A Google desenvolveu uma nova ferramenta que consegue ver a tua gordura corporal, sem precisares de um smartwatch. E este “ver” pode ser interpretado de forma quase literal: trata-se de uma câmara que olha para o teu corpo e, graças à inteligência artificial, avalia a tua percentagem de massa gorda com mais precisão do que um wearable.
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Ver a percentagem de gordura com IA
A percentagem de gordura corporal é um indicador muito usado no mundo do fitness e das dietas, pois está diretamente ligada ao equilíbrio energético e à preservação da massa muscular. Para a medir, usamos frequentemente wearables que fazem uma estimativa através de bioimpedância elétrica. A verdade é que só um raio-X mostra com exatidão como estão realmente as coisas. A Google quer agora oferecer um meio-termo e, como seria de esperar, chamou a inteligência artificial para ajudar.
O processo é simples: tiras uma selfie e a Google Research consegue prever a tua percentagem de gordura corporal. Além disso, a ferramenta também poderá detetar sinais de resistência à insulina. No fundo, é o índice de massa gorda que mais importa, até porque o excesso de peso é um problema cada vez mais comum. Para treinar o sistema, a Google começou por utilizar dados de radiografias que mediam o teor total de gordura no corpo, bem como as proporções entre a gordura do tronco e das pernas (rácio A/G) e entre a gordura visceral e subcutânea (rácio V/S). Depois, cruzou essa informação com ressonâncias magnéticas e adicionou imagens reais de câmaras de smartphones. O resultado? Um modelo capaz de estimar visualmente a tua gordura corporal.
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PhotoScan
A Google Research quis também perceber se os resultados do PhotoScan conseguem prever condições como a resistência à insulina. Este tema já tinha surgido durante o anúncio do Pixel Watch 5, embora a funcionalidade ainda não esteja disponível no relógio. Mas afinal, o que significa ao certo a resistência à insulina? Trata-se de um problema em que as células do teu corpo se tornam menos sensíveis à insulina. Como consequência, a glicose, ou seja, o açúcar, fica retida no sangue. Isto faz disparar os níveis de açúcar, promove o armazenamento de massa gorda e torna muito mais difícil queimar gordura.
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Por agora, não existem planos para transformar o PhotoScan num produto final, mas é muito provável que ainda venhamos a ouvir falar bastante sobre esta tecnologia.