TCL Nxtpaper 11 Plus em análise: o tablet que quer ser um e-reader

Sven Rietkerk
Sven Rietkerk
1 Julho 2026, 18:49
7 min tempo de leitura
Traduzido e adaptado por Mafalda Vieira Santos.
6.0

Avaliações

Era uma vez um tablet com um ecrã de 11,5 polegadas, um processador MediaTek Helio G100 modesto e um sistema operativo desatualizado. Este tablet tinha um sonho: ser um e-reader. Tudo para que lhe perdoassem o facto de ser uma péssima compra como tablet, passando a ser um negócio fantástico como e-reader. Será o Nxtpaper 11 Plus um conto de fadas ou, na verdade, um pesadelo?

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TCL Nxtpaper 11 Plus

Bem, antes de mergulharmos neste conto de fadas, convém olhar para alguns detalhes do Nxtpaper 11 Plus. Com um preço recomendado de 250 euros, estamos claramente perante um tablet económico. Logo, não podes esperar milagres. Foi exatamente com essa mentalidade que usei o 11 Plus nos últimos tempos. A fasquia estava bastante baixa e, ainda assim, encontrei vários aspetos a apontar a este equipamento da TCL. Felizmente, também faz algumas coisas muito bem.

Tablet sobre uma superfície de madeira, exibindo o ecrã inicial com vários ícones de aplicações e uma barra de pesquisa Google.

O que vem na caixa

  • O TCL Nxtpaper 11 Plus
  •  Stylus
  •  Cabo USB-C
  • Manuais de instruções

No essencial, um tablet competente

Como referi, as expectativas para este tablet não eram muito altas. Por isso, achei importante procurar ativamente os pontos positivos do Nxtpaper 11 Plus. Felizmente, há mesmo alguns a destacar. Se és o tipo de pessoa que usa o tablet apenas para enviar uns e-mails e ver um vídeo ocasional no YouTube ou noutra plataforma de streaming, esta é uma opção mais do que válida.

Com um preço apelativo a rondar os 250 euros, serias levado a pensar que é impossível errar na compra. No entanto, na secção dos pontos negativos, vais descobrir alguns detalhes que deves ter em conta.

O básico que um tablet desta faixa de preço tem de fazer, ele faz bem. Tudo funciona, não registei qualquer falha no sistema e, se não esperares demasiado, também não terás surpresas desagradáveis. Há até um detalhe no Nxtpaper 11 Plus que o torna único, e só essa funcionalidade já faz com que o tablet valha a pena.

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Modo de papel eletrónico

Falo, claro, do modo de ecrã tipo papel. Graças a ele, um tablet razoável transforma-se de repente num e-reader fantástico, especialmente a este preço. Com este modo, podes escolher se queres converter o ecrã num e-reader clássico a preto e branco ou numa versão que também suporta cor. A leitura não só fica muito mais agradável, como os teus olhos agradecem o descanso.

Notei que acabava por usar o modo a cores por defeito, pois para o uso quotidiano funciona perfeitamente. Admito que as fotos do Instagram ou os vídeos do teu YouTuber favorito ganham ali uma espécie de filtro opaco, pelo que a experiência visual perde um pouco de brilho para esses conteúdos. Mas, em conjunto com uma app de leitura, o resultado é simplesmente fantástico.

Tablet sobre madeira exibindo menu de modos de ecrã NXTPAPER em holandês, com três opções de visualização e pré-visualizações gráficas.

Pessoalmente, gosto muito de usar o Pocketbook, uma app que consegue sincronizar os teus livros entre diferentes dispositivos. Normalmente, leio livros digitais num e-reader mais pequeno, mas, para variar, este tablet não se sai nada mal. Tem apenas em conta que vais ter de explorar algumas aplicações por ti mesmo para tirares o máximo partido desta funcionalidade. Ainda assim, fiquei genuinamente surpreendido com esta tecnologia quando combinada com as apps certas.

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Sistema operativo desatualizado

Infelizmente, os pontos positivos ficam por aqui. Se olhares com mais atenção ou se tiveres outras expectativas para um tablet, vais deparar-te com alguns pontos negativos muito claros que tens mesmo de ter em conta. O primeiro que salta à vista é o facto de o 11 Plus ainda não correr o Android 16. Mesmo após uma atualização recente, o tablet continuou preso ao Android 15. Em teoria, não é uma versão má, mas a verdade é que já estamos a caminhar a passos largos para o Android 17. Aliás, se tiveres um smartphone Pixel, já tens acesso a esta nova versão do Android com todas as novidades incluídas. É certo que não estamos a falar de um tablet, mas serve para mostrar que a TCL está simplesmente muito atrás da concorrência nesta área.

TCL Nxtpaper 11 Plus texto

Se já estás habituado ao Android 17, ou mesmo ao Android 16, no teu smartphone, vais certamente notar esta diferença. Ficas com um pouco menos de acesso a todos aqueles truques e funcionalidades práticas que a nova geração do Android traz consigo. Dito isto, a tua segurança não fica em risco, pois trata-se apenas da ausência de funções que as versões mais recentes da plataforma permitem. Por isso, não posso penalizar totalmente o tablet por causa disto, mas não deixa de ser curioso que ainda existam equipamentos no mercado que, mesmo após uma atualização, não ficam totalmente em dia.

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Câmara

É um facto bem conhecido no mundo dos tablets: não deves querer usá-los para tirar fotografias. Isso aplica-se, naturalmente, ao TCL Nxtpaper 11 Plus. No ponto seguinte, volto a sublinhar o quão desnecessária é uma câmara neste tablet, mas, neste caso específico, a qualidade é mesmo muito triste. Com muita luz, com pouca luz ou à procura de detalhe, o resultado é simplesmente feio. Mais uma vez, percebo perfeitamente que a lente serve essencialmente para ler um código QR na hora de fazer um pagamento ou, muito raramente, para uma videochamada. Contudo, até para isso eu desaconselharia o seu uso. Se precisares de o fazer, pega antes no teu telemóvel.

Lento

Os dois pontos anteriores ainda podem ser tolerados. No entanto, quando um tablet se torna demasiado lento, aí tenho de traçar um limite. Se estiveres sossegado no sofá a ler o teu livro, não vais notar nada disto. O problema é que demoras literalmente minutos até conseguires chegar a esse ponto. E não acontece apenas no primeiro arranque ou quando a bateria vai a zero: o Nxtpaper 11 Plus é, literalmente, sempre lento. Ao ligar, ao alterar uma definição, ao alternar entre aplicações, ao ajustar o modo de ecrã e, infelizmente, a lista podia continuar.

Com um preço recomendado a rondar os 250 euros, isso acaba por não ser uma grande surpresa, mas não deixa de ser uma pena enorme. Acredito genuinamente que a TCL tem uma mina de ouro nas mãos com este ecrã especial, mas o seu potencial é brutalmente limitado pelo hardware escolhido. Caso alguém da TCL esteja a ler isto: coloquem um processador ligeiramente melhor e um pouco mais de memória RAM neste tablet, ou apostem numa melhor otimização do sistema, e este equipamento tem tudo para ser um dos melhores do mercado.

Conclusão

Por agora, o TCL Nxtpaper 11 Plus está longe de ser o melhor tablet do mercado. Se procuras um e-reader onde, com sorte, também consigas ver um pouco de streaming simples ou enviar um e-mail, então esta é uma boa recomendação. Se queres mais do que isso, o ideal seria optares por um e-reader dedicado em vez deste tablet, ou dares o salto para um tablet ligeiramente mais caro que te ofereça mais possibilidades. Se tens as expectativas em baixo, podes perfeitamente arriscar na compra, mas nunca digas que não te avisámos. Em suma, a história deste tablet não termina com um “viveram felizes para sempre”, mas não deixa de mostrar o enorme potencial para se tornar num equipamento fantástico.

Alternativas ao TCL Nxtpaper 11 Plus

Existem dois tipos de alternativas para este Nxtpaper 11 Plus. Por um lado, recomendaria um e-reader na forma do Pocketbook Verse, que por cerca de 140 euros é uma opção fantástica para leres os teus livros. Se, por outro lado, procuras um tablet económico, o OnePlus Pad Go 2 é uma excelente alternativa a considerar, estando atualmente disponível por um preço muito semelhante ao do Nxtpaper 11 Plus.