Há alguns anos, a União Europeia apresentou novas regras a exigir que, a partir de 2027, os smartphones passassem a ter baterias fáceis de substituir. Afinal, parece que fabricantes como a Google, a Samsung e outras marcas não vão precisar de voltar à estaca zero no que toca ao design. E a boa notícia para ti? Não vais ter de abdicar da resistência à água no teu próximo telemóvel.
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As novas regras da UE
Quando a UE anunciou estas novas diretrizes em 2023, muita gente receou que isso significasse um regresso ao passado, em que a tampa traseira saía com um simples clique para trocar a bateria. No fundo, a intenção é excelente, já que a bateria é habitualmente o primeiro componente a perder o fôlego num smartphone. O problema é que isso implicaria sacrificar a resistência à água e ao pó a que já nos habituámos. Contudo, a verdade é que esta regra europeia não obriga, de forma alguma, a que os telemóveis voltem a ser assim tão fáceis de desmontar.
O grande objetivo de Bruxelas é simples: reduzir drasticamente a quantidade de baterias que acabam no lixo. Para isso, as marcas de smartphones teriam de focar-se muito mais na facilidade de reparação e substituição. Na prática, isto significaria que qualquer pessoa deveria conseguir trocar a bateria em casa, sem precisar de ferramentas especiais ou de aplicar calor. No entanto, lendo as entrelinhas do documento, percebemos que há uma exceção importante. Os telemóveis que exigem ferramentas específicas, solventes ou energia térmica para serem abertos podem continuar a ser vendidos na Europa, desde que garantam uma coisa: a bateria tem de manter pelo menos 80% da sua capacidade original após 1.000 ciclos de carga.
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O documento oficial diz o seguinte:
Os fabricantes, importadores ou representantes autorizados só podem fornecer a(s) bateria(s) referida(s) no ponto (i)(a) a reparadores profissionais se garantirem que os seguintes requisitos são cumpridos:
(a) após 500 ciclos de carga completos, a bateria, quando totalmente carregada, apresenta uma capacidade residual de pelo menos 83% da capacidade nominal;
(b) a vida útil da bateria é de, no mínimo, 1.000 ciclos de carga completos e, após esses 1.000 ciclos, a bateria, quando totalmente carregada, apresenta uma capacidade residual de pelo menos 80% da capacidade nominal;
(c) o dispositivo cumpre a certificação de resistência IP67.
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Baterias substituíveis
Como grande parte dos telemóveis da Google e da Samsung já cumpre estes rigorosos requisitos de durabilidade e resistência, levanta-se uma questão: será que o design dos smartphones vai mesmo mudar assim tanto quando a nova lei arrancar? Tudo indica que não será preciso, tal como sublinha o 9to5Google. Dito isto, é bem provável que os smartphones mais baratos do mercado tenham de sofrer alguns ajustes de construção para conseguirem atingir estas metas da União Europeia.
Para já, resta-nos esperar: as novas regras entram oficialmente em vigor a 17 de fevereiro de 2027.