Opinião: Está na hora do Samsung Galaxy Note voltar

Wesley Akkerman
Wesley Akkerman
27 Janeiro 2026, 17:32
4 min tempo de leitura
Traduzido e adaptado por Mafalda Vieira Santos.

Vamos ser honestos: embora já utilizemos (ou desejemos) os modelos Ultra da Samsung há alguns anos, muitos utilizadores recusam-se a vê-los como os verdadeiros herdeiros da antiga linhagem Galaxy Note. Mas… e se essa gama icónica regressasse?

O regresso do Samsung Galaxy Note

Estamos no início de 2026 e o mercado de smartphones está, esperemos, à beira de um ano repleto de inovações. Enquanto aguardamos a revelação da série Galaxy S26, uma grande fatia dos fãs leais da Samsung continua com um sentimento de vazio. Para muitos, os atuais modelos Ultra não são os sucessores legítimos da lendária série Galaxy Note, mas antes uma solução de compromisso. Seria fantástico se a Samsung reconhecesse este grupo de utilizadores mais uma vez, nem que fosse numa edição especial. Mas o que poderíamos esperar desse regresso?

Uma viagem no tempo

Durante anos, a série Galaxy Note foi a montra do que era tecnologicamente possível num smartphone. Desde a estreia do primeiro Note em 2011, a Samsung foi empurrando as fronteiras da produtividade e da conveniência. Lembra-te do Galaxy Note 9, que muitos utilizadores ainda consideram o dispositivo mais completo de sempre. Ou da icónica edição Galaxy Note 10+ Rise of Skywalker, que marcou uma posição não só pelas especificações, mas também pelo design arrojado. O Note não era um telemóvel qualquer; era uma ferramenta multifuncional pensada para o verdadeiro power user.

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samsung galaxy note star wars
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Desde que a Samsung decidiu “matar” a série Note em 2020, após o lançamento do Note 20 Ultra, a S Pen foi integrada nos modelos Ultra da série Galaxy S. É verdade que a caneta está lá, mas a alma do conceito parece ter desaparecido. Muitos veteranos do Note admitem que o atual Galaxy S25 Ultra é um excelente smartphone, mas descrevem-no frequentemente como “um Galaxy S com uma caneta” em vez de uma verdadeira máquina de produtividade. O foco mudou para as inovações nas câmaras e para as molduras de ecrã cada vez mais finas, enquanto as funcionalidades práticas que tornavam o Note único foram ficando para segundo plano.

Chegou a hora do regresso

2026 seria o ano ideal para o renascimento do Note. A gama da Samsung está agora suficientemente madura para acomodar um dispositivo de nicho. Vemos os modelos S convencionais no início do ano, os dobráveis no verão e o novo Galaxy Z TriFold a servir de estandarte tecnológico. Um Galaxy Note renovado encaixaria na perfeição como um lançamento de outono: um equipamento que ignora as tendências estéticas e aposta tudo na funcionalidade pura e na facilidade de uso para o profissional exigente.

Poder-se-á argumentar que a Samsung estaria a canibalizar as vendas do Ultra, mas isso talvez servisse apenas para clarificar a verdadeira proposta desse aparelho. O novo Note poderia recuperar especificações que foram cortadas noutros modelos. Imagina um ecrã plano de 6,9 polegadas com resolução QHD+, ideal para escrever com a S Pen. Debaixo do capô, encontraríamos o Snapdragon 8 Elite Gen 5 (ou superior), emparelhado com 16 GB de RAM e — o sonho de muitos — uma ranhura micro-SD para expansão até 2 TB. Assim, não ficas refém apenas das opções de armazenamento que o fabricante decide vender.

O regresso das funções que amamos

Uma das grandes lacunas da atual implementação da S Pen é a falta de funcionalidade Bluetooth total em todos os cenários. Sim, podes usar a stylus na linha Ultra, mas o Note deveria ter acesso total às Air Actions para maximizar a produtividade, idealmente com uma versão de Bluetooth ultraeficiente. Para o utilizador Note, a caneta foi sempre uma extensão indispensável do smartphone, fosse para tirar fotografias à distância ou para controlar apresentações em reuniões através de uma experiência DeX melhorada.

Além disso, seria incrível se o Samsung Galaxy Note reintroduzisse a entrada de auscultadores de 3,5mm com um DAC Hi-Fi. Desta forma, os audiófilos teriam finalmente uma escolha no mercado de topo, sem dependerem exclusivamente da Sony, do Bluetooth ou de adaptadores. Com uns bons auscultadores com fio, terias acesso à melhor qualidade de áudio possível. Outras inovações esquecidas, como o scanner de íris e o LED de notificações, também mereciam voltar à moldura superior. Este Note não precisa de ser o mais fino ou o mais bonito; precisa, acima de tudo, de ser funcional.

O gigante contra-ataca?

A verdade é que a Samsung tem todos os recursos e a expertise necessária para tornar este sonho realidade. Ao posicionar a série Galaxy S como o “tudo-em-um” elegante e reintroduzir o Note como a máquina móvel definitiva para entusiastas, a empresa conseguiria, em teoria, servir ambos os mercados de forma exemplar. O ano de 2026 poderia entrar para a história como o momento em que a Samsung voltou a ter a coragem de apostar no utilizador que não se contenta com menos. Sinceramente, não acreditamos que vá acontecer, mas o cenário ideal está montado.