Samsung: ‘A inovação agora não ocorre tanto no hardware, mas sim no software’

Laura Jenny
Laura Jenny
7 Março 2026, 12:47
3 min tempo de leitura
Traduzido e adaptado por Mafalda Vieira Santos.

Tem-se falado muito sobre a inovação nos smartphones lançados este ano: ou melhor, sobre a falta dela. Quando confrontámos Benjamin Braun, Chief Marketing Officer da Samsung Europa, com esta questão, a resposta foi honesta. Ele admite que, de facto, a evolução tem sido tímida em muitas categorias. No entanto, garante que há novidades importantes para descobrir no S26 Ultra.

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Samsung Galaxy S26 Ultra

«Usamos a câmara imensas vezes. A abertura do diafragma do S26 Ultra é 47% maior, o que significa que as fotos são, tecnicamente, 47% melhores. A focagem foi aprimorada, há menos ruído visível nas imagens e a fotografia noturna deu um salto qualitativo», explica Braun quando questionado sobre a reação da Samsung aos comentários de que a inovação não é visível na série S26.

O responsável acrescenta ainda uma nuance importante: «A inovação pode não estar a acontecer tanto no hardware puro e duro neste momento, mas o ecrã de privacidade, por exemplo, é uma combinação inteligente de software e hardware».

Braun aponta também para o ecossistema mais vasto da marca. «Já fabricamos dispositivos dobráveis há sete anos e, a cada poucas semanas, lançamos gadgets interessantes». No entanto, para a gigante sul-coreana, a grande revolução atual chama-se Inteligência Artificial: «Se olharmos para os números globais, vemos que 81% das pessoas têm interesse na IA. O problema é que 85% não sabem como tirar partido dela. É aqui que a Samsung pode fazer a diferença: ajudar a democratizar a IA».

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Democratizar a IA

O objetivo é claro: garantir que a tecnologia não é um exclusivo de quem compra topos de gama, chegando também a quem tem um dispositivo mais modesto. A Samsung está a enviar atualizações de software para telemóveis que, originalmente, não tinham estas capacidades de IA.

«E fazemo-lo gratuitamente», reforça Braun. «Lançámos a atualização para o Samsung Galaxy A07, por exemplo, o nosso dispositivo mais acessível. Mas também estamos a expandir para portáteis e smartwatches: queremos chegar aos 800 milhões de equipamentos Galaxy AI em todo o mundo».

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Ele sublinha que a barreira de entrada está a diminuir. O exemplo clássico é a edição de fotos: antigamente, exigia conhecimentos técnicos; hoje, basta um prompt para pedir que algo seja removido ou adicionado e a IA trata do resto. Embora isto seja verdade, sejamos honestos: para algumas funcionalidades de IA, ainda é difícil perceber a utilidade prática no dia a dia ou lembrarmo-nos sequer de que elas existem.

Nesse aspeto, as marcas de telemóveis — Samsung incluída — ainda têm trabalho de casa para fazer. A IA é fantástica, mas se continuam a lançar novos modelos anualmente, o hardware precisa de ter um peso maior na equação para justificar a troca.

O Samsung Galaxy S26 Ultra já está disponível no mercado, com um preço de referência de 1.449 euros.

Bom saber: este artigo é editorial. Contém alguns links patrocinados pelos quais o Androidworld poderá eventualmente receber uma compensação financeira.