Depois de um ano com o Google Pixel 10 Pro no bolso, sei exatamente o que me agrada, mas também o que mais me irrita. Neste artigo, partilho as minhas maiores frustrações com este telemóvel.
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Experiências com o Pixel 10 Pro XL
Há cerca de um ano que o Pixel 10 Pro XL anda no meu bolso como telemóvel principal. Sempre que não estou a testar outro aparelho, volto a colocar o meu cartão SIM no Pixel e uso-o no dia a dia. A verdade é que gosto bastante de o fazer: adoro o design, o ecrã é excelente, o suporte de software é sublime, a interface é limpa e o desempenho é mais do que suficiente para as minhas necessidades.
Ainda assim, há aspetos que me deixam menos satisfeito. São pontos que espero ver finalmente melhorados ou resolvidos no 11 Pro. Abaixo, partilho contigo as três maiores desvantagens que encontrei:
1. Uma câmara com demasiado aspeto de smartphone
Para mim, a maior desilusão é a experiência fotográfica do Pixel 10 Pro. Não me entendas mal: o telemóvel tira boas fotos. São imagens que muita gente descreveria como bonitas, nítidas e apelativas. Pessoalmente, porém, acho que o nível de HDR é demasiado alto e sinto falta de um modo manual (master mode) verdadeiramente bom. Para efeitos de comparação, basta olhar para o que a OPPO fez com o Find X9 Pro.
Esse equipamento mereceu muitos elogios pelas suas câmaras, e em especial pelo modo master. Nessa funcionalidade, podes ajustar as definições de forma muito simples, resultando em fotos menos artificiais do que noutros smartphones. A verdade é que, regra geral, consegues reconhecer facilmente uma foto tirada com um telemóvel. Isto acontece porque o nível de HDR é puxado ao máximo. O 10 Pro faz isto de forma exagerada. O que notas de imediato? O telemóvel tenta tornar tudo excessivamente detalhado e luminoso. Com isto, as sombras desaparecem, o detalhe é forçado e a imagem fica mais clara, mas muitas vezes perde aquele foco bonito e a sensação de profundidade.


Infelizmente, isto é o que muita gente considera ser uma “foto bonita”. Aliás, nas comparações cegas entre vários telemóveis, são precisamente estas imagens que costumam ser eleitas como as melhores. É algo que encaixa na perfeição no consumo rápido das redes sociais: uau, fantástico, olha para isto. Contudo, para quem se entusiasma a tirar e a editar fotografias, é uma grande frustração. Sobretudo quando sabes que a experiência podia ser muito mais divertida e com resultados bem mais naturais.
O 10 Pro oferece, de facto, um modo Pro que te permite fotografar em RAW (algo que deves mesmo fazer). Mas se o comparares com o modo master do OPPO Find X9 Pro, acaba por saber a pouco. Este último torna o ato de fotografar genuinamente divertido, já que podes ajustar as definições de forma acessível e o processamento de imagem é muito menos agressivo.
Por isso, Google, dá-me por favor um modo master desse género. E o processamento de imagem no geral também podia ser uns furos mais contido.
2. Autonomia da bateria continua a deixar a desejar
Outro ponto sensível é a bateria do Pixel 10 Pro XL. Temos aqui uma capacidade de 5200 mAh, o que no papel parece bastante bom. Ainda assim, dou por mim a carregar o Pro XL com mais frequência do que praticamente qualquer outro smartphone que tenha usado como dispositivo principal. Ao início da noite já o estou a ligar à corrente, porque a bateria costuma estar a rondar os trinta ou quarenta por cento. Aguentar um dia inteiro deveria ser perfeitamente possível, mas a verdade é que fica sempre no limite.
Infelizmente, este é um problema que já se arrasta há algum tempo nos telemóveis Pixel. A esperança era que esta geração, graças ao Tensor G5 (um chip da Google fabricado pela primeira vez pela TSMC em vez da Samsung), entregasse finalmente uma melhor autonomia. Afinal, os processadores da TSMC são conhecidos por serem mais eficientes. Na prática, acabei por não ver grandes melhorias no 10 Pro XL. E este é um feedback que também recebo de outros utilizadores do Pixel 10. A minha esperança está agora depositada no Tensor G6, que será o motor da futura linha Pixel. Este novo chip também deixará de utilizar um modem da Samsung.
3. Um pouco aborrecido
O facto de achar o Pixel 10 Pro um pouco aborrecido é, por um lado, um bom sinal. O software tem um papel importante nisto: é limpo e não vem carregado com dezenas de aplicações pré-instaladas. No entanto, tanto o software como o telemóvel em si carecem de algo especial. Sinto falta de alguma identidade própria, de uma funcionalidade de software que seja genuinamente útil e fixe, ou de um truque que eu, como nerd de smartphones, possa mostrar aos outros com orgulho e entusiasmo. Mais do que nunca, o Pixel 10 Pro é “apenas” o meu telemóvel e nada mais. Simplesmente não sinto aquela paixão que muitos outros equipamentos me conseguem despertar.
Nem tudo está disponível por cá
Talvez haja quem fique entusiasmado com as funcionalidades de Inteligência Artificial que a Google integra no seu software (não é o meu caso). Para essas pessoas, é uma pena que muitas dessas funções não estejam disponíveis em Portugal. Na prática, acabas por não as poder utilizar ou, na melhor das hipóteses, só funcionam de forma muito limitada.
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A falta dessa “faísca” deve-se também ao facto de a série Pixel 10, à exceção da funcionalidade Pixel Snap, ter trazido muito poucas novidades. Nesse aspeto, não espero que a futura série Pixel 11 venha a “resolver” o problema. Talvez o Hilight consiga proporcionar esse momento de euforia na próxima geração. Seria, pelo menos, algo novo e distintivo no telemóvel.
De olhos postos na série Pixel 11
A série Pixel 11 foi anunciada na semana passada. Como entusiasta, a verdade é que já estou genuinamente curioso. Espero que os novos telemóveis cheguem à nossa redação logo após o lançamento, para poder testar o 11 Pro e partilhar tudo contigo o mais depressa possível.
No fundo, estes foram os aspetos que menos me convenceram no 10 Pro XL durante este último ano.


