Ainda usas um smartphone mais antigo? Antes de mais, parabéns pela atitude sustentável. No entanto, há um reverso da medalha nesta longevidade. O Android Auto está prestes a deixar de funcionar em versões mais antigas do sistema operativo. Vamos verificar se o teu telemóvel está na lista de risco e o que isso significa na prática.
Android Auto: O fim da linha para alguns
Graças a uma análise de código (o chamado APK Insight) realizada pelos especialistas do 9to5Google, descobriu-se uma alteração importante na versão 11.0 do Android Auto. O código revela que os utilizadores com dispositivos mais antigos vão começar a receber, muito em breve, uma notificação a alertar para a necessidade de atualizar o telemóvel. Caso contrário, perderão o acesso ao serviço.
Para continuares a usar o Android Auto, vais precisar de um equipamento que corra, no mínimo, o Android Oreo (Android 8), lançado originalmente em 2017. Isto marca verdadeiramente o fim de uma era, uma vez que o Android Nougat — a versão que é agora declarada “peça de museu” — foi o sistema operativo que deu vida ao primeiro telemóvel Google Pixel.
Embora a notificação ainda não esteja visível para todos, é apenas uma questão de tempo até começar a surgir nos ecrãs dos condutores. A Google sugere que instales uma atualização de sistema para resolver o problema, mas vamos ser honestos: essa sugestão é um pouco otimista demais.
A verdade é que, se o teu telemóvel ainda está “preso” no Android Nougat, é muito provável que o fabricante já tenha deixado de enviar atualizações para esse modelo há anos. Portanto, não se trata de não quereres atualizar, mas sim de o hardware já não o permitir. É um beco sem saída técnico.
Adeus, Nougat
Esta medida não é propriamente uma surpresa nem um caso isolado. Aplicações essenciais como o Google Chrome e o Google Agenda já tinham deixado de suportar estas versões mais antigas do Android. É aqui que tocamos num ponto sensível que referimos frequentemente: a importância do suporte de software a longo prazo.
Quando um fabricante deixa de atualizar um telemóvel, as aplicações começam a falhar uma a uma. Podes até ser alguém que troca de equipamento com frequência, mas pensa no ciclo de vida do aparelho: se passares o teu telemóvel antigo a um familiar ou o venderes no mercado de usados, o novo dono vai deparar-se com estas limitações. De repente, algo tão prático como ligar o telemóvel ao carro para usar o GPS ou ouvir música deixa simplesmente de ser uma opção.