A Apple e a Google unem forças este ano: Gemini assume o papel principal na atualização da Siri

Sven Rietkerk
Sven Rietkerk
13 Janeiro 2026, 14:32
2 min tempo de leitura
Traduzido e adaptado por Mafalda Vieira Santos.

É oficial: a Apple confirmou que a próxima grande evolução da sua assistente de voz, a Siri, terá o “motor” do Google Gemini. Segundo a gigante de Cupertino, a plataforma da Google revelou-se a mais capaz para esta missão. Se tudo correr como planeado, esta colaboração estará disponível para os utilizadores ainda em 2026.

Gemini e Apple: uma aliança para a IA

Foi a CNBC quem avançou com a notícia em primeira mão, indicando que a Apple, após uma “avaliação exaustiva”, concluiu que a tecnologia da Google “constitui a base mais adequada para os Apple Foundation Models”.

Para quem não está familiarizado com o termo, estes são os modelos de Inteligência Artificial que irão alimentar as futuras funcionalidades da Apple Intelligence e dar vida a uma nova Siri, mais personalizada e capaz.

<h1>Gemini Sphere</h1>

Esta parceria representa um verdadeiro ponto de viragem: pela primeira vez, a Apple vai recorrer aos modelos de IA da Google em vez de insistir exclusivamente no desenvolvimento de soluções internas. A decisão surge na sequência de meses de especulação e rumores de que a empresa estaria a sentir dificuldades em criar, sozinha, modelos suficientemente robustos para os seus planos ambiciosos.

O objetivo é claro: ao integrar o Gemini, a Apple pretende transformar a Siri numa assistente realmente inteligente e com uma noção de contexto muito superior à atual.

Colaboração arranca ainda este ano

Esta “nova vida” da Siri, impulsionada pelo Gemini, deverá chegar aos nossos dispositivos mais para o final de 2026. Embora ainda não exista uma data oficial de lançamento no calendário, é garantido que virá uma atualização do iOS focada em trazer à Siri aquela melhoria de que todos sentimos falta.

A CNBC adianta ainda que o sistema que a Google disponibiliza é, atualmente, muito superior ao que a Apple tem em mãos. Consta que este acesso ao Gemini custará à Apple cerca de mil milhões de dólares. A Bloomberg já tinha noticiado, em agosto de 2025, que decorriam conversações intensas entre as duas tecnológicas para fechar este acordo.

Um detalhe importante para a tua segurança: tal como foi indicado, o Gemini irá correr nos servidores da própria Apple. Desta forma, a marca da maçã pretende assegurar que a privacidade dos utilizadores continua protegida, mantendo os dados “em casa”.

Vamos ser honestos: até ao momento, parecia que a Apple estava a deixar passar o comboio da Inteligência Artificial. A Siri recebeu uma atualização com a Apple Intelligence que, na prática, soube a pouco. Inicialmente, a tecnologia nem sequer estava disponível na Europa e, mesmo agora que chegou, a verdade é que ainda não joga na mesma liga que o Gemini ou o ChatGPT.

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