O Google Maps é, sem dúvida, uma ferramenta de navegação excelente para a maioria dos utilizadores, mas isso não significa que seja perfeito. Existem pequenos detalhes que, volta e meia, acabam por nos frustrar a todos. Por vezes, trata-se apenas de uma pequena falha na experiência de utilização, como o exemplo que trazemos neste artigo. A verdade é que existe uma solução muito simples para o problema, mas, por enquanto, a Google prefere manter-se fiel ao que chama de “controlo intuitivo”.
A experiência do Google Maps
Vamos ser honestos: o Google Maps é uma aplicação fantástica que te permite fazer quase tudo. Não só tens acesso a uma navegação que te indica, curva a curva, qual a direção a seguir para chegares ao teu destino, como também é a ferramenta ideal para descobrires novos locais. Estás numa cidade onde nunca estiveste antes? Podes perder horas a explorar blogs à procura das melhores “pérolas” locais, ou podes simplesmente abrir o mapa e procurar restaurantes ou cafés perto da tua localização atual. O mesmo vale para lojas, supermercados ou qualquer outro ponto de interesse.
É exatamente por ser tão útil que custa admitir que o Google Maps falha em aspetos básicos. Não nos interpretes mal, não queremos ser demasiado críticos, mas a forma como navegas pela interface da aplicação pode, em certas situações, tornar-se perigosa. Por muito simples que a aplicação pareça, o controlo nem sempre é o mais seguro. Estamos a falar de um cenário muito específico: quando estás ao volante. Às vezes, precisas de fazer zoom para ver melhor um cruzamento e, logo a seguir, afastar o mapa para ver o trajeto geral — e é aqui que a coisa complica.
O dilema do zoom
Atualmente, tens duas formas principais de controlar o zoom no Google Maps. Podes fazer o clássico movimento de pinça: afastas os dedos para aproximar o mapa e juntas o polegar e o indicador para o afastar e veres uma área maior. A alternativa é tocar duas vezes no ecrã do teu smartphone para aproximar rapidamente um local específico. Esta segunda opção costuma ser a mais segura enquanto conduzes, pois permite-te focar no teu objetivo muito mais depressa, sem tirares demasiado a atenção do trânsito.
O problema deste “duplo toque” é que não existe uma forma equivalente e simples para fazer o inverso, ou seja, afastar o mapa. Se tocares novamente duas vezes no mesmo sítio, o mapa vai aproximar ainda mais, em vez de recuar. O simples facto de teres de pensar nesta mecânica enquanto conduzes pode criar uma distração desnecessária e perigosa. Acabas por ser obrigado a voltar ao gesto de pinça, o que implica tirar uma mão do volante para manusear o ecrã com dois dedos no sítio certo.
Existe, na verdade, uma terceira opção que muitos desconhecem: tocar duas vezes, mas no segundo toque manter o dedo no ecrã e deslizar para cima ou para baixo. Se deslizares para baixo, aproximas (zoom in); se deslizares para cima, afastas (zoom out). Parece genial, mas tem um defeito. Se demorares uma fração de segundo a mais após o segundo toque, o smartphone pode não registar o movimento como deve ser. É frustração garantida. Porque é que algo tão básico como o zoom tem de ser um exercício de destreza, quando podia ser muito mais fácil? A solução está à vista.
A solução: dois botões extra
O Google Maps podia resolver este problema num instante introduzindo simplesmente dois botões no ecrã: um mais e um menos. Carregas no mais, aproximas; carregas no menos, afastas. Não podia ser mais simples. Claro que isto pode parecer menos “moderno” ou intuitivo do que os gestos fluidos a que nos habituámos, mas não te esqueças que o contexto aqui é a condução. É verdade que a interface poderia ficar um pouco mais “cheia” visualmente, mas há espaço de sobra para acomodar dois botões que aumentariam significativamente a segurança.
Em alternativa, uma barra deslizante (slider) na lateral do ecrã também seria muito bem-vinda. Se a Google quer mesmo evitar botões fixos, esta barra podia aparecer discretamente e permitir puxar para cima ou para baixo para controlar o zoom. O importante é que a função tenha uma interface visível e permita realizar a ação oposta com o mesmo tipo de movimento. Sim, sabemos que é uma frustração específica e talvez um pormenor para muitos, mas acreditamos que, com esta pequena mudança, a Google evitaria muita irritação — e, quem sabe, até alguns sustos na estrada.
