A Samsung lança, todos os anos, uma boa quantidade de novos smartphones. Desde os topos de gama da série S até aos novos modelos dobráveis. Como já é tradição, os adorados modelos da série A surgem entre estes dois grandes lançamentos, com o A57 a encaixar-se perfeitamente no segmento intermédio. Nas últimas semanas, testei este telemóvel a fundo no dia a dia e há vários pormenores que se destacam pela positiva.
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Samsung Galaxy A57
A família A é conhecida por ter um preço bastante mais acessível do que a dispendiosa série S. Isto acontece, claro, porque a marca optou por hardware diferente. Por isso, não esperes o mais rápido, o melhor ou o mais caro quando olhas para o A57. Podes, sim, contar com um hardware sólido e de confiança.
As especificações mais importantes
| Ecrã | AMOLED de 6,7 polegadas |
| Dimensões | 161,5 x 76,8 x 6,9 milímetros |
| Processador | Exynos 1680 |
| Memória RAM | 8 GB ou 12 GB |
| Armazenamento | 128 GB, 256 GB ou 512 GB |
| Câmaras | Câmara principal de 50 megapixéis Câmara ultrawide de 12 megapixéis Câmara macro de 5 megapixéis |
| Câmara frontal | 12 megapixéis |
| Bateria | 5.000 mAh |
| Cores | Awesome Navy Awesome Gray Awesome Icyblue Awesome Lilac |
| Preço recomendado | 529 euros |
O que vem na caixa?
- Manuais
- Samsung Galaxy A57
- Cabo de carregamento
- Pino ejetor do cartão SIM
Um telemóvel cheio de estilo
Quero começar por um detalhe em que talvez já não penses muito hoje em dia: o A57 é incrivelmente confortável de segurar. O ecrã continua a ter 6,7 polegadas, o que, em comparação com o S26 Ultra, é apenas 0,2 polegadas mais pequeno. Pode parecer uma diferença insignificante, mas notas logo quando tens o telemóvel na mão.
Gosto muito deste formato mais compacto, e o facto de o aparelho ser bastante leve ajuda imenso. Portanto, podes dizer adeus aos dedos tensos ou ao desconforto enquanto navegas nas tuas apps favoritas.
Para além do tamanho, tenho de dar os parabéns à Samsung pelo resto do design do Galaxy A57. Testei a versão Awesome Navy e aquele azul profundo transmite uma elegância surpreendente. O acabamento brilhante na traseira dá-lhe um toque especial e, na minha opinião, faz com que o A57 se destaque muito bem, mesmo tendo um design familiar. Junta a isto a estrutura em metal e, por mim, a Samsung podia perfeitamente lançar todos os seus futuros smartphones com um acabamento assim.
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Boas fotografias, mas com uma ressalva
Em princípio, não compras um smartphone só por ter uma cor bonita. Só o consideras se ele responder às tuas necessidades. É claro que essas exigências variam de pessoa para pessoa, mas se o teu foco são as fotografias, o Galaxy A57 é uma boa aposta. Isto, claro, se não te importares de dar uns toques manuais nas definições da câmara de vez em quando.
Com isto quero dizer que a qualidade da câmara nunca estava definida para 50 megapixéis por defeito. O telemóvel assume automaticamente a captação em 12 megapixéis. Por isso, tive de alterar essa definição manualmente sempre que queria a resolução máxima. Além disso, não encontrei nenhuma opção nas definições para que isto ficasse guardado de forma automática.
Ainda assim, a verdade é que o A57 tira fotografias francamente boas. O telemóvel lida de forma surpreendente com a contraluz. À noite, as fotografias no modo normal também são bastante competentes, e durante uma viagem ao Porto, as imagens ficaram excelentes mesmo com o sol a bater forte.





















Aqui fica mais um pequeno aviso: não dá para fazer muito zoom. A opção padrão (1x) é, sem dúvida, a melhor. Fazer zoom de quatro ou cinco vezes estraga imediatamente a qualidade e as fotografias não ficam nada bonitas no ecrã. Tem isso em mente quando fores fotografar.
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A bateria dura o suficiente para o dia a dia
Sou um utilizador intensivo de smartphones. O Spotify toca quase o dia todo, vejo muitos vídeos no YouTube e ainda jogo um ou outro título mobile. Tudo isto exige muito da bateria, e sempre que testo um telemóvel novo, fico na dúvida se ele vai aguentar o meu ritmo. Felizmente, o A57 não desiludiu.
Não chega a durar mais do que um dia, mas aguentou perfeitamente de manhã até à noite. Na minha opinião, para um telemóvel deste segmento, é mais do que suficiente. Não esperes passar dois dias longe da tomada, mas um dia normal de trabalho faz-se sem qualquer problema. E isto é ainda mais válido se não fores um utilizador tão exigente como eu.
Além disso, o telemóvel carrega de forma relativamente rápida. Mais uma vez, não esperes velocidades supersónicas, mas isso não é um drama. Na maioria das vezes, a bateria vai dos 20% aos 100% em menos de uma hora. O carregamento sem fios não é suportado nativamente, por isso não o testei. Se fazes questão de ter essa funcionalidade, terás de comprar uma capa específica para o efeito.
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Sem problemas nas tarefas mais pesadas
Espero que seja claro que não podes esperar do Galaxy A57 o mesmo desempenho de um S26 ou de um S26 Ultra. Ainda assim, quase não dei por ter um processador Exynos 1680 debaixo do capô. Provavelmente, isto deve-se ao facto de não ter executado tarefas extremamente exigentes na máquina. Um jogo como o Teamfight Tactics corre sem grandes dificuldades. Claro que a bateria desce um pouco mais depressa, mas não notas qualquer lentidão ou quebras de fluidez.
No entanto, reparei que, de vez em quando, as capturas de ecrã demoram um pouco mais a ser feitas do que seria ideal. Leva apenas uma fração de segundo a mais do que o normal para gravar a imagem. Podes pensar que esse atraso também se nota ao navegar pelos menus ou nas apps, mas a verdade é que o sistema flui perfeitamente.
Suporte de software irrepreensível
Poucas marcas oferecem um suporte tão bom como a Samsung. No caso do Galaxy A57, tens garantidos seis anos de atualizações, tanto para o sistema Android como para patches de segurança. Isto significa que terás um smartphone protegido e com as funções mais recentes até, pelo menos, 2032. Para um equipamento com este preço, é um ponto fortíssimo.
Ecrã sensível a riscos
Todos tentamos ter cuidado com os nossos telemóveis. Há quem seja mais descuidado, claro, mas não é o meu caso. Tento sempre que os meus smartphones durem o máximo possível e prefiro usar sempre uma capa e uma película de vidro no ecrã. Por isso, foi uma pena descobrir um risco no ecrã do A57 logo nas primeiras duas semanas de uso.
Sei que isto pode ter sido um caso pontual, mas acho importante partilhar. Se estás a pensar seriamente em comprar o A57, aconselho-te a arranjar um vidro temperado o mais rápido possível. Assim evitas acabar com um risco profundo logo nos primeiros dias, como me aconteceu a mim.
Inteligência Artificial? Nem por isso
Já não é surpresa nenhuma e, infelizmente, tornou-se um ponto negativo recorrente em muitas das minhas análises. A Inteligência Artificial (IA), seja em que formato for, continua a parecer-me bastante dispensável neste caso. Mais uma vez, não encontrei uma única funcionalidade que sentisse ter melhorado a minha experiência.
Para ser sincero, mal dei pela presença da Now Bar, o que diz muito sobre a sua utilidade. Se a Samsung estiver a ler isto: tirem estas funções de IA do telemóvel, reduzam o preço em 50 ou 100 euros e terão, de imediato, o melhor smartphone de gama média do mercado.
O ecossistema Samsung é uma questão de gosto
A interface One UI tem imensos extras úteis, mas a Samsung tenta empurrar-te cada vez mais para o seu próprio ecossistema. Já o faziam com os relógios Galaxy Watch, bloqueando certas funções a utilizadores de outras marcas, e voltam a fazê-lo aqui. A Google Wallet não vem instalada de origem e o sistema dá sempre prioridade à tua conta Samsung em vez da conta Google para sincronizações.
É verdade que podes configurar tudo à tua maneira depois, mas não deixa de ser chato e desnecessário. A interface One UI é, na sua essência, muito boa, mas confesso que a insistência numa loja de aplicações paralela à Play Store me irrita um pouco.







Aquece com muita facilidade
Lá fora já começamos a habituar-nos às temperaturas mais altas, mas a Samsung achou que o A57 também precisava de aquecer. Durante o carregamento, é algo perfeitamente normal e compreensível. O problema é que o telemóvel fica visivelmente quente durante o uso normal. Sentes exatamente na traseira de onde vem o calor e, infelizmente, não há muito a fazer. A única solução é pousar o telemóvel e esperar que arrefeça.
Atenção, o A57 não aquece ao ponto de não o conseguires segurar ou de precisares de o pôr no frigorífico, mas notas rapidamente a subida de temperatura ao ver um vídeo no YouTube ou ao usar a câmara. Não é o fim do mundo, mas é um pequeno ponto a rever.
Conclusão
Feitas as contas, o Samsung Galaxy A57 é um smartphone muito sólido e competente. Para mim, os pontos fortes superam claramente os mais fracos. Desde que tenhas a noção de que estás a comprar um telemóvel de gama média e não um topo de gama, ficarás muito bem servido com o A57.
Tem uma boa câmara que tira fotografias à altura, uma bateria que aguenta o teu dia e garante anos de atualizações de software. Na minha opinião, são ingredientes mais do que suficientes para esquecer a insistência na IA, o risco no ecrã e o aquecimento ocasional.


