‘O novo processador Snapdragon resulta em smartphones mais caros’

Laura Jenny
Laura Jenny
9 Fevereiro 2026, 14:58
2 min tempo de leitura
Traduzido e adaptado por Mafalda Vieira Santos.

Quando pensamos em smartphones premium, o nosso pensamento vai quase automaticamente para os modelos “Ultra”, como os que conhecemos da Samsung e da Xiaomi. A verdade é que estes topos de gama luxuosos vão, muito provavelmente, tornar-se significativamente mais caros no futuro. Em parte, a culpa é dos preços elevados da memória RAM, mas não nos podemos esquecer que também pagas pela inovação.

E por falar em inovação, a Qualcomm parece ter um “superchip” na manga: o Snapdragon 8 Elite Gen 6 Pro.

Qualcomm Snapdragon 8 Elite Gen 6 Pro

Ainda a poeira do lançamento do Snapdragon 8 Elite Gen 5 (apresentado em outubro) está a assentar, e já se fala na sexta geração destes processadores. Ao que tudo indica, a Qualcomm está a trabalhar em dois novos chips fabricados num processo de 2 nanómetros (2nm): o SM8975 e o SM8950.

O primeiro será a versão Pro, enquanto o segundo assume o papel de variante standard. A expectativa é que a versão Pro suporte a nova memória RAM LPDDR6 e inclua uma GPU completa com todas as funcionalidades de topo. No entanto, prepara a carteira: este salto tecnológico deverá custar consideravelmente mais.

Segundo o conhecido leaker Digital Chat Station, o modelo SM8975 vai ser extremamente dispendioso. Isto poderá levar a que alguns dispositivos de gama média-alta optem pelo SM8950 ou, para evitar que o preço final do telemóvel dispare, mantenham a geração atual (o Snapdragon 8 Elite Gen 5).

Para quem gosta de mergulhar nos detalhes técnicos: os processadores deverão ter uma configuração de 2+3+3. Isto refere-se à forma como os núcleos estão distribuídos na arquitetura do chip. Basicamente, o processador divide-se em três tipos de núcleos para gerir tarefas diferentes, totalizando 8 núcleos de processamento.

Atualmente, o processador de topo da Qualcomm é fabricado num processo de 3nm. Se isto te soa a conversa de cientista, a explicação é, na verdade, bastante simples: este valor indica quão pequeno é o chip. Quando falamos em 4nm ou 3nm, referimo-nos ao tamanho do componente mais pequeno dentro do processador.

A regra geral é: quanto menor for este número, mais eficiente é o chip, pois existe menos perda de energia. O reverso da medalha é que fabricar componentes tão minúsculos é um processo complexo e caro, razão pela qual só encontras estes processadores com menos nanómetros nos gadgets mais luxuosos do mercado.

Quanto a datas, espera-se que estes novos chips sejam anunciados em outubro, ou talvez em setembro. Portanto, não contes vê-los nos modelos “Ultra” que serão lançados nos próximos seis meses.

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