A Realme deixou de ser independente e tornou-se uma sub-marca da OPPO

Laura Jenny
Laura Jenny
14 Janeiro 2026, 13:22
2 min tempo de leitura
Traduzido e adaptado por Mafalda Vieira Santos.

A Realme vai passar a integrar a estrutura da OPPO. A marca passará a funcionar como uma submarca da fabricante chinesa, com o duplo objetivo de potenciar a colaboração entre equipas e, claro, reduzir custos. Recorde-se que ambas as empresas operam sob a alçada da mesma gigante tecnológica, a BBK Electronics.

Realme como submarca da OPPO

Os smartphones da Realme marcam presença em vários mercados, incluindo a Europa e a Ásia. Para quem não está familiarizado com a estrutura, a BBK Electronics é também a proprietária de marcas como a Vivo, a OnePlus e a iQOO. A Realme foi fundada em 2018 por um antigo executivo da OPPO e, inicialmente, nasceu precisamente como uma submarca. A verdade é que muita gente nunca deixou de a ver dessa forma, embora, tecnicamente, a marca se tenha tornado independente logo nesse mesmo ano.

Mas essa fase de independência chegou ao fim: a Realme volta agora a ficar debaixo da asa da OPPO. Na prática, isto significa que é muito provável que comeces a encontrar mais tecnologia da OPPO integrada nos smartphones da Realme. A marca emprega cerca de 4.000 pessoas e fez furor em 2021, altura em que ganhou uma enorme popularidade ao democratizar o suporte para 5G nos seus equipamentos. Em 2024, a Realme segurava a posição de quarta maior marca de telemóveis, impulsionada em grande parte pelo seu sucesso estrondoso na Índia.

Realme 14 Pro Plus

O último modelo da marca que testámos foi o Realme 14 Pro Plus. É um equipamento bastante competente, mas que, ao mesmo tempo, talvez não se destaque o suficiente da concorrência. Na nossa análise, atribuímos-lhe uma pontuação de 7,3: “O Realme 14 Pro Plus é um telemóvel que oferece uma boa relação qualidade/preço, embora tivéssemos gostado de ver um processador um pouco mais espetacular. O visual cinzento contrasta bastante com o ‘gimmick’ divertido da mudança de cor, ainda que saibamos bem que não é propriamente por isso que compras um smartphone.”