No mundo dos smartphones, há um tempo para tudo. Já demos as boas-vindas a tantas funcionalidades quantas aquelas de que nos despedimos. E, vamos ser honestos, se algumas deixaram saudade, a ausência de outras passou completamente ao lado. Afinal, o que é que já ficou pelo caminho?
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Funcionalidades dos smartphones
Os veteranos da tecnologia (e dos smartphones em particular) já viram passar muitas modas. O telemóvel evoluiu de um autêntico tijolo para um computador fino que guardas no bolso, com funcionalidades que mudam quase de ano para ano. Algumas inovações são fantásticas, enquanto outras nos fazem olhar para o passado com pura nostalgia. Está na hora de fazer um balanço: do que é que sentimos realmente falta e o que é que está muito bem lá atrás, no passado?
Uma das maiores perdas do design moderno é a bateria amovível. Hoje em dia, temos telemóveis resistentes à água graças a construções completamente seladas, mas perdemos a simplicidade de trocar a bateria em segundos quando a energia acabava. O conceito não desapareceu por completo, visto que algumas marcas mais pequenas continuam a apostar nele, perfeitamente conscientes de que a sustentabilidade é um fator diferenciador. O resto do mercado, porém, abandonou essa ideia, o que por vezes te obriga a trocar de telemóvel mais cedo do que gostarias.
Um tema sensível
E embora os antigos telemóveis de concha tivessem aquele estalo incrivelmente satisfatório ao fechar, a verdade é que os smartphones não precisam de voltar a esse formato compacto, por muito jeito que desse na carteira. Afinal, os modelos atuais já são finos e leves o suficiente para caberem no teu bolso ou na mochila, mesmo com ecrãs gigantes. A Samsung tenta manter esta nostalgia viva com os seus modelos desdobráveis, mas acabam por ser mais um gadget de luxo do que uma inovação essencial, ficando fora do orçamento de muita gente.
A entrada para auscultadores de 3,5 mm continua a ser um verdadeiro calcanhar de Aquiles. Os auriculares Bluetooth são sem dúvida práticos, mas ainda não conseguem igualar a estabilidade e a qualidade de áudio de um bom e velho cabo físico. Além disso, a remoção desta porta empurra-te para um mundo de adaptadores e custos extra com acessórios que têm uma vida útil limitada. As grandes marcas faturam bastante com estes gadgets sem fios, mas para os profissionais e os verdadeiros audiófilos, a ausência daquela simples entrada continua a ser uma enorme dor de cabeça.
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Um retrocesso na liberdade
No campo da segurança e do armazenamento, os resultados são mistos. Enquanto o iPhone, com o Face ID, cria um mapa 3D (relativamente) seguro do teu rosto, muitos telemóveis Android acabam por desiludir com um reconhecimento facial 2D bastante menos fiável. A juntar a isto, sentimos cada vez mais a falta da ranhura para cartões microSD, perfeita para transferir ficheiros pesados num instante, sem dependeres de ligações Wi-Fi instáveis. O fim do armazenamento físico acaba por te empurrar para serviços de cloud dispendiosos, o que sabe a um verdadeiro passo atrás no que toca ao controlo dos teus próprios dados.
Certas funcionalidades, como o sensor de infravermelhos, eram no fundo um truque engraçado para mudar de canal na televisão do café. Hoje em dia, os assistentes de voz e o Bluetooth assumiram esse papel, tornando o pequeno emissor físico obsoleto. Contudo, o desaparecimento do rádio FM é uma perda bem mais sentida, especialmente em zonas com fraca cobertura de rede. Os serviços de streaming dão imenso jeito, claro, mas em locais remotos, o recetor FM era aquela fonte fiável de informação e música que não exigia um plano de dados nem uma ligação Wi-Fi. No fundo, era e continua a ser a derradeira solução de recurso.
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Uma situação em que todos saem a ganhar
Outra coisa de que podes sentir muita falta são as pequenas luzes de notificação que costumavam viver nas molduras dos telemóveis. Acendiam assim que recebias uma mensagem, poupando-te o trabalho de estar constantemente a ligar o ecrã. É verdade que os modernos ecrãs always-on até podem não consumir um exagero de energia, mas gastam garantidamente muito mais bateria do que uma simples luzinha a piscar. Para além disso, bate aquela saudade do velho e fiável botão deslizante de notificações nos modelos da OnePlus, que deu agora lugar a uma espécie de botão de ação multifuncional.
Se falarmos de design, também há pormenores para os quais olhamos com nostalgia. As margens curvas dos ecrãs eram um pesadelo para muitos, mas hoje em dia quase que suspiramos por elas. E não seria fantástico se as lentes das câmaras voltassem a caber perfeitamente na estrutura do telemóvel? Já vimos no passado que é possível e que não precisam de sobressair de forma tão exagerada. Sim, isso faria com que os telemóveis ficassem um pouco mais grossos, mas a verdade é que também assentariam muito melhor na mão. Para nós, isto parece uma situação em que todos saem a ganhar, muito embora as fabricantes provavelmente não partilhem da mesma opinião.

