Uma das maiores limitações técnicas do Galaxy Watch é a autonomia da bateria. A verdade é que não é tão boa como a dos concorrentes, em parte porque o Wear OS pode ser um sistema operativo bastante exigente. Falámos com Benjamin Braun, Chief Marketing Officer da Samsung, em Londres, e ele revelou que a marca pode já ter uma solução para este problema. E a inspiração vem de um lugar inesperado: os comandos das suas televisões.
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Ondas de Wi-Fi
Braun explica: “Se tens uma televisão Samsung, já conheces o comando. Tem um painel solar na parte de baixo. Mas, mesmo assim, consegues controlar a televisão quando estás numa cave sem luz solar, e isso acontece graças aos sinais de Wi-Fi. O comando capta as ondas de Wi-Fi e usa essa energia para carregar a bateria.” Esta mesma tecnologia está agora a ser investigada para o Galaxy Watch.
Braun fez estas declarações a propósito da nova tecnologia de bateria que a Samsung adotou nos seus smartphones. Trata-se das baterias de silício-carbono, uma abordagem diferente das tradicionais baterias de iões de lítio. Várias marcas chinesas já utilizam esta tecnologia há algum tempo, mas a Samsung preferiu esperar para ver como as coisas evoluíam. Agora, a decisão está tomada no que toca aos telemóveis. Mas como será com os smartwatches da marca?
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O Samsung Galaxy Watch 9 tem uma bateria melhorada e com maior capacidade, mas ainda não utiliza silício-carbono. Continua a ser uma variante de iões de lítio. Será que o silício-carbono é uma possibilidade para o futuro? Braun é direto: “Não posso comentar isso.” Ainda assim, se a Samsung está de facto a explorar o carregamento através de ondas de Wi-Fi, então talvez já exista uma solução no horizonte para um dos maiores desafios dos seus relógios inteligentes: a autonomia da bateria.
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Como já notámos anteriormente ao testar o Galaxy Watch 8, a questão da bateria é sensível: “Carregar não é um problema, a menos que tenhas de o fazer literalmente todos os dias. Durante o nosso período de teste, o relógio aguentou, no máximo, um modesto dia e meio. E isto aconteceu depois de removermos o WhatsApp e de não fazermos praticamente nada, além de receber uma ou outra notificação sobre chuva iminente ou um e-mail. Nada de escrever mensagens, nada de registar sessões longas de desporto ou usar outras funções que drenam rapidamente a bateria.”
Resta apenas saber se será possível extrair energia suficiente “do ar”, uma vez que um smartwatch precisa, naturalmente, de muito mais do que um simples comando de televisão.