A Universidade Radboud torna o Fairphone o telemóvel padrão para os colaboradores

Sven Rietkerk
Sven Rietkerk
28 Janeiro 2026, 19:20
3 min tempo de leitura
Traduzido e adaptado por Mafalda Vieira Santos.

A Universidade Radboud, em Nijmegen, decidiu uniformizar os equipamentos de trabalho: a partir de agora, todos os colaboradores recebem o mesmo smartphone. A instituição escolheu a marca neerlandesa Fairphone como o dispositivo Android padrão para toda a equipa. Com esta medida, torna-se a primeira instituição de ensino nos Países Baixos a assumir explicitamente esta posição em prol da sustentabilidade.

Sustentabilidade é fundamental

Não se trata de um gesto meramente simbólico, mas sim de um passo consciente e prático para a Radboud. O comunicado oficial da própria universidade explica exatamente o porquê desta escolha pelo dispositivo sustentável. Ao optar por um equipamento com construção modular e fácil de reparar, a universidade pretende estender a vida útil dos telemóveis de serviço e, consequentemente, reduzir o lixo eletrónico.

A Fairphone é reconhecida pela utilização de materiais obtidos de forma justa, cadeias de produção transparentes e um design inteligente onde componentes como o ecrã, a bateria e a câmara são facilmente substituíveis.

Imagem de dois smartphones desmontados. Um ecrã está separado do corpo principal, e uma mão segura outro telefone mostrando a bateria preta 'fairphone' e componentes

“A Universidade Radboud passa agora a adquirir e dar suporte a apenas um tipo de dispositivo”, lê-se no anúncio. “É necessário menos investimento para adquirir conhecimento sobre diferentes modelos e marcas. Isso facilita a resolução de problemas e a substituição dos aparelhos quando tal for necessário”, conclui a Radboud.

A ambição da Fairphone

Esta decisão valida a visão da fabricante de hardware. No ano passado, a Androidworld conversou com a CTO Chandler Hatton sobre essa mesma ambição. Na altura, a responsável referiu que o público neerlandês é extremamente exigente e difícil de convencer. Contudo, parece que a universidade de Nijmegen se rendeu aos argumentos.

Os Países Baixos são um mercado difícil de convencer; está no nosso ADN ser crítico. […] A nossa missão é trazer sustentabilidade e ética em grande escala. Numa indústria conhecida por ser implacável, queremos provar que é possível uma abordagem diferente. Não como exceção, mas como a nova norma.

Vale a pena notar que, segundo o Tweakers, os colaboradores não são obrigados a aceitar o telemóvel. Podem optar apenas por um cartão SIM (Sim Only) e utilizar um aparelho próprio, caso prefiram.

Fairphone (6.ª geração)

O modelo distribuído aos funcionários será, quase certamente, a mais recente sexta geração da Fairphone. Nós próprios testámos o equipamento e, na altura, fomos bastante críticos devido a alguns problemas de software que encontrámos.

A Fairphone faz algo único no mundo dos smartphones. Nenhuma outra empresa aposta tão forte na longevidade como esta marca neerlandesa. Isso traz vantagens óbvias, como peças substituíveis e acessórios práticos. Infelizmente, também significa que não recebes as especificações de topo. Se adoras fotografia ou exiges uma experiência de software imaculada, talvez seja melhor passares à frente. Mas a verdade é que a Fairphone constrói — como poucas — um aparelho para durar. Se aceitares algumas imperfeições iniciais e câmaras mais modestas, podes comprar o Fairphone 6 de consciência tranquila e usá-lo durante anos.

Dito isto, é justo referir que, desde o nosso período de análise, foram lançadas várias atualizações importantes para o dispositivo. A grande maioria dos problemas que apontámos inicialmente foi resolvida.

Acessórios para o Fairphone 6