Ainda faltam 8 anos, mas é bom que fiques já a par: o ChromeOS vai ser descontinuado a partir de 2034. A base de equipamentos como os Chromebooks vai desaparecer, mas não entres em pânico. Há uma alternativa a caminho, uma vez que a Google está a desenvolver uma variante do Android especificamente para desktops e portáteis.
O ChromeOS desaparece em 2034
Em documentos judiciais consultados pelo The Verge, salta à vista que o “Aluminium OS” — como o Android para computadores se vai chamar — deverá chegar às mãos dos testadores ainda este ano. O lançamento oficial acontecerá provavelmente em 2028, com foco inicial no mercado empresarial e nas escolas. É bem possível que os consumidores particulares tenham acesso ao Aluminium OS mais cedo, até porque, no setor da educação, estas mudanças estruturais exigem habitualmente mais tempo de adaptação.
O que é certo é que o documento confirma o fim da linha para o ChromeOS em 2034. Uma das razões para o sistema se manter “vivo” durante tanto tempo prende-se com a falta de compatibilidade direta com o novo Aluminium OS. Isto obriga a Google a prolongar a vida do ChromeOS mais do que talvez desejasse. No fundo, a empresa deve aos utilizadores uma transição suave. Além disso, há uma vantagem estratégica: se as pessoas ficarem satisfeitas com a mudança, é muito mais provável que se mantenham fiéis à marca.
A Google não faz mais comentários sobre o assunto, mas é evidente que há muita movimentação nos bastidores no que toca ao ChromeOS e ao futuro dos Chromebooks. Vamos ser honestos: “Aluminiumbook” soa um pouco estranho, por isso resta saber qual será a designação final — embora não seja impossível que fique mesmo assim. O nome Aluminium OS está, em todo o caso, mencionado explicitamente nos documentos do processo antitrust que a gigante tecnológica enfrentou, onde se debatia se a empresa deveria ou não vender o navegador Chrome.
No final, a Google pôde ficar com ele. O argumento foi forte: se a empresa fosse forçada a vender o Chrome, tornar-se-ia muito mais difícil continuar a garantir o suporte ao ChromeOS em máquinas mais antigas.