O Android 15 promete uma otimização considerável da bateria, que em alguns telemóveis poderá traduzir-se num aumento de autonomia de até 3 horas.
O segredo está na maior rapidez com que o sistema entra num modo de inatividade profunda, em vez de permanecer no tradicional standby. Esta alteração poupa energia porque, por exemplo, o ecrã não precisa de ficar ligado desnecessariamente.
Maior duração da bateria
Esta melhoria é um bom exemplo de como as versões de teste (beta) podem esconder alterações importantes “debaixo do capô”. A novidade foi descoberta na segunda versão beta do Android 15, lançada recentemente, e é uma adição muito bem-vinda.
A autonomia continua a ser um dos pontos fracos dos smartphones. Usamos os nossos telemóveis para cada vez mais tarefas ao longo do dia, os ecrãs são maiores e os equipamentos mais finos — o que significa que a bateria raramente dura mais de um dia ou dia e meio.
Isto pode ser um verdadeiro inconveniente, especialmente em situações como um festival, onde o acesso a uma tomada é mais limitado.
Modo de suspensão
Curiosamente, a inspiração para esta otimização não veio dos telemóveis, mas sim dos smartwatches.
No Wear OS 5, o sistema operativo para relógios, a Google conseguiu reduzir o consumo de energia em 20%. O truque foi fazer com que os dispositivos regressem mais rapidamente ao modo de suspensão após serem utilizados.
Além disso, certas tarefas de fundo são adiadas para quando o relógio está a carregar. É precisamente esta tecnologia que foi agora adaptada para o Android 15 nos smartphones.
É uma perspetiva animadora, sem dúvida. No entanto, será preciso ter alguma paciência: o lançamento do Android 15 está previsto para outubro, chegando primeiro, como é habitual, aos telemóveis Google Pixel.