Se ainda utilizas um smartphone mais antigo no teu carro, está na hora de prestar atenção. A Google está a apertar o cerco com o Android Auto 9.0 e os requisitos mínimos mudaram. Esta atualização, que está atualmente a ser distribuída em fase de testes, deixa de fora os dispositivos mais velhos. Na prática, isto significa que poderás ter de atualizar o sistema operativo ou, no limite, trocar de telemóvel para continuares a usar o Android Auto nas tuas viagens.
As novas regras do jogo
Se consultares a versão estável da aplicação, vais ver que o requisito oficial ainda aponta para o Android 8.0. No entanto, a história muda de figura se estiveres no programa beta. Aí, o Android Auto já avisa que é necessário, no mínimo, o Android 11 para estabelecer a ligação. Ou seja, os telemóveis que ainda correm o Android 10 ou inferior deixam de ser suportados nesta nova versão. Esta exigência está a ser introduzida de forma gradual, começando pelos utilizadores da versão beta.
O que acontece se o teu telemóvel já não cumprir os requisitos? Simples: ao tentares ligá-lo ao carro, vais dar de caras com uma mensagem a informar que o dispositivo não é compatível. Nos primeiros testes da versão beta, percebeu-se que os telemóveis com Android 10 ainda conseguiam ligar-se caso o Android Auto 8.x estivesse ativo, mas tudo indica que esse suporte será cortado assim que fizeres a atualização oficial.
Mais segurança e adeus ao passado
Esta mudança não é um capricho; a motivação é essencialmente técnica. O Android Auto 9.0 traz melhorias importantes ao nível da segurança, novos protocolos de ligação e atualizações de interface que dependem de APIs do Android mais modernas. Os telemóveis com versões antigas do sistema operativo simplesmente não têm a arquitetura necessária para suportar estas novidades, o que acabaria por resultar em bugs, falhas e incompatibilidades.

Além disso, a Google quer garantir uma experiência consistente para todos. Hoje em dia, a grande maioria das aplicações e patches de segurança baseia-se nas versões mais recentes do Android. Ao deixar de suportar equipamentos obsoletos, a Google reduz a carga de manutenção e resolve o problema de tentar manter vivo um sistema que já deu o que tinha a dar.
Vamos ser honestos: é um passo lógico. Segundo dados de agosto de 2025, menos de 5% de todos os dispositivos Android ainda rodam o Android 10. Tendo em conta que já vamos no Android 16, estamos a falar de várias gerações de atraso. Como estas novas versões trazem camadas de segurança muito superiores, a decisão da Google acaba por ser inevitável para manter a plataforma segura e funcional.