Com esta mudança, o Galaxy Watch pode ter uma autonomia de bateria mais longa

Laura Jenny
Laura Jenny
4 Março 2026, 12:03
2 min tempo de leitura
Traduzido e adaptado por Mafalda Vieira Santos.

A Samsung sempre foi fiel aos chips Exynos para os seus smartwatches, mas essa tradição pode estar prestes a mudar. Já sabemos qual a marca que a gigante coreana provavelmente vai escolher (e, convenhamos, não há assim tantas opções de topo): Qualcomm Snapdragon Wear Elite. E isto pode ser uma excelente notícia para a autonomia do relógio.

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Galaxy Watch 9 com melhor autonomia de bateria?

O Galaxy Watch 9 deverá chegar ainda este ano e, ao que tudo indica, deixará de parte o chip Exynos para adotar o processador da Qualcomm. Estamos a falar de um dos melhores processadores da atualidade para smartwatches, o que pode ser a solução para um problema que qualquer utilizador de um relógio Samsung conhece bem: a bateria que se esgota num abrir e fechar de olhos.

Durante o MWC 2026, a Qualcomm levantou o véu sobre este novo processador. Depois de ter perdido algum terreno para a Exynos no mercado dos smartwatches, a fabricante parece estar de volta em força. O chip Wear Elite promete um desempenho de CPU cinco vezes superior (em single-core) e uma GPU sete vezes mais rápida. Além disso, utiliza a arquitetura big.LITTLE: um núcleo de CPU grande para tarefas pesadas e vários núcleos mais pequenos e eficientes para o dia a dia. É verdade que o Exynos W1000 da Samsung já utiliza este conceito, mas, com dois anos de mercado, começa a acusar a idade, especialmente no que toca à conectividade.

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Qualcomm Snapdragon Wear Elite

Fabricado num processo de 3 nm, o chip Wear Elite oferece ainda 5G RedCap, um padrão de conectividade desenhado para consumir menos energia na ligação. A isto juntam-se o Wi-Fi, Bluetooth 6.0 e UWB. A Qualcomm afirma ainda que, com este chip, conseguirás carregar 50% da bateria do relógio em apenas 10 minutos. No geral, a autonomia deverá ser 30% superior à oferecida pelo Snapdragon W5+ Gen 1.

A Samsung comentou esta mudança de estratégia: «A Samsung e a Qualcomm Technologies partilham uma longa história em ultrapassar os limites da computação móvel, e estamos entusiasmados por expandir esta parceria para a categoria de wearables. Ao integrar a nova plataforma Snapdragon Wear Elite, a próxima geração do Galaxy Watch será um parceiro de bem-estar ainda mais completo. Isto marca um passo importante no nosso esforço para oferecer experiências mais eficientes e personalizadas, diretamente a partir do pulso.»

Tudo isto soa a boas notícias para o futuro do Galaxy Watch. Se há algo que temos vindo a apontar nas gerações anteriores, é precisamente a necessidade de uma bateria que aguente mais tempo longe do carregador.