Samsung Galaxy Z Fold 8 em foco: será esta a foto mais nítida de sempre?

Laura Jenny
Laura Jenny
24 Julho 2026, 12:14
8 min tempo de leitura
Traduzido e adaptado por Mafalda Vieira Santos.

O Samsung Galaxy Z Fold 8 pode não ter as câmaras de topo do Fold 8 Ultra, mas todos sabemos que a marca sul-coreana resolve muitos desafios fotográficos com a ajuda da Inteligência Artificial (IA). Foi com isto em mente que levámos o smartphone para dar uma volta por Londres. O resultado? As fotos que partilhamos contigo abaixo, tiradas exclusivamente com o Galaxy Z Fold 8.

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Fotografar com o Samsung Galaxy Z Fold 8

Fotografar com o Galaxy Z Fold 8 é uma experiência bastante agradável. O ecrã é um pouco mais largo, é verdade, mas consegues segurá-lo perfeitamente. Já vi quem prefira tirar fotos com o telemóvel totalmente aberto, numa espécie de estilo “boomer”, mas confesso que não é a minha onda e até tem um ar um pouco estranho. Dito isto, há uma vantagem inegável: consegues ver a foto num formato muito maior. E isso leva-nos a um ponto curioso: as imagens captadas com este smartphone ganham uma vida diferente nas redes sociais em comparação com o ecrã grande, como as que vês aqui neste artigo.

Outro detalhe que salta à vista é a abordagem da Samsung às marcas de água nas fotos, que não é propriamente a mais elegante. O ideal seria ter uma discreta faixa branca por baixo da imagem, com informações úteis sobre a marca, a objetiva e o modo utilizado. Em vez disso, a Samsung limita-se a espetar um “Samsung Galaxy Z Fold8” em letras brancas sobre a própria foto. Podes personalizar esse texto, o que até dá jeito, mas a verdade é que acaba por não transmitir grande informação.

Como sabes, o Galaxy Z Fold 8 não vem artilhado com tantas câmaras como o modelo Ultra. Na traseira, encontras uma câmara principal de 50 megapixels e uma objetiva ultra grande angular, também de 50 megapixels, e ficamos por aqui. Na frente, tens à disposição uma câmara para selfies de 10 megapixels. Aproveitei para tirar uma foto com ela, mais do que tudo para te mostrar como a Galaxy AI permite aplicar filtros bem divertidos à imagem:

Há ainda um fenómeno curioso, muito comum em telemóveis de gama média (embora este custe uns valentes 2.000 euros). As fotos ficam com um aspeto incrível nas redes sociais ou quando aumentas o brilho do ecrã. Em dias de sol, os resultados costumam ser excelentes. Nas imagens abaixo, consegues perceber perfeitamente como o contraste entre as águas castanhas do rio Tamisa e o azul do céu é reproduzido com grande nitidez.

À procura do equilíbrio

Por outro lado, nota-se que as zonas onde o sol não bate diretamente ficam muito escuras com facilidade. O exemplo mais evidente é a foto da icónica Tower Bridge. A imagem tirada a favor da luz está deslumbrante, mas a que foi tirada contra o sol parece quase uma silhueta. Não é o fim do mundo, claro, mas é o tipo de situação em que o Fold 8 Ultra se sai bastante melhor. No fundo, isto não faz do Fold 8 um mau telemóvel para fotografia, muito longe disso. Apenas significa que a experiência é um pouco menos imediata. Tens de te esforçar um pouco mais para encontrar o ângulo certo e a luz ideal.

Como podes ver nas galerias, não faltam fotos com excelente qualidade. Se o teu objetivo não é imprimir as imagens num cartaz gigante para pendurar na sala, mas sim partilhá-las no Instagram ou no WhatsApp, este smartphone é um companheiro de bolso espetacular. E, diga-se de passagem (algo que exploraremos a fundo na nossa análise completa), o formato deste dispositivo é fantástico e tem muito para oferecer.

Um pormenor que me chamou a atenção é o que acontece quando publico as fotos no Instagram e ajusto ligeiramente o formato. Por vezes, surge uma espécie de textura indesejada. Podes notar isso um pouco na selfie que partilhei acima e em várias fotos de edifícios. Dá a sensação de que há um excesso de nitidez (o chamado over-sharpening). Surgem pequenas linhas brancas na imagem ou contornos que parecem ligeiramente irregulares. A verdade é que não acontece em todas as fotos, mas quando acontece, torna a imagem um pouco menos natural. Não é bem um grão fotográfico, é mais uma nitidez levada ao extremo, com um aspeto um pouco artificial.

Quanto ao modo retrato, o telemóvel não é demasiado agressivo na sua aplicação. Ainda assim, garante um desfoque (blur) evidente no fundo, focando a atenção e a nitidez no objeto em primeiro plano, ou vice-versa, dependendo de onde tocas no ecrã. A foto do guarda-costas, por exemplo, parece-me muito bem conseguida. O software percebe perfeitamente onde deve terminar o desfoque e onde deve começar a nitidez.

Zoom

A Samsung gosta sempre de destacar a sua Nightography, ou seja, a capacidade de tirar grandes fotos noturnas. No entanto, temos de ser honestos: este smartphone não é propriamente um craque a fazer zoom à noite. Consegues aproximar a imagem, sem dúvida, mas o resultado final acaba por ficar visivelmente pixelizado. Na foto do armazém, por exemplo, nota-se uma forte intervenção da IA. No momento de disparar, pensas logo “isto não vai dar em nada”, mas o resultado acaba por surpreender pela positiva.

É aqui que entramos num debate comum entre os entusiastas da fotografia: até que ponto é aceitável que a Inteligência Artificial assuma o controlo? No fundo, acho que é uma questão de gosto pessoal. Eu não me incomodo muito com essa ajuda extra, desde que a imagem final reflita aquilo que os meus olhos viram e a IA não desate a inventar detalhes que simplesmente não estavam lá.

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Nightography

Como acabei de referir, a noite nem sempre é o cenário perfeito para este telemóvel. Ainda assim, acho que tira fotografias noturnas bastante bonitas, mesmo quando tens de lidar com várias fontes de luz diferentes. A verdade é que existem dispositivos muito mais baratos no mercado que fazem um trabalho superior neste aspeto, como alguns modelos de gama média da Xiaomi na casa dos 500 a 600 euros. E isso é um pouco frustrante. No Fold 8, a experiência é um pouco imprevisível. Aquele azul excessivo no céu da fotografia dos edifícios (tirada de baixo para cima) é claramente forçado, mas na foto lateral do mesmo edifício já não incomoda tanto.

Por outro lado, na imagem que vês logo abaixo ao centro, o céu está simplesmente deslumbrante. Ou seja, tens definitivamente todo o potencial para tirar fotos fantásticas no escuro. Apenas precisas de aceitar que a foto perfeita não vai sair de forma automática ao primeiro clique. O segredo é teres um pouco mais de paciência e dedicares tempo a cada disparo.

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Feitas as contas, a IA é uma excelente aliada neste smartphone, mesmo sabendo que nem todos vão adorar a sua intervenção. Podes criar efeitos muito engraçados com ela, como o exemplo do Big Ben que mostramos abaixo. Fotografar com o Galaxy Z Fold 8 acabou por ser uma surpresa agradável para mim. Contudo, exige que te esforces um bocadinho mais do que estarias à espera num topo de gama, especialmente se o comparares com “pesos pesados” como o Galaxy S26 Ultra ou o anterior Z Fold 7.

Cheguei mesmo a perguntar à Samsung por que motivo não incluíram as câmaras do modelo Ultra neste telefone. A resposta? Claro que era possível, mas a marca optou deliberadamente por um módulo fotográfico um pouco mais contido para manter o dispositivo “acessível”. Não sei até que ponto a maioria das pessoas olha para um preço de 1.999 euros e pensa em acessibilidade, mas a Samsung tem uma estratégia muito bem definida para os seus dobráveis. O Fold 8 Ultra destina-se a quem exige o máximo da sua máquina, focado em multitarefa e no melhor desempenho possível. Já o Z Flip 8 aponta para um público que procura um telemóvel divertido, ideal para criar e consumir conteúdos.

Fotografia com um toque de desafio

O Fold 8, com o seu formato quase perfeito, encaixa-se exatamente no meio destas duas realidades. Como referi antes, é um telemóvel apaixonante e perfeitamente capaz de captar imagens fantásticas. Apenas não te entrega tudo de bandeja como o seu irmão mais luxuoso, fruto das escolhas técnicas da marca sul-coreana. Se fores daquelas pessoas que adora brincar com os ângulos e a luz para conseguir a foto ideal, isto não será um problema para ti.

Além disso, há muitos utilizadores que não ligam assim tanto à fotografia no telemóvel, ou que preferem fazer a magia acontecer depois, na edição. Para esses, as câmaras do Fold 8 chegam e sobram. Claro que, nas próximas semanas, durante a nossa análise completa, teremos de colocar à prova outros pormenores cruciais, como a autonomia da bateria e a usabilidade do ecrã exterior. Uma coisa é certa: depois destas aventuras fotográficas por Londres, ficámos com imensa vontade de continuar a explorar tudo o que este dobrável tem para oferecer.

Smartphone de cor lavanda com duas câmaras traseiras, deitado sobre folhagem verde e avermelhada.

Comprar o Samsung Galaxy Z Fold 8

O Samsung Galaxy Z Fold 8 está disponível nas cores Lavender (lavanda), Cream (creme) e Graphite (grafite), contando ainda com a versão especial Pistacchio (pistáchio) em exclusivo online. O preço recomendado começa nos 1.999 euros para a versão de 256 GB e vai até aos 2.199 euros para a versão de 512 GB. O aparelho chega às lojas no dia 7 de agosto.