A OPPO foi alvo de um ciberataque que permitiu aos hackers aceder a uma parte do código-fonte da empresa. Segundo os especialistas em segurança, por trás deste ataque está um grupo de hackers norte-coreano. Os atacantes aproveitaram uma vulnerabilidade no software que a OPPO usava para desenvolver uma funcionalidade de inteligência artificial. A boa notícia é que a marca já confirmou o incidente e garante que não há qualquer indício de que os dados pessoais ou as informações dos clientes tenham sido comprometidos.
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Código de desenvolvimento roubado
De acordo com o site Android Authority, este ataque não teve como alvo os smartphones ou as contas dos utilizadores, focando-se antes no ambiente de desenvolvimento da OPPO. O grande objetivo não era espiar quem usa os telemóveis, mas sim tentar roubar criptomoedas. Aliás, a OPPO está longe de ser um caso isolado: no total, mais de 1600 empresas em 57 países foram alvo desta mesma investida.
A revista Wired tentou contactar várias das empresas afetadas, mas não obteve qualquer resposta. Por isso, ainda não é totalmente claro que tipo de informação foi levada. Tudo indica que não se trate de dados pessoais sensíveis, mas os especialistas deixam um aviso: o acesso a este tipo de sistemas internos deixa as empresas muito mais vulneráveis a ataques no futuro.
Grupo de hackers norte-coreano
A autoria do ataque foi atribuída ao ScarCruft, um grupo também conhecido como APT37. Estes hackers estão há anos associados à Coreia do Norte e ganharam fama devido aos seus ciberataques altamente direcionados a empresas, governos e organizações. Para teres uma ideia, no passado, este grupo já esteve ligado a spyware (software espião) para Android, que era distribuído através de aplicações aparentemente inofensivas para roubar dados. Uma das suas táticas mais comuns é fazerem-se passar por falsos recrutadores ou candidatos a emprego, enganando as vítimas para que instalem malware nos seus dispositivos.
Segundo os investigadores, este caso mostra claramente que os fabricantes de smartphones são, cada vez mais, o alvo principal de campanhas de ciberespionagem sofisticadas. Em vez de tentarem atacar os utilizadores diretamente, os hackers preferem roubar informações valiosas a partir da “cozinha” onde o software é criado. Esse conhecimento pode depois ser usado para preparar ataques mais complexos ou simplesmente para descobrir em que novas tecnologias as marcas estão a trabalhar.
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Não tens de fazer nada
Se tens um smartphone da OPPO, podes respirar de alívio: não há motivos para preocupação. Não existe qualquer indício de que as atualizações de software tenham sido adulteradas ou de que algum tipo de malware tenha sido distribuído através dos canais oficiais da marca. O teu telemóvel continua seguro.
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