A Google não foi a primeira a chegar a este mercado, mas soube apresentar uma proposta muito inteligente: uma pulseira de fitness sem ecrã e, o melhor de tudo, sem subscrição. Já andamos com este pequeno dispositivo no pulso há algumas semanas e partilhamos agora a nossa opinião.
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Google Fitbit Air
Ao que parece, a Google tomou um novo rumo ultimamente. Continua a lançar hardware novo, mas, em grande parte graças à inteligência artificial, o foco está cada vez mais no software. Por isso, é impossível fazer a análise da Google Fitbit Air sem dedicar uma boa parte do texto à aplicação Google Health. Ainda assim, há muito a dizer sobre a própria pulseira. Num artigo separado, vamos dedicar amanhã mais atenção à Google Health.
O que vem na caixa
- Google Fitbit Air
- Cabo de carregamento
- Manuais
Muito confortável
A Fitbit Air pesa apenas 12 gramas, e isso já inclui o pequeno módulo que fica encaixado na bracelete. É incrivelmente leve e notas isso na prática. Ou melhor, não notas nada, e é precisamente esse o ponto. Houve momentos em que tive mesmo de tocar no pulso para confirmar se ainda a tinha vestida, porque simplesmente não dás por ela. Para ser honesto, no início olhava muitas vezes para o pulso à espera de ver as horas, mas isso é puro hábito de quem usa smartwatches normais. Como este modelo não tem ecrã, não te vai dar essa informação. No começo, isso incomodou-me um pouco. No entanto, rapidamente percebi que traz uma certa tranquilidade e, agora que voltei a usar um smartwatch, até sinto um pouco a falta dessa paz.
Mas voltando ao conforto: a bracelete assenta muito bem e não me causou qualquer irritação na pele. Apenas me deixou uma marca branca no braço, agora que o sol está a dar tudo de si. No início, tive receio de que o módulo tecnológico pudesse prender na roupa por sobressair um pouco, mas na prática isso não acontece de todo. Como podes ver na fotografia abaixo, o dispositivo fica completamente rente ao braço, o que é muito agradável.
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Fecho confortável
Costumo ser crítico em relação ao fecho de certos gadgets, mas a Google transformou-o numa espécie de adorno, e o resultado agrada bastante. O anel prateado por onde passa a bracelete é muito elegante e eleva este gadget acima de uma simples pulseira desportiva, conferindo-lhe um certo estilo. A bracelete fixa-se depois a si própria através de um sistema semelhante a velcro, mas muito mais suave ao toque. Ainda não tenho a certeza absoluta se vai aguentar bem a longo prazo, mas até agora tudo indica que sim. Além disso, mantém-se bem presa, o que é fundamental. Não tenho nada a apontar.
Medições bastante precisas
Sem equipamento de medição profissional, é impossível afirmar com certeza absoluta a precisão das medições de um smartwatch ou pulseira de fitness. Contudo, sempre que começo a mexer-me, a pulseira regista a atividade de imediato, e o mesmo acontece quando adormeço. Até as sestas que o meu cérebro ocasionalmente exige ficam registadas. Isto é bastante útil, pois assim sabes aproximadamente quanto tempo estiveste a descansar. Também não precisas de esperar muito para sincronizar. Se quiser saber o meu número de passos neste momento, abro a aplicação e vejo os dados atualizados de imediato. A sincronização funciona muito bem, e nota que não uso um Pixel, mas sim um OnePlus 15.
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Autonomia de bateria muito longa
Uma das minhas maiores frustrações com os wearables da Google é a autonomia da bateria não ser muito longa. É uma pena, porque não compro um wearable para o deixar na mesa de cabeceira a carregar, quero usá-lo. Esta pulseira é claramente superior nesse aspeto, e a razão é simples: não tem ecrã. Toda a energia é direcionada para as medições e para a ligação ao teu telemóvel, que é, no fundo, o que realmente importa.
A verdade é que já olhas para o telemóvel umas cem vezes por dia, por isso não precisas de ter tudo sempre à mão no pulso. A autonomia da bateria é fantástica. Se fores de férias durante uma semana, podes deixar o carregador em casa. A Google promete uma semana de uso, mas na prática consegues tirar ainda mais partido da bateria, o que é excelente. Além disso, a aplicação Google Health avisa-te com bastante antecedência sobre o estado da bateria, para saberes quando precisas de a carregar. E, já agora, o carregamento é bastante rápido.
Sem necessidade de subscrição
Quando a Google anunciou este wearable, muita gente disse que era uma cópia da Whoop. E sim, em termos de conceito, não é propriamente uma ideia original. Mas há uma diferença importante: a Google não te obriga a ter qualquer subscrição. Compras a pulseira e o gasto fica por aí. Não tens de te preocupar em pagar 10 ou 15 euros por mês. É uma lufada de ar fresco, especialmente no mundo atual, onde parece que tudo tem uma mensalidade associada.
Bom preço
Na sequência do que disse acima, tenho também de elogiar o preço: 100 euros por este gadget da Google não é nada mau. O conforto de utilização, a ausência de subscrição e a variedade de métricas, comparáveis às de um smartwatch, fazem disto um excelente negócio. Há pulseiras mais baratas que fazem o mesmo? Claro que sim. Continua a ser um produto da Google e, inevitavelmente, pagas pela marca. Mas uma boa parte do que estás a pagar é o conforto e o ecossistema. O AI Coach integrado na aplicação Google Health, por exemplo, oferece conselhos genuinamente úteis, todos baseados nos dados da tua pulseira. Ele sabe o que andas a fazer, mas, mais importante ainda, explica-te o que isso significa e quais devem ser os teus próximos passos. A juntar a isto, a excelente sincronização entre a pulseira e a Google Health é uma grande vantagem que justifica o investimento.
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É demasiado teimosa
Embora a pulseira detete rapidamente que estás a fazer exercício, por vezes podes entrar em desacordo com ela sobre o tipo de atividade. Quando caminho a um ritmo mais acelerado, a Google acha frequentemente que estou a correr. Mesmo depois de corrigir manualmente a atividade para ‘caminhada’, tanto no texto como na etiqueta, dias mais tarde o resumo semanal continua a elogiar os benefícios da minha corrida. É um pouco frustrante, sobretudo porque deixei bem claro, de duas formas diferentes, que não era isso que tinha feito.
Diga-se de passagem que o AI Coach também é bastante insistente. A mim não me incomoda, mas consigo perceber que nem toda a gente aprecie esse nível de entusiasmo, como sugerir uma caminhada de uma hora às oito da manhã para evitar o calor. Mas o que mais me aborrece é mesmo a teimosia nos registos, porque da próxima vez ficas com menos vontade de corrigir a aplicação. Ainda assim, para ser justo, depois daquela situação pontual, não voltou a acontecer que uma caminhada fosse classificada como corrida.
Demora muito tempo a secar
Se no passado elogiei a bracelete da Huawei Fit 5 por não absorver humidade e secar rapidamente, o mesmo não se pode dizer da opção da Google. Mesmo com este tempo quente, demora bastante tempo a secar. É uma pena, porque isso pode levar-te a tirá-la antes de ires para o banho e a esqueceres-te de a voltar a colocar, perdendo assim registos importantes. Até o meu cabelo, que no cabeleireiro precisa de duas pessoas e de um quarto de hora para secar, fica pronto antes desta bracelete. O facto de ser composta por duas camadas de tecido sobrepostas provavelmente não ajuda, mas a verdade é que ter um pano molhado no pulso não é nada agradável.
Muito dependente do smartphone
Seja para ver as horas, usar o GPS ou simplesmente saber se o dispositivo precisa de ser carregado, ficas muito dependente do teu smartphone com este gadget. Já deixei antever que isso não me incomoda muito, pois o telemóvel está sempre por perto, mas há outro aspeto desta dependência que merece atenção. Se o teu telefone estiver offline, registar treinos corretamente torna-se complicado. Se planeias correr num local remoto com pouca cobertura de rede, isso pode causar problemas. Em Portugal, talvez não sintamos tanto isso como noutros países, mas se colocares o telemóvel em modo de voo para poupar bateria, este wearable vai ressentir-se.
Conclusão
A pulseira inteligente da Google é extremamente prática, mas depende muito do smartphone. Isso não é necessariamente um problema, visto que andas sempre com o telemóvel atrás, mas ele precisa de estar sempre online para que tudo funcione na perfeição. A inteligência artificial da aplicação Google Health também pode ser um pouco teimosa às vezes, dando a impressão de que o teu desempenho foi diferente do que realmente aconteceu. É uma pena, porque a pulseira deteta com bastante rapidez quando estás a fazer algo ativo ou quando estás a dormir. De resto, as vantagens são claras: é leve, confortável, o fecho funciona às mil maravilhas e a autonomia da bateria é generosa. Além disso, não precisas de pagar qualquer subscrição, o que no mundo dos wearables é um bónus enorme. Tudo isto faz com que os 100 euros pedidos sejam um preço bastante justo para o que oferece.
Comprar a Google Fitbit Air
Não temos grandes alternativas a esta pulseira para te sugerir. Ainda não testámos a Whoop e a maioria das outras opções no mercado inclui um ecrã. Uma pulseira inteligente sem ecrã é um conceito refrescante, mas a verdade é que ainda não existe muita oferta deste género disponível.
Alternativas à Google Fitbit Air
Como referimos, não temos alternativas diretas a esta pulseira para te sugerir. A Whoop ainda não passou pelos nossos testes, e as restantes opções já incluem ecrã. Se ter um visor não for um problema para ti, podes explorar outras pulseiras e relógios inteligentes disponíveis no mercado. De resto, um dispositivo focado apenas na monitorização sem distrações visuais é uma excelente ideia, mas ainda pouco comum.







