Os fotógrafos vão adorar esta mudança no Google Fotos

Laura Jenny
Laura Jenny
31 Outubro 2025, 12:19
3 min tempo de leitura
Traduzido e adaptado por Mafalda Vieira Santos.

O Google Fotos está prestes a tornar-se muito mais amigo de quem gosta de fotografar em RAW. Este formato de imagem, conhecido por criar ficheiros enormes e repletos de dados, sempre foi um desafio para a aplicação no que toca a uma gestão eficiente do armazenamento. Felizmente, tudo indica que isso vai mudar em breve.

O Google Fotos e os ficheiros RAW

Até agora, o Google Fotos tratava o backup das imagens RAW da mesma forma que faz com os JPGs (o formato “standard” a que estamos todos habituados). O problema é que esta abordagem enche o teu armazenamento na nuvem a uma velocidade alucinante.

A boa notícia é que a Google parece estar a alterar esta lógica. Ao que tudo indica, as imagens RAW passarão a ser armazenadas separadamente, deixando de ser incluídas automaticamente na cópia de segurança principal. É uma mudança muito bem-vinda, especialmente se considerarmos o peso destes ficheiros.

Para quem não está tão familiarizado, as imagens RAW são, essencialmente, fotografias “cruas”. Vêm diretamente do sensor da câmara sem qualquer intervenção de Inteligência Artificial ou filtros de beleza. É o registo puro do que foi captado.

A grande vantagem é que estes ficheiros preservam muito mais informação, permitindo-te manipular sombras, luzes e cores com software de edição de uma forma que um JPG não permite. Podes pensar no RAW como um negativo digital: a foto ainda não está “revelada”, mas toda a informação necessária para criar uma imagem perfeita está lá guardada.

O pessoal do AndroidAuthority já tinha detetado indícios desta funcionalidade numa versão anterior do código do Google Fotos, mas agora encontraram algo mais concreto: um botão dedicado nas definições.

Na prática, isto significa que vais poder optar por guardar os ficheiros RAW separadamente, em vez de teres esses “monstros” digitais misturados com os teus JPGs na nuvem. Para teres uma ideia da diferença: um ficheiro JPG normal ocupa entre 3 a 10 MB, precisamente porque sofre uma compressão agressiva para poupar espaço.

Ficheiros pesados diretamente da câmara

Quando olhamos para um ficheiro RAW, a conversa é outra. Estamos a falar facilmente de 10 a 25 MB por foto num smartphone. Se passarmos para uma câmara reflex (DSLR) ou mirrorless, os valores saltam para os 20 ou 80 MB, havendo câmaras profissionais que geram ficheiros entre os 100 e os 200 MB por cada disparo. Mesmo que o telemóvel crie ficheiros RAW mais “modestos”, continuam a ser muito mais pesados do que qualquer JPG.

A Google está, portanto, a refinar a forma como estes backups funcionam. Com a futura atualização, poderás desativar o envio automático dos RAW para a nuvem ou organizá-los numa pasta à parte.

Isto traz duas grandes vantagens para ti: primeiro, a navegação na galeria torna-se muito mais fluida, pois não tens de esperar que ficheiros pesados carreguem enquanto fazes scroll pelos teus JPGs. Segundo, e talvez mais importante, não és obrigado a subscrever um plano de armazenamento mais caro da Google só para conseguires manter todas essas imagens pesadas na nuvem.

Ainda não sabemos exatamente quando é que esta novidade vai chegar à versão estável da aplicação para todos os utilizadores, mas é claro que a Google está a trabalhar ativamente nisso. A solução para o caos do armazenamento está a caminho.