O dia 1 de novembro já passou e, para muita gente, é o sinal oficial para voltar a ligar o aquecimento. Com o inverno à porta, é a altura ideal para verificares se o teu termóstato inteligente está pronto para a ação. Depois de um verão de folga, é provável que precise de alguma atenção. Neste artigo, deixamos-te algumas dicas essenciais para configurares o teu sistema como um profissional e enfrentares os dias frios com o máximo conforto.
Configurar o termóstato para o inverno
Um termóstato inteligente não serve apenas para garantir conforto; pode ser também o teu melhor aliado na poupança. Afinal, permite-te aquecer a casa antes de acordares — para não teres de sair da cama a tremer de frio — mas também te deixa desligar o aquecimento remotamente se te esqueceres dele ligado ao sair para o trabalho. Se a tua vida segue um ritmo certo, podes definir um horário fixo para garantir que não gastas energia sem necessidade. Com as dicas que se seguem, vais conseguir tirar ainda mais partido do teu equipamento.
Cria um horário semanal realista
O grande perigo de criar programações é que, muitas vezes, baseamo-nos no que gostaríamos de fazer, e não na realidade. É muito fácil prometer que, a partir da próxima semana, vais ao ginásio cinco vezes. Se o fizeres, fantástico! Mas a vida tem o hábito de se intrometer. Antes de configurares o teu programa semanal, o mais sensato é analisares a semana anterior: quando é que realmente aumentaste a temperatura? Quando é que precisaste mesmo de calor?
Se chegas do trabalho, jantas a correr e segues logo para o ginásio, talvez não faça sentido ter o aquecimento ligado durante essa hora. Por outro lado, se nas últimas seis semanas planeaste ir ao cinema à terça-feira, mas acabaste sempre no sofá a ver séries, então se calhar é melhor garantires que a sala está quentinha nessa noite específica.
No fundo, é uma questão de prioridades: queres a casa quente para os teus rituais matinais, como a meditação e um duche longo, ou és daqueles que sai de casa em quinze minutos, vestido e com uma tosta na mão? Nesse caso, aquecer a casa de manhã seria um desperdício. Olha bem para a tua rotina e ajusta o termóstato a ela. Existem até equipamentos que fazem esse trabalho por ti: marcas como a Honeywell e a Tado têm termóstatos inteligentes que analisam os teus hábitos e, ao fim de uma ou duas semanas, já sabem exatamente o que esperar das tuas necessidades de aquecimento.

Mantém tudo atualizado
Enquanto o teu smartphone recebe atualizações automáticas com frequência, os gadgets de casa inteligente (Smart Home) costumam ser um pouco mais esquecidos. Aproveita a mudança de estação para verificar se o teu termóstato tem a versão de firmware mais recente instalada. Isto não só mantém possíveis hackers longe da tua rede, como garante que tens acesso a todas as novas funcionalidades.
E já que estás com a mão na massa, aproveita para fazer a manutenção física: sangrar os radiadores, verificar a pressão da caldeira e, se necessário, chamar um técnico para uma revisão são passos que fazem toda a diferença na eficiência.
Desliga o aquecimento mais cedo
Ao final da noite, a casa geralmente precisa de menos energia, pois já acumulou calor durante a tarde e o serão. Além disso, é boa ideia não teres a casa demasiado quente na hora de ir para a cama. Primeiro, porque a maioria das pessoas dorme melhor num quarto ligeiramente mais fresco. Segundo, porque durante a noite perdes menos calor pelas janelas, já que as cortinas fechadas funcionam como uma camada extra de isolamento.
Contudo, uma ressalva importante: se tens uma casa muito bem isolada ou utilizas uma bomba de calor, evita deixar a temperatura cair a pique durante a noite. Se o fizeres, o sistema terá de trabalhar em esforço na manhã seguinte para recuperar o conforto térmico, o que gasta mais energia. Nestes casos, baixar apenas um ou dois graus é a estratégia mais eficiente.
Usa o geofencing
Já ouviste falar de geofencing? O nome pode parecer técnico, mas o conceito é simples. Muitos termóstatos inteligentes conseguem ajustar o aquecimento baseados na tua localização. Quando sais de casa, o aparelho deteta que te afastaste e para de aquecer; quando estás a chegar, ele volta a ligar para te receber no quentinho.
Desta forma, evitas aquecer paredes vazias quando não estás lá. É a solução ideal para quem vive sozinho ou tem horários muito irregulares. Como o geofencing funciona através do GPS do teu smartphone, desde que o leves contigo, o termóstato saberá sempre quando deve trabalhar.
Define limites de temperatura
Segundo os especialistas em habitação, nunca deves deixar a temperatura da casa descer abaixo dos 15 graus. Se o fizeres, corres o risco de criar humidade e bolor nas paredes. Por isso, define os 15 graus como a tua temperatura base e ajusta a partir daí. Há também quem prefira definir uma temperatura máxima bloqueada, para evitar que a casa fique desnecessariamente quente e a fatura da energia dispare.
Passados alguns dias ou semanas, volta a verificar as definições. Estás confortável? O sistema está a funcionar como esperavas? Mantém o consumo debaixo de olho e, se necessário, faz pequenos ajustes ao teu horário.
Aquecer de forma inteligente
Se o teu objetivo é reduzir a fatura, podes optar por uma abordagem diferente: em vez de aqueceres a casa toda, aquece-te a ti. Uma almofada ou manta térmica (como as da Stoov) é um excelente investimento para quem passa muito tempo sentado no mesmo sítio, seja a trabalhar ou no sofá. Outra opção são as válvulas termostáticas inteligentes para os radiadores (como as da Bosch), que te permitem aquecer apenas divisões específicas, em vez da casa inteira.
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