O YouTube é perito em sugerir o próximo vídeo que vais querer ver. Na verdade, mesmo antes de carregares no botão de reprodução, a plataforma já te apresenta uma montra de conteúdos pensados à tua medida. No entanto, se essas sugestões passarem completamente ao lado, talvez porque outra pessoa andou a usar a tua conta, em breve vais poder dar um empurrãozinho ao algoritmo.
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YouTube
A funcionalidade ainda está em fase de testes, mas não seria de estranhar que chegasse em breve à versão estável do YouTube em todo o mundo. A ideia passa por fazer com que a página inicial te oiça antes de começar a disparar recomendações. Ao tocares num novo feed personalizado, surge uma caixa de texto onde a plataforma te pergunta o que te apetece ver. A partir daí, a inteligência artificial entra em ação com base na tua resposta. Podes pedir, por exemplo, vídeos sobre o Mundial de futebol, tutoriais de como fazer slime ou até dicas práticas para vedar a banheira.
Podes alterar o teu pedido sempre que quiseres. Se, de repente, te lembrares de procurar que objetos do dia a dia podem substituir um nível de construção, basta perguntares. Esta flexibilidade é muito bem-vinda, até porque não somos pessoas unidimensionais. O facto de te apetecer ouvir os grandes êxitos do George Michael agora não significa que queiras continuar nessa onda daqui a quinze minutos. Se calhar, nessa altura, já só queres rir com vídeos de gatos a falhar saltos.
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Para os amantes de música, o YouTube já tinha lançado recentemente outra novidade: a possibilidade de sintonizar estações de rádio visuais. O festival Coachella, por exemplo, ganhou uma estação própria na plataforma onde podes rever as melhores atuações do evento. O canal chama-se Coachella TV e continua a atrair espetadores. Além disso, o chat mantém-se aberto para poderes trocar impressões com outros fãs.
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Mas voltando à página inicial. Vamos ser honestos: é uma mudança de peso mexer numa das fundações do YouTube. Por outro lado, como espetador, ganhas muito mais poder de decisão sobre aquilo que te aparece no ecrã. E para quem não acha muita piada a esta constante intromissão da inteligência artificial, não há motivo para alarme. Esta é apenas mais uma ferramenta que podes simplesmente deixar de lado.