O Google Maps é a aplicação de navegação de eleição no carro para muitas pessoas, mas a verdade é que também oferece imensas possibilidades para quem gosta de caminhar ou andar de bicicleta. Especialmente em Portugal, onde adoramos aproveitar o tempo livre ao ar livre, podes usar o Google Maps de forma muito mais inteligente do que imaginas. Neste artigo, explicamos como tirar o máximo partido da aplicação para os teus passeios a pé ou de bicicleta. Desde as definições certas até funcionalidades úteis que vão melhorar os teus percursos.
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Escolhe a opção certa
Pode parecer óbvio, mas é fácil deixar a navegação no modo automóvel por engano. Isso faz com que recebas rotas desadequadas para ciclistas ou peões. Assim que introduzes um destino, tens a opção de escolher o meio de transporte na parte inferior do ecrã. Seleciona a opção de caminhada ou bicicleta. O Google Maps passa a ter em conta trilhos, ciclovias e situações de trânsito relevantes para ti. Isto é especialmente importante para quem anda de bicicleta, pois a aplicação evita estradas movimentadas e dá prioridade às ciclovias.
Dito isto, é preciso fazer uma pequena ressalva. Por vezes, o Google não distingue perfeitamente se uma ciclovia é alcatroada e em boas condições ou apenas um caminho de terra no meio do mato. Mas podes verificar isto facilmente. Depois de escolheres a rota, toca no ícone de Tipo de mapa no canto superior direito. Seleciona Satélite e faz zoom. Assim, consegues ver claramente se o percurso é feito em asfalto liso ou num caminho de terra batida.


Usa o mapa de ciclismo para teres uma visão mais clara
Existe outra forma de evitar surpresas e não ires parar a um caminho de terra por engano. O Google Maps tem uma camada especial dedicada ao ciclismo que podes ativar. Com ela, percebes num piscar de olhos por onde passam as ciclovias. Esta camada mostra diferentes tipos de vias, como ciclovias separadas, faixas partilhadas e estradas normais onde tens de circular junto aos carros. Isto ajuda-te a avaliar a segurança e o conforto do trajeto.
Para ativares esta função, toca no ícone das camadas no canto superior direito e escolhe ‘Ciclismo’. Vais reparar que o mapa se enche de linhas verdes. Cada uma significa algo diferente, mas a aplicação não explica isso de forma direta. Felizmente, nós damos uma ajuda. As linhas verde-escuras representam rotas sem trânsito automóvel. As linhas verdes contínuas indicam estradas com carros, mas com uma ciclovia separada. Uma linha verde tracejada significa que a estrada é amiga das bicicletas (não tem faixa exclusiva, mas é segura para pedalar). Por fim, as linhas verdes pontilhadas são caminhos não pavimentados. Ou seja, nada de asfalto liso para rolar tranquilamente.
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Presta atenção ao relevo e às subidas
Para os caminhantes e ciclistas, é fundamental ter em conta as diferenças de altitude. Como sabemos, Portugal tem zonas com bastante relevo e não convém seres apanhado de surpresa por uma subida íngreme a meio do caminho. O Google Maps consegue mostrar-te essa informação. Ao verificares antecipadamente a altimetria, evitas surpresas desagradáveis e sabes exatamente o nível de esforço que a rota vai exigir.
Depois de selecionares uma rota, a aplicação mostra-te um gráfico com as subidas e descidas do percurso. Desta forma, consegues perceber se o trajeto é relativamente plano ou se te espera um bom desafio físico.
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Evita estradas movimentadas e escolhe alternativas
O Google Maps oferece frequentemente várias rotas para o mesmo destino. Tira sempre um momento para as comparar. A rota mais rápida nem sempre é a mais agradável. Para quem anda a pé ou de bicicleta, um trajeto ligeiramente mais longo pode ser muito mais tranquilo e seguro. Pensa, por exemplo, num atalho por um parque em vez de seguires junto a uma avenida movimentada. Por isso, explora sempre as opções alternativas que a aplicação sugere.
Descarrega mapas para uso offline
Normalmente, o Maps já guarda alguns dados em cache de forma automática. No entanto, se planeias fazer uma longa caminhada numa zona com má rede, o ideal é descarregares o mapa da área para o teu telemóvel. Ao guardares um mapa offline, podes continuar a usar a navegação sem precisares de ligação à internet. Isto é incrivelmente útil em trilhos na natureza ou quando viajas para o estrangeiro, garantindo que nunca ficas perdido se ficares sem sinal. Podes descarregar mapas tocando na tua foto de perfil no Google Maps e escolhendo a opção ‘Mapas offline’.
Usa o Live View para caminhar nas cidades
Nas cidades mais movimentadas, a navegação pedonal pode ser um pouco confusa. É aqui que entra o Live View do Google Maps. Esta funcionalidade usa a câmara do teu smartphone para sobrepor setas e indicações no mundo real, através de realidade aumentada. Funciona de forma excelente para peões, ajudando-te a perceber imediatamente que rua deves virar, sem teres de estar constantemente a rodar o mapa para tentares orientar-te.
Guarda rotas e localizações
Se costumas fazer os mesmos percursos com frequência, é uma excelente ideia guardares as tuas localizações. Podes marcar os teus locais favoritos, pontos de partida ou zonas de descanso. O Google Maps permite-te organizar isto em listas práticas, para que tenhas todos os teus trilhos ou rotas de ciclismo bem arrumados num só lugar. Assim, torna-se muito mais fácil planear passeios futuros ou usar pontos conhecidos para criar novos trajetos.
Sabias que também podes desenhar as tuas próprias rotas à medida? Esta funcionalidade não está disponível na aplicação móvel, mas podes fazê-lo através da versão web do Maps no computador. Basta ires a maps.google.com, clicares no menu (as três linhas horizontais no canto superior esquerdo) e selecionares Guardados. Depois, escolhe o separador Mapas e clica em Abrir o My Maps. Vai abrir-se um novo separador onde poderás criar rotas personalizadas através do botão no canto inferior direito.
Escreve o teu local de partida e, por baixo da barra de pesquisa, clica no ícone Desenhar uma linha. Seleciona Adicionar rota a pé (ou de bicicleta). Agora, basta ires clicando no mapa para desenhares o teu percurso e, no fim, guardá-lo. Quando voltares à aplicação do Google Maps no telemóvel, vais encontrar a tua rota personalizada em Guardados, no separador Mapas. E se encontrares rotas interessantes na internet, também as podes importar para o My Maps e tê-las sempre à mão no telemóvel.




