Durante a apresentação da série Pixel 11, o tema voltou a surgir: o Gemini Intelligence. Este sistema, introduzido em maio no Android, é bastante engenhoso, mas o que significa exatamente e como podes garantir que te facilita a vida?
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Gemini Intelligence
Nos últimos anos, familiarizámo-nos com a inteligência artificial sobretudo através de chatbots e de melhorias nos assistentes inteligentes, mas este é o ano dos agentes de IA. Não tem nada a ver com polícias e ladrões, mas sim com uma IA totalmente automatizada. Isto significa que podes fazer um pedido e a IA executa realmente uma ação de forma consciente, em teu nome. Podes encontrar isto, por exemplo, nos telemóveis Samsung com o Now Nudge, mas a versão da Google chama-se Gemini Intelligence.
No vídeo abaixo podes ver um exemplo disso. Imagina que tiras uma fotografia ao cartaz de um musical ou fazes uma captura de ecrã de um anúncio de concerto no Instagram. Envias a imagem a alguém, que responde: «Sim, vamos!», e podes logo pedir ao Gemini para reservar dois lugares para o evento. Se também quiseres chegar ao espetáculo com uma t-shirt a rigor, podes dar-lhe instruções para monitorizar o lançamento de novo merchandising. Podes até pedir ao Gemini para criar um widget no teu ecrã inicial, para que possas ir acompanhando o estado da situação.
Ou imagina que estás nos transportes públicos e alguém te pergunta no WhatsApp qual é a tua hora prevista de chegada. O Gemini consegue reconhecer imediatamente a pergunta e sugere que partilhes na conversa a hora que aparece no Maps nesse preciso momento. Da mesma forma, se alguém te perguntar se podem combinar algo no sábado, o Gemini Intelligence dá uma vista de olhos à tua agenda para indicar se estás disponível. É, no fundo, uma espécie de superassistente que, com base no contexto e antes sequer de perguntares, te diz: já vi isto, e é esta a informação que procuras.
E a coisa pode ir bem mais longe. Podes pedir ao Gemini para desenterrar um e-mail no Gmail com a lista de livros que precisas para o ano letivo e, logo de seguida, pedir-lhe que adicione esses mesmos livros ao teu carrinho de compras. Em alternativa, a partir de uma fotografia de um guia de viagens, podes pedir ao Gemini para te reservar uma excursão semelhante através da Expedia. Para este tipo de tarefas mais complexas, o Gemini mostra-te tudo o que está a acontecer através de notificações e pede sempre a tua confirmação antes de avançar realmente para uma reserva ou compra.
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O que o Gemini Intelligence consegue fazer
Pode parecer que a tecnologia dispara em todas as direções, desde a automatização de tarefas até à criação de widgets, mas existem atualmente várias inovações muito claras dentro do Gemini Intelligence:
- Automatização de tarefas.
- Sugestões proativas.
- Rambler, uma funcionalidade onde podes falar de forma um pouco confusa e desconexa e, ainda assim, ser compreendido.
- Gemini Notebook (anteriormente conhecido como NotebookLM), que consegue extrair informação de ficheiros carregados, fazer resumos e até criar um podcast com um som incrivelmente realista.
- Tradução de linguagem gestual. Como referimos ontem no anúncio do Pixel 11, alguém pode comunicar em língua gestual americana em frente à câmara, o Gemini compreende e transforma os gestos em texto corrido (que até pode ser lido em voz alta, se preferires).
- Ferramentas de escrita. Estas também fazem parte do Gemini Intelligence e permitem-te gerar textos de forma mais simples no Gboard, baseados no teu próprio estilo de escrita.

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Em que dispositivos podes usar o Gemini Intelligence?
Tudo isto soa muito prático, mas o que podemos fazer exatamente com a tecnologia? Neste momento, o alcance ainda é limitado. A funcionalidade está agora a começar a chegar aos dispositivos Samsung Galaxy e Pixel, sendo que mais tarde será também integrada em portáteis, smartwatches e até automóveis. A recém-anunciada série Pixel 11 e o Pixel Watch 5 desempenham um papel importante neste processo, mas os novos dobráveis da Samsung (Fold 8, Fold 8 Ultra e Flip 8) também já incluem a novidade.
Atualmente, o Gemini Intelligence exige pelo menos 12 GB de memória RAM, bem como um processador capaz de lidar com o processamento de IA. A Google sublinha, no entanto, que as possibilidades oferecidas pelo Gemini Intelligence dependem do dispositivo que utilizas, do idioma que falas e da região onde te encontras. É o cenário habitual: a tecnologia tem um arranque em força nos Estados Unidos e, aos poucos, vai chegando a cada vez mais países.

Isso é sempre um pequeno balde de água fria, mas é inegável que este tipo de tecnologia foi desenhado para te facilitar a vida. O objetivo é oferecer uma IA que seja genuinamente útil, e para isso ajuda muito que tenha uma postura mais proativa ou que trabalhe silenciosamente em segundo plano. No fundo, significa que perdes menos tempo com as tuas tarefas diárias.