4 funcionalidades que esperamos ver no Aluminium SO

Wesley Akkerman
Wesley Akkerman
5 Dezembro 2025, 8:49
4 min tempo de leitura
Traduzido e adaptado por Mafalda Vieira Santos.

Nos bastidores, a Google está a desenvolver o Aluminium OS. O objetivo é levar o Android para os computadores, mas o sistema operativo poderá também chegar a portáteis e até a tablets. Parece promissor, mas, para ter sucesso, precisa de algumas funcionalidades essenciais. Eis as que consideramos cruciais.

Aluminium OS: o Android a caminho do PC

Com o Aluminium OS, a Google está a criar um novo sistema operativo baseado em Android, concebido especificamente para portáteis e tablets. O principal objetivo é substituir gradualmente o ChromeOS e oferecer uma experiência Android completa no PC. Isto permitirá que as aplicações Android que já usas funcionem sem falhas, simplificando a transição entre o teu smartphone e o desktop.

Os planos da empresa incluem o suporte para diferentes gamas de hardware, desde os dispositivos mais acessíveis aos mais potentes. O primeiro lançamento público está previsto para 2026.

Um elemento que se destaca é a profunda integração de inteligência artificial (IA) no núcleo do sistema, provavelmente através do já conhecido Google Gemini. Embora o ChromeOS e o Aluminium OS venham a coexistir durante algum tempo, a intenção final é que a Google tenha uma única plataforma dominante. A transição será faseada para evitar problemas a escolas e empresas, e ainda não é certo que todos os Chromebooks atuais recebam a atualização.

Funcionalidade perfeita entre dispositivos

Para que o Aluminium OS seja um sucesso, o suporte perfeito entre diferentes dispositivos é, na nossa opinião, absolutamente essencial. Não queres apenas transferir aplicações, mas também sincronizar contactos, conversas e todo o tipo de tarefas entre o teu telemóvel Android e o PC de forma instantânea.

Se a Google se inspirar na funcionalidade Handoff da Apple, seria espetacular. Poderias, por exemplo, transferir uma rota de navegação do Google Maps diretamente para o teu telemóvel (sem passos extra) ou passar a tua videochamada de um dispositivo para outro sem qualquer interrupção. Simplesmente divinal.

Gestão de janelas fluida e inteligente

Focando-nos agora num único dispositivo, é crucial que a Google ofereça uma boa gestão de janelas. O Android 16, no seu modo desktop, talvez nos dê um vislumbre do que está para vir, mas as primeiras experiências mostram que carece de funcionalidades essenciais. Funções como múltiplos desktops, suporte para monitores externos e um gestor de tarefas são, a nosso ver, indispensáveis.

Além disso, a Google ainda tem margem para melhorar no que toca a um multitasking claro e organizado. Esperemos que a empresa aproveite esta oportunidade para criar algo verdadeiramente notável.

<h1>Produtividade com o Google Drive</h1>

O modo offline tem de ser prioridade

Como sucessor do ChromeOS, o Aluminium OS tem de ser um verdadeiro “cavalo de batalha” — fiável mesmo sem ligação à internet. Embora os Chromebooks já ofereçam algumas capacidades offline, o sistema continua a ser limitado. Uma experiência de desktop completa deve funcionar sempre bem, mesmo em locais remotos.

Esperamos, por isso, que a Google garanta que certos ficheiros estejam sempre disponíveis localmente, sem que tenhas de ativar essa opção manualmente (tal como acontece no Windows). Se depois quiseres sincronizar algo, ótimo, mas o funcionamento offline deve ser a norma, não a exceção.

Claro que, para isso, precisamos de capacidade de armazenamento suficiente. Muitos Chromebooks têm pouco espaço disponível, o que os impede de substituir um verdadeiro PC para muitos utilizadores. Há quem queira guardar vídeos, fotos e jogos sem se preocupar com o espaço. O Aluminium OS não se pode tornar apenas um portal para os serviços online da Google, como por vezes acontece com o Android e o ChromeOS. Seria também ideal que pudesses escolher livremente os teus próprios serviços de nuvem e aplicações.

E talvez… aplicações do Windows?

E já que estamos a fazer pedidos, não podemos deixar de lançar esta ideia para o ar: suporte para aplicações do Windows no Android. Muitos programadores focam-se no caminho inverso, mas por vezes seria fantástico se o Windows e o Android se aproximassem ainda mais — e o Aluminium OS pode ser o produto dessa união. A Google provavelmente não oferecerá suporte direto ao Windows, mas pode criar as ferramentas para que isso aconteça.

O Linux, com ferramentas como o Wine e o Proton, já provou que isto é tecnicamente viável. Adicionar este suporte seria um enorme desafio técnico, especialmente devido às diferentes arquiteturas de CPU (ARM versus x64), mas seria incrível se, no futuro, pudesses jogar os teus jogos favoritos ou usar aquele software específico do Windows no teu dispositivo.

No final de contas, o Aluminium OS tem de servir de ponte entre o mundo móvel e o do PC. O seu sucesso dependerá da forma como a Google conseguir implementar estes requisitos básicos: desde a sincronização perfeita à fiabilidade offline e a um multitasking superior.