A Google continua a alargar os horizontes do Nano Banana. Este modelo de edição e geração de imagens do Gemini está a chegar ao Google Lens e ao “AI Mode” na Pesquisa. Na prática, isto significa que vais poder editar as tuas fotos não só através da aplicação Gemini, mas também diretamente na experiência de pesquisa padrão da Google e na interface do Lens.
Nano Banana: mais versátil e impressionante
O Nano Banana — conhecido internamente nos corredores da Google como Gemini 2.5 Flash Image — é um modelo de Inteligência Artificial capaz de editar e gerar imagens com uma facilidade surpreendente. Estamos a falar de ajustar um fundo, alterar completamente o estilo de uma foto ou criar imagens do zero apenas com texto. Embora o modelo já esteja integrado na app Gemini, a grande novidade é a sua expansão para outras aplicações essenciais do ecossistema Google.
O grande trunfo do Nano Banana reside na consistência. Ao contrário do que acontece muitas vezes noutras ferramentas (como o ChatGPT), aqui o sujeito ou a pessoa na foto permanece reconhecível mesmo após várias edições. A identidade visual não se perde no meio dos algoritmos.
Integração direta no Lens e AI Mode
No Search AI Mode, vais reparar num novo botão “mais” (+) na caixa de texto. Através deste atalho, podes aceder rapidamente a opções como a Galeria, a Câmara e a funcionalidade “Criar imagem”. Para que não restem dúvidas, a Google colocou um ícone de uma banana para indicar que é o Nano Banana que está a operar nos bastidores. Assim que selecionas uma fotografia ou escreves o que queres, a imagem é editada ou gerada instantaneamente por este modelo.
Já no Google Lens, a novidade é um separador chamado “Criar”. Podes tirar uma foto na hora ou abrir uma existente, e o teu pedido de edição é enviado para o AI Mode para os ajustes finais. A interface sofreu ligeiras alterações para acomodar mais filtros lado a lado, tornando a navegação mais fluida. Também aqui, o botão “Criar” junto à câmara ganha o ícone da banana, destacando a “magia” da IA.



Segundo a Google, podes descarregar ou partilhar o resultado final, que virá geralmente acompanhado por uma marca de água subtil do Gemini no canto inferior direito. É uma forma transparente de garantir que quem recebe a imagem sabe que se trata de conteúdo gerado por Inteligência Artificial.
Disponibilidade em Portugal
Se vives em Portugal (ou noutro país da Europa), vais ter de exercer um pouco de paciência. O lançamento destas funcionalidades é faseado e não vamos ter acesso imediato a tudo. A prioridade foi dada aos Estados Unidos e à Índia, que recebem primeiro a versão em inglês. A intenção da Google é expandir para outros países e idiomas posteriormente, mas por cá teremos de aguardar pela nossa vez.
Quando as funcionalidades aterrarem finalmente nos nossos smartphones, editar fotos existentes através do Google Lens ou da Pesquisa será muito mais simples, dispensando a necessidade de abrir a app Gemini ou recorrer a softwares complexos como o Photoshop. No fundo, a edição de imagem de alta qualidade está prestes a tornar-se muito mais acessível para todos.