A Google promete 7 anos de suporte para os seus telemóveis, mas, sejamos realistas, isso refere-se sobretudo às atualizações de software. Se a tua bateria perder o fôlego e ficar com pouca capacidade muito antes desse prazo, o problema acaba por ser teu. No entanto, a Google pode ter uma carta na manga para resolver esta questão.
A patente de bateria da Google
A gigante tecnológica registou uma patente (descoberta pelo Hypertxt) que descreve uma bateria de smartphone que não é colada ao chassi, mas sim acondicionada numa caixa metálica rígida. Esta alteração tornaria o processo de remoção e substituição da bateria muito mais simples e seguro.
Esquece a pistola de ar quente ou as chaves de fendas complicadas; a ideia é que possas simplesmente desencaixar a bateria. É uma abordagem bem mais segura, pois os métodos atuais, que envolvem descolar componentes, acarretam sempre o risco de danificar a bateria de forma perigosa.
Calma, para já é apenas uma patente. Por isso, não esperes ver isto num Pixel num futuro imediato — se é que a Google tenciona sequer avançar com a ideia. Muitas vezes, as empresas registam estes conceitos apenas para “marcar território” e impedir que a concorrência utilize a tecnologia. Ainda assim, este parece ser um projeto sério, até porque encaixaria como uma luva nas novas regras impostas pela União Europeia.
Vamos ser honestos: os telemóveis Pixel não são propriamente famosos por terem uma autonomia estelar, e a capacidade das suas baterias tende a degradar-se visivelmente após um ano de uso. Seria, portanto, fantástico se pudesses comprar uma bateria nova e trocá-la tu mesmo, sem teres de seguir um tutorial complexo ou lidar com fontes de calor para derreter cola. Na imagem abaixo, podes ver o esquema do que a Google está a planear:
Baterias de smartphone removíveis
A grande mudança técnica reside no abandono daquelas baterias moles, envoltas numa espécie de bolsa de alumínio. O futuro passa por uma caixa metálica que dispensa a intervenção de um profissional para ser substituída — a ideia é que tu o consigas fazer em casa.
A legislação europeia sobre baterias de smartphones vai mudar em fevereiro de 2027 e parece que a Google já se está a antecipar à jogada. A UE exige que os aparelhos com baterias “soltas”, como os smartphones, permitam que a bateria seja removida e substituída pelo próprio consumidor. Se for necessária alguma ferramenta especial, o fabricante tem de a incluir na caixa. O uso de cola para fixar a bateria passará à história.
A grande dúvida que persiste é: o que acontece à resistência à água (IP68) dos dispositivos? Afinal, se o telemóvel tem de ser fácil de abrir, garantir a estanquicidade torna-se um desafio de engenharia. Se a Google estiver a levar isto a sério para cumprir a lei da UE, apontamos esta tecnologia para o futuro Pixel 12. Resta-nos esperar para ver o impacto que isto terá no preço final das baterias.