A Qualcomm já está a trabalhar no sucessor do seu atual chip de topo, o Snapdragon 8 Elite Gen 5. No entanto, as primeiras fugas de informação sobre o futuro Snapdragon 8 Elite Gen 6 mostram que nem tudo são rosas.
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Snapdragon 8 Elite Gen 6
A boa notícia é que o novo processador será fabricado com uma arquitetura de 2 nanómetros. Na prática, isto significa que a marca consegue colocar mais transístores num espaço menor, o que se traduz numa velocidade de processamento muito superior. Além disso, o chip torna-se bastante mais eficiente em termos energéticos. No fundo, há enormes vantagens em ter um componente construído a uma escala tão reduzida.
Mas vamos à má notícia: por muito fluida que seja a experiência de utilização no teu smartphone, a verdade é que te vai doer na carteira. Tudo indica que o novo processador será consideravelmente mais caro. Como consequência direta, os telemóveis premium vão subir de preço, e é muito provável que este aumento acabe por contagiar o resto do mercado. Quando os topos de gama estabelecem um teto de preço mais alto, esse efeito de arrastamento costuma sentir-se em todas as gamas.
Estes novos processadores só deverão chegar aos smartphones lançados em 2027, uma vez que a apresentação do Gen 6 está prevista apenas para outubro de 2026. Claro que, para já, nada disto é oficial. Estamos a falar de informações partilhadas pelo conhecido leaker Digital Chat Station. É bem possível que o futuro OnePlus 16 seja o primeiro equipamento a estrear este chip, ou, quem sabe, um novo modelo da Xiaomi.
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Processo de fabrico de 2 nanómetros
Os números de modelo do Snapdragon 8 Elite Gen 6 e da sua versão Pro são, respetivamente, SM8975 e SM8950. Ambos vão dar o salto para o tal processo de 2 nm. Quanto ao processador central (CPU), a configuração deverá apostar numa estrutura de 2+3+3 núcleos. A grande diferença entre as duas versões estará nas capacidades gráficas: a variante Pro deverá estar equipada com uma placa gráfica (GPU) Adreno 850 e 18 MB de memória dedicada, enquanto a versão normal adota uma postura mais contida, ficando-se por uma Adreno 845 com 12 MB.
O que é que isto significa para ti? Basicamente, mais memória dedicada ao processamento visual traduz-se num melhor desempenho e numa maior poupança de bateria, especialmente em jogos ou tarefas pesadas que exigem muito da parte gráfica do telemóvel.
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Resta saber o que toda esta inovação vai significar, na prática, para a tua carteira. Fazer previsões exatas é difícil, até porque há muitos fatores em jogo. Atualmente, por exemplo, o mercado atravessa uma crise nos componentes de memória (RAM), com a procura a superar largamente a oferta. Depois, não nos podemos esquecer do papel das próprias marcas: um fabricante de smartphones pode decidir usar este chip mais caro, mas não tem obrigatoriamente de refletir esse aumento de forma direta no preço final que tu pagas. É bem possível que as marcas encontrem formas criativas de poupar noutros componentes do telemóvel para equilibrar as contas.
Por agora, só nos resta esperar para ver. Como é habitual, a Qualcomm só deverá apresentar oficialmente o seu novo processador no mês de outubro.