A Xiaomi está a preparar um rastreador Bluetooth extremamente acessível

Laura Jenny
Laura Jenny
12 Fevereiro 2026, 12:11
2 min tempo de leitura
Traduzido e adaptado por Mafalda Vieira Santos.

Estás sempre à procura das chaves ou da carteira? Se usares um localizador (o chamado tracker), a tua vida fica consideravelmente mais fácil. A Xiaomi prepara-se agora para entrar neste mercado, com uma nova fuga de informação a confirmar que a marca está a trabalhar na Xiaomi Tag. Já circulam inclusivamente fotografias onde o dispositivo aparece em todo o seu esplendor. No entanto, o pormenor mais interessante é mesmo o preço: uns meros 17,99 euros.

Um localizador barato para os teus objetos

Para teres uma ideia, uma Moto Tag custa quase 40 euros, mas a Xiaomi surge agora com um localizador Bluetooth que deverá custar menos de metade. A contrapartida deste valor reduzido é a ausência de UWB (Ultra-Wideband). Isto significa que a localização de precisão milimétrica — aquela que te guia com setas até ao sofá onde as chaves caíram — não será uma opção.

Este pequeno gadget, muito ao estilo dos AirTags, foi desenhado para funcionar tanto com a rede Encontrar o Meu Dispositivo da Google (Android) como com a rede Encontrar da Apple. O aparelho é atualmente identificado pelo número de modelo BHR08SPGL.

A marca chinesa ainda não oficializou o produto, mas tudo indica que o lançamento está para breve. As imagens divulgadas mostram um dispositivo com um acabamento final e pronto a comercializar. Curiosamente, a fuga de informação ocorreu através do próprio site da Xiaomi em França, o que explica o facto de já termos uma indicação muito concreta do preço em euros.

Xiaomi Tag

Vamos a contas: um localizador custa 17,99 euros, mas o pack de quatro fica por 59,99 euros, o que reduz o preço unitário para uns simpáticos 15 euros. É um valor extremamente competitivo. Como referimos, concorrentes como a Motorola, a Pebblebee ou os próprios AirTags da Apple rondam os 35 a 40 euros por unidade. É uma diferença considerável.

No interior, a Xiaomi Tag conta com uma pilha CR2032 que promete autonomia para um ano. Ainda não há confirmação oficial sobre se é recarregável, mas, tratando-se de uma pilha de botão padrão, não vemos qualquer motivo para que não seja substituível pelo utilizador, tal como acontece na maioria destes dispositivos.

Em termos de conectividade, o dispositivo suporta NFC e Bluetooth 5.4. O facto de o UWB ter ficado de fora não se deve, provavelmente, a uma limitação técnica da Xiaomi, mas sim à estratégia de garantir compatibilidade simultânea com Android e Apple.

Ainda não sabemos a data exata de lançamento nem se haverá mais cores além deste branco mais neutro. Mas uma coisa é certa: assim que tivermos novidades, vais ler tudo aqui no Androidworld.

Vale a pena lembrar que este segmento está cada vez mais preenchido, com alternativas recentes da Motorola e da Pebblebee a tentarem também conquistar o seu espaço no mercado.