A Motorola não opta pela espessura com o seu novo smartphone flip

Laura Jenny
Laura Jenny
29 Março 2026, 18:04
2 min tempo de leitura
Traduzido e adaptado por Mafalda Vieira Santos.

O próximo Razr 70 Ultra da Motorola foi alvo de uma fuga de informação e há um detalhe que salta logo à vista: não será um telemóvel fino. A marca optou por um equipamento que mede 171,3 x 74,1 x 7,8 milímetros quando está aberto e 88,0 x 74,1 x 15,8 milímetros quando está dobrado. No fundo, não é propriamente esbelto. Isto indica que a Motorola decidiu não seguir a tendência dos dobráveis ultrafinos que temos visto na concorrência.

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Motorola Razr 70 Ultra

O site Xpertpick, em colaboração com o conhecido leaker OnLeaks, partilhou algumas renderizações CAD que nos dão uma boa ideia do que esperar do novo telemóvel em formato concha da marca. Fica claro que o design não vai sofrer uma revolução. O formato é muito semelhante ao dos anteriores Razr Ultra, e a verdade é que não há nada de errado nisso. A Motorola foi uma das primeiras a apostar num ecrã exterior a ocupar toda a tampa, uma escolha que continua a ter muito bom aspeto. Dito isto, é possível que aches as margens do ecrã um pouco espessas.

O mesmo se aplica à espessura geral do equipamento. Como referimos, a Motorola não parece interessada em entrar na corrida dos telemóveis superfinos. Na verdade, este modelo consegue ser ainda mais espesso do que as gerações anteriores. Se o compararmos com o seu antecessor, ganhou 0,6 milímetros de espessura quando está aberto e 0,1 milímetros quando está fechado. É claro que a diferença é mínima no papel, mas acaba por dar nas vistas numa altura em que o mercado aposta tudo em reduzir medidas, aproveitando as novas tecnologias de bateria.

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Então, o que justifica este aumento? Será que a Motorola vai incluir uma bateria maior no Razr 70 Ultra? É uma forte possibilidade, mas há outro caminho que a marca pode estar a explorar: o carregamento magnético. Sabe-se que os ímanes necessários para o padrão Qi2 ocupam mais espaço, e é por isso que, no universo Android, apenas o Pixel 10 oferece esta tecnologia de forma nativa. Faria todo o sentido a Motorola apostar num ecossistema de capas e acessórios que se fixam magneticamente ao telemóvel. Por fim, há uma terceira hipótese: as câmaras. Sensores mais profundos traduzem-se, muitas vezes, numa melhor capacidade de zoom.

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Por agora, resta-nos aguardar para descobrir quando teremos mais novidades sobre este novo dobrável. A Motorola ainda não revelou qualquer detalhe oficial sobre o assunto.