Fizemos uma visita em japonês num museu coreano com o modo intérprete da Samsung

Laura Jenny
Laura Jenny
14 Abril 2026, 10:59
6 min tempo de leitura
Traduzido e adaptado por Mafalda Vieira Santos.

Podes sempre recorrer ao Google Translate, mas a verdade é que não é tão prático como ouvir a tradução em tempo real, diretamente nos teus auriculares, enquanto alguém fala. É exatamente para isso que serve o modo Intérprete da Samsung, especialmente quando usado em combinação com os Samsung Galaxy Buds 4 Pro. Fomos testar esta funcionalidade durante uma visita guiada em japonês num museu coreano.

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O modo Intérprete da Samsung

Às vezes, é preciso contornar um pouco as regras para conseguir o que se quer. Com isto, não me refiro a estacionar num lugar reservado só para ires comprar pão num instante, mas sim a reservar uma visita guiada numa língua que não dominas. Tudo porque, de outra forma, não conseguirias visitar um determinado museu.

Se algum dia tiveres a oportunidade de ir a Suwon, na Coreia do Sul, a resposta de qualquer apaixonado por tecnologia tem de ser um redondo “sim”. É lá que podes visitar a Samsung Digital City, o local onde a marca desenvolve as suas novas invenções. Lá dentro, existe também o Samsung Innovation Museum, um espaço que eu estava ansioso por conhecer. O único problema? Eu não estava lá ao fim de semana, que é quando o museu está aberto ao público em geral.

A questão é a seguinte: podes visitar o espaço durante a semana, mas não podes circular livremente. Tens obrigatoriamente de reservar uma visita guiada. As opções disponíveis são em espanhol, inglês, coreano e japonês. Como eu só tinha um dia em Suwon, tive de me contentar com a visita que estava disponível naquele preciso momento.

Felizmente, ainda havia um lugar. No entanto, eu sabia que o meu japonês, apesar de até arranhar algumas palavras, não era minimamente suficiente para acompanhar uma explicação rápida num museu. No fundo, não é bem a mesma coisa que pedir uma mesa num restaurante.

Decidi confiar na tecnologia. Pensei para mim mesmo: com o modo Intérprete, devo conseguir safar-me, certo? Há anos que vemos exemplos de traduções em tempo real através de smartphones e auriculares, por isso, esta era a altura ideal para testar a funcionalidade a sério.

Como um autêntico gigante ocidental no meio de um grupo de japoneses, lá fui eu passear pelo museu. Na mão, levava o S26 Ultra; nos ouvidos, os Buds 4 Pro. Para a guia, a situação foi um pouco insólita. De tal forma que me perguntou várias vezes se o sistema estava mesmo a funcionar bem. Chegou até a querer ler o ecrã comigo, por pura curiosidade. E vamos ser honestos: se estás no museu da Samsung, faz todo o sentido que explores o espaço com tecnologia da própria marca.

Podes encontrar facilmente o modo Intérprete da Samsung através da função de pesquisa do teu telemóvel. O processo é simples: primeiro, defines qual é a língua que está a ser falada e, de seguida, escolhes para que idioma queres a tradução.

A partir daí, o telemóvel fica a ouvir o que é dito. No ecrã, aparece primeiro a transcrição na língua original (neste caso, escrito em japonês) e, logo abaixo, surge a tradução na língua que escolheste (neste caso, o português, que funciona perfeitamente). Em teoria, podes usar esta função sem auriculares. No entanto, a grande vantagem dos Buds da Samsung é que ouves a tradução falada diretamente nos teus ouvidos. Assim, podes continuar a apreciar tudo o que há para ver no museu sem teres de estar sempre a olhar para o ecrã.

Interface de uma aplicação de interpretação em modo escuro, com instruções em neerlandês sobre o uso de auriculares e um ícone de microfone.

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Usar os ouvidos e os olhos

O sistema ainda demorou um pouco a arrancar, mas não houve problema, já que eu podia ir acompanhando o texto através do ecrã. Mesmo assim, notava-se que o telemóvel precisava de uns instantes para processar o áudio e perceber exatamente o que estava a ser dito. Dá uma vista de olhos nesta captura de ecrã, tirada logo depois de eu ter ativado a função:

Mão com unhas decoradas a segurar um telemóvel que ex ibe texto em japonês e a sua tradução para holandês num ecrã escuro.

Felizmente, esta hesitação inicial durou apenas cerca de um minuto. A partir daí, o sistema “apanhou” perfeitamente o tom de voz da guia. Vale a pena referir que ela usava um microfone e um pequeno altifalante para se fazer ouvir melhor no meio de um grupo tão grande, o que certamente ajudou a captação do som.

Mão a segurar um smartphone num ambiente escuro, exibindo texto em neerlandês e japonês num ecrã azul com controlos de reprodução.

Passado algum tempo, a tradução começou finalmente a chegar aos meus auriculares. Confesso que, no início, achei um pouco estranho ouvir uma voz masculina, visto que a minha guia era uma mulher. Mas depois pensei melhor: se calhar até é uma vantagem. Como as vozes são diferentes, consegues perceber perfeitamente quando ela volta a falar em fundo, indicando que vem aí informação nova.

É importante notar que a tradução não é 100% em tempo real. Por norma, a guia dizia primeiro algumas frases e, logo a seguir, a voz robótica do homem surgia no meu ouvido com a tradução. A verdade é que a dinâmica funcionou muito bem durante toda a visita. A única exceção foi quando a guia avisou que era proibido tirar fotografias a uma determinada área, e eu já estava de câmara na mão a disparar. Um bocado embaraçoso.

Mão segura telemóvel num museu com texto em neerlandês e japonês no ecrã. Ao fundo , veem-se pessoas e painéis de exposição iluminados.

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Ainda assim, este foi o único momento em que o modo Intérprete me deixou ficar mal. De vez em quando, surgia uma ou outra frase que não soava a um português muito natural, mas dava perfeitamente para juntar as peças e perceber a ideia. Não deixa de ser impressionante ver a rapidez com que a tecnologia capta o que está a ser dito, permitindo-te acompanhar uma visita guiada de uma hora na íntegra.

Claro que o contexto visual ajuda imenso. Estás a olhar para as peças no museu e, através da entoação da voz ou das gargalhadas do grupo, percebes logo quando algo é dito em tom de brincadeira. Essa componente humana continua a ser essencial na comunicação.

O meu veredicto final? Se puderes escolher, o ideal é visitares o museu ao fim de semana. Mas se, tal como eu, tiveres apenas uma oportunidade rápida durante a semana, o modo Intérprete vai ser o teu melhor amigo. Vais conseguir aproveitar a experiência ao máximo, especialmente se mantiveres os olhos bem abertos ao que te rodeia.

Ainda esta semana, vamos publicar aqui no Androidworld a análise completa aos Galaxy Buds 4 Pro. Enquanto esperas, podes ir lendo a nossa análise aos Galaxy Buds 4.

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