A mais recente versão beta do Android traz consigo uma fornada fresca de emojis. Na prática, são sete novos ícones principais, mas se somarmos todas as variações de tons de pele e cores, o número sobe para um total de 163 novas opções.
Unicode Consortium
O Unicode Consortium já tinha apresentado estes conceitos no início do ano, e agora a Google preparou as suas próprias interpretações. Embora o lançamento oficial na versão estável do Android esteja previsto apenas para 2026, eles já marcam presença na beta atual (QPR3 Beta 1).
O lote inclui um smiley com efeito “olho de peixe” (distorcido), uma orca, um trombone, uma avalancha, um baú do tesouro, uma bailarina, duas coelhas dançarinas, lutadores, um iéti e… uma cena de pancadaria. Esta última é representada ao estilo clássico da banda desenhada: uma nuvem de pó com raios, estrelas e faíscas à mistura.

Aqui na redação, ficámos fãs do smiley distorcido, que tem um ar absolutamente atordoado. É a reação perfeita para quando o teu irmão avisa que vai chegar uma hora e meia atrasado ao jantar de Natal, ou quando a tua namorada diz que o fogo de artifício está completamente esgotado.
Estamos também curiosos para ver se algum destes ícones vai ganhar um duplo sentido. Já vimos isso acontecer com o pêssego (que virou sinónimo de rabo), o rebuçado (por vezes associado a ecstasy) ou o polvo, que a internet decidiu que representa abraços.

Novos emojis chegam ao Android
Sejamos honestos: não é uma coleção que vá revolucionar a forma como comunicamos, mas chega integrada numa atualização interessante. Esta versão (Android 16 QPR3 Beta 1) traz funcionalidades como o ajuste de intensidade da lanterna — permitindo torná-la mais brilhante ou mais suave — e uma nova luz de notificação azul, que te alerta discretamente quando uma aplicação está a aceder à tua localização.

Para o próximo ano, fica o nosso desejo: que o Unicode Consortium (a entidade que decide estas coisas) crie um emoji dedicado à IA. Também não nos importávamos de ver uma bateria com uma expressão exausta, perfeita para ilustrar que a nossa “bateria social” chegou ao fim. E, já agora, continuamos à espera do axolote, que inexplicavelmente ainda falta no jardim zoológico do teclado.
