao segurares a câmara desta forma, tens tendência a ser mais cuidadoso com os movimentos. Se a levares apenas presa ao corpo enquanto nadas, o resultado vai ser tremido, como podes ver no final do vídeo abaixo. Apesar da excelente estabilização de imagem, os movimentos bruscos da natação não perdoam. Além do mais, um suporte flutuante evita que a câmara vá parar ao fundo do mar. Outro acessório que é absolutamente obrigatório encomendar logo de início é um bom cartão de memória, para garantires que não ficas sem espaço a meio de um mergulho.
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As imagens não foram captadas por nenhum profissional de documentários marinhos, mas sim por mim. Dito isto, acho que o resultado final é bastante positivo. A qualidade é surpreendente, especialmente na foto daquele peixe que vês mais acima, rodeado por um cardume minúsculo. Tive de filmar tudo de forma um pouco apressada para não me descuidar com as correntes marítimas. No entanto, se estiveres a fazer snorkeling numa zona de águas calmas, garanto-te que consegues captar momentos incríveis. Quando a câmara não sofre tantos solavancos, a qualidade da imagem dá um salto enorme.
Botão prático
Quando sobes à superfície, basta carregares no botão físico para ligar a câmara. Mesmo com os olhos a arder do sal e um sol ofuscante, consegui ler e ajustar as definições no ecrã sem qualquer problema, até com os dedos encharcados. O aparelho tem um ecrã tátil, mas a verdade é que o botão físico acaba por ser muito mais prático quando estás no meio da ação. Debaixo de água, tentar mexer nos menus é quase impossível, mas nessa altura também deves estar focado noutras coisas. A grande vantagem é que podes começar a gravar com um único clique. E enquanto te deixas levar pela beleza do fundo do mar, a bateria não te deixa ficar mal. Carreguei a minha no hotel e consegui gravar várias sessões de vinte minutos sem qualquer stress. A DJI promete até 160 minutos de autonomia a 1080p/24fps. Para o meu uso foi mais do que suficiente. Se fores mais exigente, podes sempre levar baterias extra na mochila.
É um verdadeiro prazer sair à aventura com esta câmara. A construção é tão robusta que a podes atirar para o fundo da mochila com a consciência tranquila. O peso de 145 gramas atinge um meio-termo perfeito, não sendo demasiado leve ao ponto de parecer frágil, nem pesada demais para cansar o braço. No interior, conta com um sensor CMOS de 1/1,3 polegadas e é capaz de filmar em 4K (formato 16:9 e resolução de 3840×2160 a 100 ou 120 fotogramas por segundo). Podes levá-a até 18 metros de profundidade. É claro que, se fores apenas fazer snorkeling, dificilmente chegarás a esses limites. Essa característica é um bónus pensado para os verdadeiros entusiastas do mergulho.
O calcanhar de Aquiles desta câmara é, sem dúvida, o microfone. O som tem tendência a soar um pouco oco. Debaixo de água isso é perfeitamente normal e esperado, mas mesmo em terra firme percebes que a captação de áudio não é o ponto forte da DJI. Consegues perceber perfeitamente o que alguém está a dizer num vídeo casual. Contudo, se quiseres gravar conteúdo onde a voz seja o foco principal, investir num microfone externo é um passo obrigatório.
A aplicação Mimo
Se andavas a ponderar comprar uma action cam, espero que este artigo te tenha mostrado como ela pode ser um excelente extra para as tuas férias, sobretudo se o mar estiver nos planos. É um aparelho robusto, com uma boa autonomia, fácil de configurar e que envia as imagens para o teu telemóvel num abrir e fechar de olhos. No fundo, vejo-a como uma extensão natural do smartphone. É a solução perfeita para aquelas situações em que o telemóvel é demasiado caro e frágil para arriscar. O único sabor amargo fica por conta da aplicação, que se comporta de forma estranha, pelo menos no meu OnePlus 15. Dá para desenrascar, mas a experiência parece um pouco rudimentar.


Será que sinto necessidade de fazer um upgrade para o modelo mais recente? A verdade é que não. Em momento algum achei que a bateria fosse insuficiente para o meu uso. O único motivo válido seria a procura por uma qualidade de imagem ainda mais afiada, mas não me considero profissional ao ponto de justificar essa troca. O que me dá mais gozo é mesmo rever as memórias e tentar identificar os peixes que se cruzaram comigo. Mal posso esperar por levar esta pequena caixa robusta para novas aventuras. Só espero que a DJI resolva os problemas da aplicação, para poder finalmente tirar o máximo partido de tudo o que a câmara tem para oferecer.
Comprar a DJI Osmo Action 4
A DJI Osmo Action 4 pode ser encontrada atualmente por cerca de 200 euros. É uma descida considerável, tendo em conta que chegou ao mercado em agosto de 2023 com um preço de lançamento de 429 euros.



