És fã daqueles pequenos ecrãs para selfies que se acoplam na traseira do smartphone? Se usas um Google Pixel, é melhor guardares a carteira. A verdade é que estes acessórios não funcionam nos telemóveis da Google — e há uma explicação muito lógica para isso.
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Os ecrãs para selfies e o problema com os Google Pixel
De certeza que já os viste a circular nas redes sociais. Falamos daqueles pequenos ecrãs que se fixam na parte de trás do telemóvel e que te permitem usar as câmaras principais — que são sempre as melhores — para tirar selfies impecáveis, vendo o resultado em tempo real. É um acessório incrivelmente prático para quem gosta de fotografia, mas tem um grande senão: não funciona nos telemóveis Google Pixel. E a gigante tecnológica tem os seus motivos.
O grande culpado desta incompatibilidade é a falta de suporte para o Miracast. Esta tecnologia foi criada pela Wi-Fi Alliance como um padrão de transmissão sem fios, permitindo que dispositivos Android e computadores Windows partilhem o seu ecrã com projetores, monitores ou televisões, sem precisarem de cabos pelo meio.
Miracast
Este protocolo aberto é amplamente utilizado por outras marcas. É exatamente por este motivo que o teu Pixel tem tanta dificuldade em ligar-se de forma nativa a uma televisão da Samsung ou da LG, como bem nota a Android Authority. É pena, porque quando olhamos para telemóveis como o Xiaomi 17 Pro — que infelizmente não deverá chegar ao nosso mercado —, a ideia de ter um ecrã traseiro parece genial. E não serve apenas para selfies, dando também imenso jeito para ver notificações rapidamente.
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Até podes pensar que um acessório destes seria o par perfeito para o futuro Pixel 10, aproveitando a tecnologia magnética Qi2 para o fixar de forma elegante. Mas, infelizmente, tudo indica que a próxima geração também vai desiludir neste aspeto. No fundo, o problema esbarra sempre no Miracast: é a ausência desta tecnologia que te impede de transmitir vídeo sem fios para smart TVs e ecrãs externos que não tenham o Chromecast integrado.
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Chromecast
A verdade é que a Google já suportou esta tecnologia, mas o Miracast foi abandonado há quase 10 anos — logo a seguir ao velhinho Nexus 5. A marca tomou esta decisão para dar prioridade ao seu próprio protocolo de transmissão (o Google Cast). Desta forma, a empresa mantém as rédeas curtas e garante um maior controlo sobre a qualidade da ligação. É uma estratégia compreensível, mas que acaba por tornar o ecossistema Pixel um pouco mais fechado e limitativo.