O Motorola Razr 70 Plus é um telemóvel dobrável muito bonito. Será que consegue bater o pé ao Samsung Galaxy Z Flip 7, ou a Samsung continua a ser a rainha dos foldables? Descobre tudo nesta análise.
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Motorola Razr 70 Plus
O Motorola Razr 70 Plus não é um dobrável qualquer. Na verdade, é uma edição especial lançada para o Campeonato do Mundo de futebol e é a única versão disponível do aparelho. Afinal, não existe um modelo standard?
E o que o torna tão especial para o Mundial? Bem, é um smartphone verde que traz uma capa verde, provavelmente numa alusão a um campo de futebol. Sinceramente, não estou totalmente convencido. Sim, traz a aplicação oficial da FIFA pré-instalada, mas fica por aí. Resta-nos esperar que a Motorola tenha dedicado mais esforço aos outros componentes do Razr 70 Plus.
O que vem na caixa?
- Motorola Razr 70 Plus
- Capa protetora
- Cabo de carregamento
A dobra quase não se nota
Antes de ter o telemóvel nas mãos, confesso que tinha receio de que a dobra do ecrã me irritasse. No entanto, a Motorola conseguiu disfarçá-la de forma brilhante. Quase não a sentes ao passar o dedo e, na maioria das vezes, nem dás por ela. A dobra só se nota em condições de luz muito específicas, o que é raro acontecer.
O ecrã exterior é (quase) perfeito
O ecrã exterior tem 4 polegadas e já sou fã. Quase todas as aplicações funcionam ali na perfeição. É um ecrã super prático para dar uma vista de olhos rápida no e-mail ou ler mensagens. Apenas um pequeno grupo de apps não funciona tão bem, como é o caso dos jogos e do TikTok. Mas vamos ser justos, faz todo o sentido, pois foram pensadas para ecrãs maiores.
Os widgets também dão imenso jeito. Consigo consultar a minha agenda num instante. Além disso, a versão minimalista do Spotify é fantástica: mostra apenas os controlos básicos e as tuas oito playlists mais recentes. Acabou-se aquele dilema de perder imenso tempo à procura do que ouvir.
O único detalhe que me chateia um pouco é ter de adicionar manualmente cada aplicação a este ecrã. Preferia ter logo acesso a toda a minha gaveta de aplicações. Por outro lado, percebo perfeitamente quem goste deste sistema. Ao teres menos apps, o ecrã fica muito mais limpo e organizado.
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Ecrã bonito também quando aberto
Quando abres o telemóvel, deparas-te com um ecrã de 6,9 polegadas. Pessoalmente, acho-o um pouco grande demais, mas não posso negar que tem muita qualidade. Tudo é bastante nítido e as cores ganham vida. Pode não ser o ecrã mais impressionante do mercado, mas ver um filme, fazer scroll no TikTok ou jogar são tarefas que fluem lindamente. O marketing da marca fala numa taxa de atualização de 165 Hz. É verdade, mas pode ser um pouco enganador, já que só atinges esse valor em alguns jogos. No dia a dia, a taxa fixa-se nos 120 Hz. É mais do que rápido o suficiente, mas achei que era um detalhe importante de partilhar.
A dobradiça parece sólida
A dobradiça é, sem dúvida, um dos elementos mais críticos num dobrável. Felizmente, a Motorola fez um excelente trabalho aqui. Sentes que é robusta, mas não precisas de fazer força para abrir o telemóvel. Ao mesmo tempo, é firme o suficiente para não sentires que vais partir o aparelho ao meio por acidente. Está simplesmente no ponto.
Sem problemas com tarefas exigentes
Debaixo do capô esconde-se o processador Snapdragon 8s Gen 3. Durante os meus testes, não tive qualquer problema de desempenho. Navegar pelos menus é super fluido, sem engasgos, e os jogos correm sem espinhas. Consigo jogar Call of Duty: Mobile nas definições gráficas mais altas sem qualquer dificuldade. Contudo, notei que o telemóvel aquece com alguma rapidez. Não chega a ser alarmante, mas é algo que deves ter em conta.
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As câmaras tiram boas fotos, mas…
Olhando para a câmara principal de 50 megapíxeis, as fotos saem nítidas e repletas de detalhe. No entanto, as cores são bastante intensas. Na foto do meio, por exemplo, o céu está com um azul exagerado. Quase parece que o telemóvel aplicou um filtro do Instagram por ti. As flores também apresentam um verde e um roxo super saturados. No fundo, acho que até tem a sua piada, mas percebo perfeitamente se preferires tons mais naturais.



Com a lente grande angular de 50 megapíxeis, a história repete-se. As cores continuam a ser muito vibrantes e intensas.



O zoom, por outro lado, vai deixar qualquer um satisfeito. Podes aproximar até 10 vezes e os resultados são bons. Na foto da torre da igreja, notas que a qualidade vai caindo à medida que te aproximas, mas, mesmo com o zoom no máximo, a imagem continua suficientemente nítida e pronta a usar.




A bateria fica aquém
A bateria tem 4.500 mAh e, verdade seja dita, não é nada de especial. O telemóvel aguenta um dia de uso sem grandes problemas. Contudo, a meio da manhã do segundo dia, já me via obrigado a procurar um carregador. Se tiveres um dia intenso, com muitos jogos e fotografias, a bateria chega ao fim da noite a pedir socorro. É, de facto, pouco impressionante.
Claro que não é o fim do mundo, porque o aparelho cumpre o seu papel até ao final do dia. Ainda assim, já existem muitos smartphones nesta gama de preços que oferecem um dia e meio, ou até dois dias de autonomia. O carregamento com fios é feito a 45 W, enquanto o carregamento sem fios não passa dos 15 W. Resumindo, a Motorola tem aqui muito espaço para melhorar num futuro Razr 80 Plus.
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Os retratos dão problemas


Gostar das cores das fotografias é algo subjetivo, mas a qualidade das fotos em modo retrato não deixa margem para dúvidas. O fundo até fica razoavelmente desfocado, mas esse efeito falha por completo nas laterais e na parte da frente do objeto principal. Obviamente, não era este o resultado esperado.
Para este preço, a IA não pode ser limitada
O Motorola Razr 70 Plus é um smartphone de 2026 e, como dita a moda, vem artilhado com Inteligência Artificial. Vou poupar-te aos detalhes sobre o Circle to Search ou o Gemini, até porque já encontras estas funções em quase todos os modelos Android atuais. A Motorola também incluiu a sua própria solução, chamada Moto AI, mas confesso que não fiquei muito entusiasmado.
Tens, por exemplo, uma memória gerida por IA onde podes guardar informações. Existe também um chatbot para responder às tuas dúvidas e uma ferramenta para transcrever conversas. Infelizmente, o idioma português ainda não é suportado. Além disso, a IA consegue criar listas de reprodução musicais para ti, mas apenas através do serviço de streaming da Amazon. Pessoalmente, não conheço ninguém que use essa plataforma.



Mas o pior de tudo é mesmo o Image Studio. Podes pedir à IA para gerar imagens divertidas e, verdade seja dita, os resultados até são bons. O grande problema é que só podes fazer isto seis vezes por dia. Para mim, isto não faz qualquer sentido. Eu sei que a maioria das pessoas não vai criar mais de seis imagens diariamente, mas aqui trata-se de uma questão de princípio. O Razr 70 Plus custa 1.149,99 euros. Se houvesse um limite num modelo económico, eu até tentava compreender, mas num telemóvel com este preço? É inaceitável.
Política de atualizações dececionante
A política de atualizações foi uma verdadeira desilusão. O telemóvel sai da caixa com o Android 16 e tem garantidas três grandes atualizações do sistema, chegando até ao Android 19. As atualizações de segurança duram um bocadinho mais, indo até 2031. Sinceramente, é muito pouco. Hoje em dia, nesta faixa de preço, os sete anos de suporte já começam a ser a norma. Oferecer apenas cinco anos de segurança e três versões do Android sabe a muito pouco.


Caro demais
O preço recomendado do Motorola Razr 70 Plus é de 1.149,99 euros. Fica 50 euros mais barato do que o Samsung Galaxy Z Flip 7 e ainda te oferece o dobro do espaço de armazenamento. No papel, parece um negócio fantástico, mas não deixo de achar que é demasiado caro. Por este valor, no fundo, esperava encontrar o processador Snapdragon 8 Elite Gen 5. O Snapdragon 8s Gen 3 não desilude, é certo, mas fica aquele sabor amargo. Além disso, pelo preço exigido, a bateria e a política de atualizações tinham a obrigação de ser muito melhores.
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Conclusão do Motorola Razr 70 Plus
Com o Razr 70 Plus, a Motorola conseguiu lançar uma excelente alternativa à famosa linha Z Flip da Samsung. O telemóvel transmite uma sensação de robustez incrível e a dobra do ecrã passa quase despercebida. O ecrã exterior é um verdadeiro trunfo. Podes fazer quase tudo por lá, o que facilita imenso quando queres apenas despachar uma notificação rápida. Para rematar, o desempenho é mais do que suficiente para umas boas sessões de gaming.
Em contrapartida, as câmaras deixam-me um pouco dividido devido às cores demasiado intensas e aos retratos que ficam abaixo das expectativas. A autonomia da bateria e a política de atualizações também são pontos fracos. Juntando a isto o facto de o Razr 70 Plus ser um equipamento caro, torna-se ainda mais absurdo teres um limite diário para usar a Inteligência Artificial. No fundo, gostei bastante do Motorola Razr 70 Plus, mas a verdade é que a marca ainda tem muito trabalho pela frente para atingir a perfeição.
Onde comprar o Motorola Razr 70 Plus
O Motorola Razr 70 Plus está disponível exclusivamente na cor verde. O preço recomendado de venda ao público é de 1.149,99 euros.
Alternativas ao Motorola Razr 70 Plus
A melhor alternativa ao Motorola Razr 70 Plus é, sem sombra de dúvida, o Samsung Galaxy Z Flip 7. Os dois telemóveis partilham muitas semelhanças, mas o modelo da Samsung garante atualizações de software durante muito mais tempo. Além disso, o Z Flip 7 encontra-se agora a um preço bastante mais atrativo e oferece uma maior variedade de cores à escolha.




