Motorola, Samsung e Google fazem dobráveis: estas são as principais diferenças entre os smartphones dobráveis

Sven Rietkerk
Sven Rietkerk
8 Janeiro 2026, 11:08
6 min tempo de leitura
Traduzido e adaptado por Mafalda Vieira Santos.

Cada vez mais fabricantes estão a aventurar-se no mercado dos dobráveis. A Samsung continua a ser, provavelmente, o maior player, e a Google também já marca presença sólida há alguns anos. Recentemente, ficámos a saber que a “mãe” de todos os dobráveis, a Motorola, também vai entrar nesta disputa. O Razr Fold deve chegar ao mercado em 2026 e apresenta especificações que rivalizam com a concorrência. Vamos pôr os três modelos lado a lado para que percebas as diferenças e descubras qual deles se adapta melhor ao teu estilo de vida.

Design e formato: quase idênticos

O Motorola Razr Fold aposta num design clássico. Quando fechado, comporta-se tal como o Fold 7 da Samsung e o Pixel 10 Pro Fold da Google: um smartphone normal com um ecrã externo. Ao abri-lo, desdobra-se numa superfície ampla. A Motorola posiciona o Razr Fold, tal como os rivais, como uma ferramenta de produtividade e criatividade. O grande trunfo? A marca faz questão de destacar o suporte para stylus.

A Samsung mantém-se fiel ao design já conhecido com o Galaxy Z Fold 7, mas refina-o ainda mais. A grande vantagem deste equipamento é a sua espessura, ou a falta dela. Com apenas 8,9 milímetros, é pouco mais grosso do que um S25 Ultra, por exemplo.

Já a Google opta, com o Pixel 10 Pro Fold, por um corpo ligeiramente mais largo. Isto resulta num ecrã externo que se sente mais natural na utilização diária, enquanto o ecrã interno está otimizado sobretudo para a integração de software e funcionalidades de IA. A abordagem da linha Pixel foca-se menos na inovação de hardware pura e dura, e mais na experiência global dentro do ecossistema Android.

Ecrãs e experiência de utilização

Os três modelos dispõem de grandes ecrãs internos com tecnologia LTPO e taxas de atualização elevadas, mas existem nuances importantes. O Razr Fold destaca-se com um ecrã interno ligeiramente maior, focado no multitarefa e no uso da caneta. A Motorola vende a ideia de uma estação de trabalho móvel, onde as apps se adaptam dinamicamente ao espaço disponível. Vamos ser honestos: não acreditamos que este Fold vá substituir um portátil, mas a Motorola parece apostada nesse caminho.

A Samsung continua a ser a referência no que toca à qualidade do ecrã. O Galaxy Z Fold 7 combina um brilho elevadíssimo com um suporte HDR robusto e uma calibração de cores excelente. Especialmente para consumo de multimédia e uso profissional, a Samsung mantém-se um passo à frente.

O Pixel 10 Pro Fold foca-se mais na consistência e na otimização de software. O ecrã trabalha em perfeita sintonia com funcionalidades específicas dos Pixel, como sugestões inteligentes de ecrã dividido e assistência contextual de IA. No fundo, o dispositivo brilha sobretudo pela facilidade de utilização.

Desempenho e software

Debaixo do capô, os três equipamentos correm com processadores de topo, mas os detalhes fazem a diferença. O Motorola Razr Fold e o Samsung Galaxy Z Fold 7 confiam nas mais recentes plataformas Snapdragon, focando-se na potência bruta de processamento e desempenho gráfico. Isto torna-os particularmente aptos para multitarefa pesada e aplicações exigentes.

A Google mantém-se fiel ao seu próprio chip Tensor no Pixel 10 Pro Fold. No papel, é menos potente, mas está fortemente otimizado para tarefas de IA, processamento de imagem e funções inteligentes do sistema. Na prática, isto traduz-se numa experiência fluida, especialmente no uso da câmara e nas tarefas do dia a dia. Ainda assim, mesmo o Tensor mais recente não está ao nível dos melhores chips Snapdragon, o que se nota sobretudo durante o uso intensivo, onde o Pixel 10 pode aquecer bastante.

Google Pixel 10 Pro Fold (links) Google Pixel 9 Pro Fold (rechts)

Ao nível do software, a Samsung oferece as possibilidades de multitarefa mais completas, a Motorola aposta em fluxos de trabalho criativos com suporte para caneta, e a Google destaca-se na automação inteligente e integração de IA. Mas atenção: a Samsung brilha verdadeiramente dentro do seu próprio ecossistema, ou seja, emparelhada com um Galaxy Watch ou um Galaxy Ring. A Google oferece uma experiência mais livre, correndo numa versão bastante “limpa” do Android 16. A Moto dispõe da Moto AI, mas de momento ainda não sabemos exatamente como isso vai funcionar na prática.

Câmaras para fotos incríveis

No departamento fotográfico, as marcas seguem caminhos distintos. A Motorola equipa o Razr Fold com três câmaras de 50 megapíxeis na traseira. Em teoria, isto dar-lhe-ia uma ligeira vantagem sobre o Pixel, mas não necessariamente sobre o Fold 7.

A Samsung aposta tudo no Galaxy Z Fold 7 com um sensor principal gigantesco de 200 megapíxeis. Este sensor capta mais detalhe e é apoiado pelo extenso processamento de imagem e funções de vídeo da marca, incluindo capacidades HDR avançadas. Especialmente no vídeo, a Samsung continua a ser muito forte.

Samsung Galaxy Z Fold 7 natureza

A Google escolhe, mais uma vez, a combinação de hardware sólido e software avançado. O Pixel 10 Pro Fold dispõe de uma resolução ligeiramente inferior de 48 megapíxeis na câmara principal, mas compensa com a sua poderosa fotografia computacional e uma teleobjetiva com maior zoom ótico. Em condições de luz difíceis e na fotografia com zoom, a Google leva muitas vezes a melhor.

Bateria e extras

É na bateria que as diferenças se acentuam. A Samsung mantém uma capacidade suficiente para um dia intensivo, mas sem deslumbrar. O Galaxy Z Fold 7 oferece um desempenho fiável, mas não está entre os dobráveis com maior autonomia, devido à sua bateria de 4.272 mAh.

A Google aborda a questão de outra forma, integrando uma bateria maior no Pixel 10 Pro Fold, com 4.821 mAh. É maior do que a do Fold 7, mas, pela nossa experiência, a diferença prática não é gigante. Vais ter de o carregar pelo menos uma vez por dia e, com uso intensivo, talvez mais. A grande mais-valia do Pixel é o Pixelsnap — basicamente, o MagSafe para o dispositivo da Google. Graças ao íman integrado, podes carregar o aparelho sem fios e usar uma série de acessórios magnéticos.

Carregador Pixelsnap com suporte e Pixel 10 lifestyle

Para o Motorola Razr Fold, os dados definitivos da bateria ainda não são conhecidos. Provavelmente, ficará na mesma linha do Fold 7 e do Pixel 10. Dependendo da otimização, a Motorola pode surpreender, mas para já é uma incógnita.

Qual é o ideal para ti?

No fundo, tudo depende das tuas prioridades. Se a fotografia é o mais importante para ti, o Fold 7 é uma aposta segura. Se procuras um dispositivo que funcione bem com todos os acessórios Android e valorizas o sistema Pixelsnap (ou MagSafe), a versão da Google é a escolha acertada. Quanto ao Motorola Razr Fold, é difícil recomendá-lo agora sem o termos testado. O que estes lançamentos mostram é que ainda há muito espaço para inovação nos smartphones, e nós cá estaremos para te manter a par de tudo.