Temos assistido a muitas inovações no mundo das baterias de smartphones, especialmente com a chegada da tecnologia de silício-carbono, mas agora surge algo completamente diferente: uma bateria de papel. Promete ser extremamente sustentável e, se para um smartphone talvez ainda seja uma tecnologia demasiado ambiciosa, para um localizador (tracker) parece assentar como uma luva. Foi exatamente isso que a Nimble criou.
Bateria de papel
A Nimble desenvolve gadgets tecnológicos com uma forte consciência ecológica, seguindo uma filosofia semelhante à da Fairphone. Já conhecíamos as suas powerbanks e carregadores, mas agora a marca aposta em localizadores para te ajudar a encontrar objetos perdidos, animais de estimação ou até para saber onde andam as crianças.
Este localizador é compatível tanto com a rede “Encontrar o meu dispositivo” do Android como com a rede “Encontrar” (Find My) da Apple. A gama é variada e inclui uma tag redonda clássica, uma etiqueta para malas de viagem, uma versão fina para a carteira e até uma capa para o passaporte.
Mas que história é essa da bateria? Bem, esquece os iões de lítio, que são a norma neste tipo de equipamentos. Estamos a falar de uma bateria à base de celulose. Sim, leste bem: papel. Fabricada pela Flint, esta bateria tem apenas 1 milímetro de espessura, não é tóxica e funciona com eletrólitos à base de água.
O carregamento, contudo, é feito de forma convencional com um carregador Qi, graças a uma bobina integrada no exterior. E é aqui que surge o dilema: apesar de ser um produto focado na sustentabilidade, o revestimento utiliza couro genuíno, uma escolha de material que nem todos consideram verdadeiramente ecológica.
Eletrólitos
Estas baterias de “origem vegetal” não são apenas mais sustentáveis de produzir. Na maioria dos casos, as baterias de celulose são mais fáceis de reciclar e, por vezes, até biodegradáveis. A segurança é outro ponto a favor, uma vez que estes eletrólitos são menos inflamáveis do que as alternativas tradicionais.
No entanto, nem tudo são rosas. Existem desvantagens claras: a densidade energética é consideravelmente menor, a vida útil é mais curta e são sensíveis à humidade. É uma tecnologia que, na verdade, ainda está a dar os primeiros passos.
Dito isto, é pena que a Nimble não adiante dados concretos sobre a autonomia. Tratando-se de um localizador, a duração da bateria é um fator crucial e estamos curiosos para ver como se comporta no mundo real.
Ainda não sabemos quanto tempo dura a bateria, nem qual será o preço final, até porque os dispositivos ainda não chegaram ao mercado. Se a curiosidade apertar, podes ver imagens do dispositivo no site 9to5Google.