A Google está à beira de um ano tecnológico intenso. Se 2025 nos trouxe a série Pixel 10 com uma integração de IA ainda mais profunda e nos apresentou o Android XR como uma nova plataforma, de 2026 esperamos ainda mais. Naturalmente, a expectativa em torno de novas soluções de software e hardware está em alta.
Smartphones Pixel: 10a e Pixel 11 na calha
Começamos com uma certeza: em 2026, novos smartphones Pixel chegarão ao mercado. Os primeiros rumores sobre o Pixel 10a já circulam e tudo indica que este dispositivo aterra na primeira metade do ano. Este telemóvel promete ser a alternativa mais acessível aos modelos de topo de 2025, seguindo a tradição da “série a”, com um preço que se espera comparável ao do seu antecessor, o Pixel 9a.

Segundo o que se diz nos bastidores, o Pixel 10a posiciona-se como um equipamento de gama média capaz de oferecer grande parte da experiência dos outros modelos 10, mas a um preço mais simpático. Há quem diga que a Google poderá optar por não utilizar o chip Tensor mais recente, recorrendo a uma geração anterior. Isto pode significar que o desempenho e as capacidades de IA do dispositivo serão ligeiramente mais modestos do que nos “irmãos” mais caros.
Para além do 10a, a Google está, muito provavelmente, a trabalhar na série Pixel 11. Esperamos que esta surja mais tarde em 2026, equipada com um processador mais robusto. A grande dúvida é se veremos já um Tensor G6 ou uma versão “vitaminada” do G5. De resto, pouco se sabe sobre estes equipamentos, mas é garantido que virão recheados de truques de IA, correrão o Android 17 e representarão um passo em frente face à família Pixel 10.
Grandes expectativas para o Android XR
Uma das evoluções mais fascinantes da Google para 2026 é a expansão do Android XR, a plataforma que estende o ecossistema Android aos dispositivos de Realidade Estendida (Extended Reality). Pensa no Galaxy XR que vimos em 2025, mas também nos novos óculos que se preparam para chegar ao mercado. A Meta ganhou algum avanço com produtos como o Meta Display, mas, verdade seja dita, estes produtos ainda não se massificaram por cá. É possível que 2026 traga mudanças nesse aspeto.
Claro que já existem óculos semelhantes, mas estes funcionam muitas vezes — especialmente quando combinados com Android — apenas como um ecrã extra, em vez de uma plataforma totalmente nova. A Xreal, por exemplo, já dá cartas neste campeonato.

Não será, por isso, coincidência que a Xreal esteja a colaborar com a Google nuns óculos inteligentes desenvolvidos a quatro mãos. Ainda não estão disponíveis, mas aqui na redação estamos ansiosos por testar esta tecnologia e perceber o impacto real que terá no dia a dia. O Project Aura trabalha também com o Gemini, por isso, quem sabe se não estamos perante os “Google Glass” com que sonhávamos há uma década. Infelizmente, ainda não há datas de lançamento nem preços para estes gadgets.
IA continua a ser o núcleo da experiência Google
A Inteligência Artificial deixou de ser apenas uma buzzword para a Google; é o pilar central da sua visão de futuro. A linha Pixel já recebeu um forte impulso com a integração do Gemini em 2025, e essa rota será, sem dúvida, mantida em 2026. Já falámos do Pixel 11, onde o Gemini deverá assumir um papel ainda mais preponderante. Para lá do (por vezes forçado) Circle to Search, a Google trabalha nos bastidores em aplicações de IA verdadeiramente impressionantes. Basta olhar para a sua simulação meteorológica ou para o DeepMind, que já valeu um prémio Nobel.
A IA desempenhará também um papel crucial no já referido XR. Na IFA, vimos óculos capazes de traduzir conversas em tempo real, e é exatamente isso que esperamos ver o Gemini fazer no futuro. Imagina uma visita guiada por Roma, Paris ou Londres potenciada pela combinação do Gemini com o Android XR. Juntos, podem fazer com que a IA acrescente algo genuinamente útil ao nosso quotidiano.
Plataformas e serviços
Mas nem só de hardware vive a Google. A gigante tecnológica continua a afinar o software e os serviços que usamos todos os dias. Esperamos que o Android 17 e os serviços subjacentes sejam ainda mais otimizados e que, através do Play System, Maps e Gemini, surjam novas funcionalidades que melhorem a conectividade entre dispositivos. Pode passar despercebido, mas a verdade é que o Google Maps recebeu uma quantidade gigantesca de atualizações em 2025.

E, claro, não nos podemos esquecer dos wearables. A chegada de uns novos Buds ou de um Pixel Watch 5 não seria propriamente uma surpresa, tal como os novos produtos para a casa inteligente que a Google lança regularmente. A concorrência nesta área não dorme, o que obriga a Google a manter o pé no acelerador da inovação.
Os desafios para 2026
Claro que nem tudo é um mar de rosas. Todo o setor tecnológico enfrenta um ano desafiante. Pensa, por exemplo, nos custos da memória RAM, que estão a subir em flecha. O Gemini precisa de muita memória para funcionar e é provável que isso se reflita no preço ou nas especificações da série Pixel 11. Da nossa parte, já estamos a contar com um aumento de preço significativo.
Em suma, 2026 promete ser um ano de convergência para a Google. Novos smartphones Pixel, uma nova geração de hardware XR e uma integração mais profunda da inteligência artificial entre dispositivos e plataformas. Esta fusão de smartphones, wearables e tecnologia AR posiciona a Google não apenas como fabricante de telemóveis, mas como um jogador decisivo no futuro da computação.