Com a popularização dos smartphones tradicionais, perdemos alguma diversidade no design dos telemóveis. Felizmente, as fabricantes investem há anos nos dobráveis, mas a verdade é que as primeiras gerações deixavam muito a desejar. Será que o cenário já mudou?
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Dobráveis práticos
No fundo, os telemóveis dobráveis são fantásticos. Com o passar do tempo, a maioria dos smartphones convergiu tanto no design que hoje parece que nadamos num mar de retângulos idênticos. Com os formatos em concha (flips) e em livro (folds), tens finalmente algo diferente para escolher. Hoje em dia, já oferecem muito mais do que um simples truque de marketing, mantendo sempre o essencial em mente. Alguns modelos, como os flips, são incrivelmente práticos porque podes dobrá-los ao meio. Assim, cabem muito melhor numa carteira ou no bolso das calças e evitas andar com um equipamento pesado atrás.
Além disso, os dobráveis trazem outra grande vantagem: podes utilizá-los de várias formas. Não só através do ecrã interior, mas também pelo ecrã exterior mais pequeno, o que significa que muitas vezes nem precisas de abrir o telemóvel. Podes pesquisar algo rapidamente, controlar a música ou responder a uma mensagem. Nalguns modelos a funcionalidade desse ecrã exterior é mais limitada (a Samsung é um bom exemplo disso), mas isso até pode jogar a teu favor. Afinal, significa menos distrações e menos confusão no dia a dia.
Durabilidade e utilização
Como apaixonados por tecnologia, smartphones e pelo mundo Android, os dobráveis conquistam-nos logo à partida. Contudo, temos de manter o espírito crítico, especialmente no que toca à qualidade de construção e, muito em particular, ao mecanismo da dobradiça. Embora nunca nos tenha acontecido pessoalmente, ouvimos por vezes relatos de dobradiças que cedem. Os modelos da Samsung, Motorola e Google já levam várias gerações de avanço, mas ainda não atingiram a perfeição. Por esse motivo, mantemos algumas reservas no que diz respeito à durabilidade a longo prazo.
Quando comparamos a nossa experiência com a de outros utilizadores online, deparamo-nos com queixas muito semelhantes. A bateria descarrega consideravelmente mais depressa do que num smartphone tradicional. O carregamento também demora mais do que seria desejável, o que, de certa forma, faz sentido. Os dobráveis têm dois ecrãs para alimentar. Além disso, o mecanismo da dobradiça é complexo e ocupa bastante espaço físico, deixando menos margem para a bateria. Esperemos que as novas baterias de silício-carbono possam vir a ser a solução para este obstáculo.
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Adaptar e seguir em frente
Mas vamos ser honestos: a maioria de nós acaba por ligar o telemóvel ao carregador todos os dias, mesmo quando não é estritamente necessário. Como essa rotina já está enraizada, na prática pouco muda, exceto quando estás em viagem e não tens uma tomada por perto. Além disso, o carregamento rápido é um luxo e não uma necessidade absoluta, até porque a longo prazo não faz muito bem à saúde da bateria. Carregar de forma mais lenta acaba por ser mais sustentável. Feitas as contas, é apenas uma questão de hábito e adaptação, porque na sua essência os dobráveis têm um excelente desempenho.
No uso diário, como utilizador moderno de smartphones, dificilmente vais sentir qualquer limitação. O verdadeiro choque pode surgir apenas se o ecrã se avariar. E aqui não estamos a falar de um ou outro pixel morto. Se um ecrã dobrável ceder de vez, ficas totalmente dependente da marca para a reparação. Recomendamos sempre que contactes o vendedor quando surgem problemas, mas se o período de garantia já tiver expirado, a substituição de um painel dobrável sai consideravelmente mais cara do que a de um ecrã plano convencional.
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Dobráveis: valem a pena?
No fim de contas, a decisão de investir ou não num dobrável é inteiramente tua. Contudo, com base na nossa própria experiência, podemos afirmar que estes equipamentos já atingiram uma maturidade perfeitamente adequada para o utilizador comum. Dito isto, se tens uma rotina muito agitada com crianças, és um adolescente mais descuidado com os teus gadgets ou praticas desportos radicais, a fragilidade destes dispositivos pode não ser a melhor combinação para ti. Quando o ecrã parte, a fatura final costuma ser bastante salgada, e por vezes isso acontece mesmo dentro do período de garantia, infelizmente.
E ainda nem tocámos na barreira financeira. De forma geral, os dobráveis são mais caros do que os smartphones tradicionais, o que os coloca fora do orçamento de muitos consumidores. Além do preço do equipamento, é provável que queiras investir numa boa capa de proteção e num seguro, para evitar surpresas desagradáveis. Ainda assim, a verdade é que estes telemóveis já oferecem muito valor pelo dinheiro que custam. O software corre de forma fluida, as câmaras captam fotografias de excelente qualidade e o hardware é suficientemente robusto. Por isso, se tens curiosidade e o orçamento permite, podes perfeitamente dar o salto.
