‘Samsung perde dinheiro em cada Galaxy Z TriFold que vende’

Laura Jenny
Laura Jenny
30 Dezembro 2025, 8:03
2 min tempo de leitura
Traduzido e adaptado por Mafalda Vieira Santos.

Por vezes, uma empresa aceita perder algum dinheiro — ou pelo menos reduzir drasticamente a sua margem de lucro — numa oferta específica, apenas para fidelizar os clientes e mostrar inovação. É exatamente isso que a Samsung está a fazer com o Galaxy Z TriFold.

No fundo, a marca está a “pagar” para vender cada unidade deste novo dobrável duplo. Basicamente, o custo de produção do aparelho é superior ao preço que a gigante tecnológica sul-coreana está a pedir por ele nas lojas.

Samsung Galaxy Z TriFold

Para já, a Samsung lançou o TriFold apenas no seu mercado doméstico, a Coreia do Sul, onde custa 3.594.000 won. Fazendo as contas, isto traduz-se em cerca de 2.111 euros. Resta saber se o telemóvel chegará sequer à Europa, especialmente se se confirmar que a Samsung está, de facto, a perder dinheiro com cada venda.

Segundo avança o site The Bell, os custos de produção são efetivamente superiores ao preço final ao consumidor, o que coloca este dispositivo numa posição curiosa no mercado.

A própria Samsung já comentou a estratégia de preço deste equipamento, justificando a decisão: “Trata-se de uma edição especial, pelo que, em vez de o vendermos em massa, criámo-lo para que as pessoas que realmente o querem possam ter acesso a ele. Enfrentámos vários desafios, como o preço elevado da memória, mas tomámos a grande decisão de o reduzir para conseguir viabilizar este preço.”

Design Film | Galaxy Z TriFold | Samsung

O dobrável mais caro da Samsung

Este é, sem dúvida, o dobrável mais caro que a Samsung tem atualmente no seu portfólio, e fica a dúvida se terá sido uma boa jogada comercial. Claro que a Samsung gera receitas mais do que suficientes com outros dispositivos e smartphones para compensar, mas, regra geral, uma empresa fabrica produtos para gerar lucro direto.

E a verdade é que isso não está a acontecer com o Z TriFold, que parece servir mais como uma montra tecnológica do que como uma fonte de rendimento imediata.

Seguindo este raciocínio, paira agora um grande ponto de interrogação sobre quanto custará o próximo topo de gama da marca, o Galaxy S26. O aparelho será provavelmente anunciado em fevereiro e a situação é delicada, uma vez que os preços dos componentes de memória dispararam.

E não esperes que baixem tão cedo: a previsão é que continuem a subir durante meses, impulsionados pela procura enorme gerada pela inteligência artificial. Todo o mercado de smartphones sofre com isto, mas a Samsung está numa posição particularmente ingrata por ser a primeira grande marca do ano a lançar o seu flagship. Estamos curiosos para ver que estratégia a gigante coreana vai adotar para equilibrar as contas sem assustar os consumidores.