Estes são os maiores flops de 2025 segundo a redação

Laura Jenny
Laura Jenny
30 Dezembro 2025, 16:30
6 min tempo de leitura
Traduzido e adaptado por Mafalda Vieira Santos.

Há muitas histórias de sucesso para contar sobre 2025 e, certamente, vamos dedicar-lhes a devida atenção. Mas, por vezes, é preciso parar e olhar para o que correu menos bem este ano. Vamos ser honestos: como é que algumas marcas têm a coragem de pedir tanto dinheiro por produtos que nos dão tão pouco em troca?

Estes são os maiores falhanços — os famosos flops — de 2025, segundo a redação da Androidworld.

As mentiras da Nothing

Jelle: Na sua fome de protagonismo e atenção, a Nothing fez escolhas estranhas e desajeitadas que, infelizmente, não correram nada bem. E digo isto como alguém que até é fã da marca. Aqui ficam alguns exemplos:

  • Faltar à verdade: A Nothing foi apanhada na curva várias vezes este ano. Lembras-te daquelas fotos que supostamente foram tiradas com o Phone (3), mas que na realidade foram “sacadas” de um site e fotografadas com uma câmara profissional? Ou aquele vídeo em que a empresa compara a câmara do Phone (3) com a do S25 Ultra, Pixel 9 Pro XL e iPhone 14 Pro? O problema é que as fotos foram tiradas em dias diferentes, o que não faz disso propriamente uma comparação justa…
  • Adicionar publicidade: Por falar em honestidade, a Nothing jurou a pés juntos que nunca, jamais, colocaria publicidade ou bloatware (aplicações indesejadas) nos seus smartphones. A realidade, contudo, provou o contrário.
  • É realmente Premium? A marca gritou aos quatro ventos que o Phone (3) era um verdadeiro topo de gama e, sem cerimónias, aumentou o preço do seu flagship em quase duzentos euros face a dois anos antes. No entanto, nesse “verdadeiro” topo de gama, não recebeste o chip mais rápido e faltou-lhe aquele toque especial que o tornava único. Foi para isto que esperámos dois anos?
  • Remover a alma do design: Sinceramente, eu mal usava a iluminação LED (a Glyph Interface) na traseira do meu Phone (2), mas temos de admitir: dava-lhe um aspeto futurista e espetacular. Era, a par da transparência, a imagem de marca da Nothing. O facto de terem removido isto no Phone (3) foi uma facada no coração de muitos fãs.

O botão de IA da Nothing

Timothy: Sou um grande fã do Nothing Phone (3a) Pro, mas preciso de ter uma conversinha muito séria com quem inventou o botão de IA — e, sobretudo, com quem decidiu a sua posição.

O botão está situado exatamente onde esperarias encontrar o botão de ligar/desligar. O resultado? Sempre que quero desbloquear o telemóvel, acabo por ativar a IA sem querer. Isto acontece umas 20 vezes por dia, se não mais. É de levar qualquer um à loucura.

Para piorar, a IA nem é assim tão especial. No fundo, é uma funcionalidade pouco útil colocada num sítio extremamente inconveniente. Para mim, este botão é o maior flop de 2025.

Jelle: Sobre a “Essential Key”, concordo a 100%. Este botão é, pura e simplesmente, uma má ideia. A quem é que passou pela cabeça colocar um botão destes — que nem sequer podes desativar — tão perto do botão de energia? Enfim, coisas da Nothing…

A Google a perder o comboio

Sven: Antes de mais, quero deixar claro: sou fã dos Pixel. Desde o Pixel 8 que gosto muito de usar estes equipamentos. No entanto, é notório que a Google está a começar a ficar para trás.

Os soluços com o processador próprio não foram resolvidos com a linha 10 e raramente vi um dispositivo novo cuja bateria drene tão rapidamente como a do Pixel 10 Pro Fold. São telefones agradáveis, sim, mas a Google tem de dar passos de gigante na próxima geração. Apenas uma nova certificação IP para o dobrável não chega. É preciso mais.

Laura: Há uma razão pela qual não vês muitos Pixels nas nossas listas de “melhores do ano”: eles não nos conseguiram impressionar. São aparelhos sólidos e bonitos, mas onde está a revolução? O que é que trazem de novo que mude realmente a nossa vida?

O suporte para Qi2 é bem-vindo, claro, mas de resto a Google jogou demasiado pelo seguro. E sinto que estão a perder o comboio noutra área crucial: a Inteligência Artificial. Há tantas possibilidades com a IA, mas muitas vezes essas funcionalidades demoram uma eternidade a chegar à Europa (e a Portugal). A IA não serve justamente para ser inteligente e rápida? Ter de esperar tanto tempo por funcionalidades básicas é uma pena.

Jimmy Fallon a promover o Pixel 10

Jelle: Pegando no tema, quero falar brevemente sobre o lançamento da série Pixel 10. Num cenário tipicamente americano e bastante forçado, a Google decidiu anunciar os telemóveis com o Jimmy Fallon. Por muito que a ideia fosse fazer algo diferente, o resultado foi aquele momento de vergonha alheia — o famoso “cringe” — difícil de assistir.

Timothy: Na verdade, achei toda a apresentação da Google de fugir. Podemos acabar com a mania de contratar celebridades que, claramente, não querem saber dos produtos para nada? As apresentações já são longas demais e ainda lhes acrescentam estes segmentos inúteis. A Google (e a Samsung também) podiam fazer-nos esse favor para o ano.

O Samsung Galaxy Z Flip 7 FE (demasiado caro)

Laura: Ainda consigo perceber a existência do S25 Edge — nem que seja pelo visual fino e moderno. Mas o telemóvel que me deixa confusa é o Z Flip 7 FE. Ou melhor: compreendo a intenção da Samsung de tornar os dobráveis mais acessíveis, e aplaudo isso.

O problema é o preço. Por que raio é que o valor recomendado está tão próximo do Galaxy Z Flip 7 “normal”? Não faz sentido nenhum optar pela versão FE quando a diferença é mínima. Não costumo dar notas baixas, mas mantenho convictamente o 5,6 que dei a este modelo. E isto vindo da maior fã de dobráveis da redação…

A estagnação da série Galaxy S

Jelle: Houve tempos em que eu contava os dias para o lançamento da nova série Galaxy S. Havia sempre inovação, aquele cheirinho a novidade que deixava a concorrência para trás. Mas nos últimos anos — e 2025 foi o expoente máximo disso — a série S tem sido uma desilusão.

Olhando para o Galaxy S25, o que é que mudou realmente? Apenas o processador. O resto ficou na mesma. As câmaras são herdadas da série Galaxy S22 (sim, de 2022!) e a bateria continua minúscula para os padrões atuais. E, infelizmente, os rumores sobre o S26 não indicam melhorias significativas.

Hardware que nos passa ao lado

Sven: O TriFold, os óculos Galaxy XR, vários produtos da Amazon e inúmeros serviços de IA. Isto é apenas uma pequena amostra das novidades tecnológicas que, total ou parcialmente, não chegam a Portugal ou à Europa.

Claro que isto se deve, em parte, às regras mais rigorosas da União Europeia sobre Inteligência Artificial — o que é importante, sem dúvida. Mas o falhanço está nas empresas que não se dão ao trabalho de adaptar os seus produtos para a nossa região. Façam o vosso trabalho, senhores, porque eu quero muito pôr as mãos (e a cabeça) no Galaxy XR!